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Deputados levaram litro pet com água suja e limpa, respectivamente, para a Tribuna,
Em discurso na manhã desta terça-feira (07), o deputado Rafael Leitoa (PDT) apresentou aos colegas de plenário a pureza da água tratada em Timon. Ao informar a inauguração da Estação de Tratamento de Água (ETA), ocorrida na última quarta-feira, o deputado fez uma demonstração de confiança na qualidade da água fornecida pela estação, bebendo alguns copos durante o pronunciamento.
Ainda na tribuna, Rafael Leitoa lembrou que, em 2015, havia sido chamado de mentiroso por Alexandre Almeida (PSD), pelo fato de acreditar que a ETA seria instalada em 365 dias. Mas um ano depois, Rafael trouxe à tribuna o resultado do que Alexandre Almeida afirmou ser impossível.
“É com muita alegria que eu venho hoje a esta Casa, inclusive, oferecer a água da estação de tratamento de Timon para o Deputado Alexandre Almeida e para os colegas deputados que queiram beber. É esta água de verdade que hoje a população de Timon bebe, água tratada do rio Parnaíba, de qualidade, atendendo todas as portarias do Ministério da Saúde”, comemorou Rafael Leitoa.
Outro lado
No dia 15 de março, o deputado Alexandre Almeida (PSD) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa, e levou uma amostra da água que, segundo ele, estava sendo fornecida a população timonense pela empresa Águas de Timon, responsável pelo abastecimento da cidade.
“Eu trouxe para esta tribuna a prova da péssima qualidade da água que está sendo oferecida, esse líquido escuro não é nenhum refrigerante, é a água que hoje as famílias timonenses têm para o seu consumo”, disse o deputado.
“Eu quero inclusive oferecer ao deputado Rafael Leitoa um copo dessa água, porque, certamente, isso aqui não é água que ser humano possa consumir, e se o deputado Rafael aceitar beber, ele vai saber a real situação que o povo está vivendo”, enfatizou Alexandre Almeida.
jun
Dias atrás, durante uma sessão realizada para definir o futuro do presidente afastado da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), os deputados Wladimir Costa (SD-PA) e Júlio Delgado (PSB-MG) trocaram ofensas e acusações das mais graves possível, tais como: “assaltante, membro de quadrilha, corrupto, picareta, vagabundo, bandido, ladrão, patife, pilantra, indecente”. Ao final, um deputado lembrou: “Olha o decoro”, e outro parlamentar ressaltou:”Esse é o conselho de Ética”.
jun
O Arraial da Maria Aragão além de começar atrasado este ano, terá uma redução de funcionamento em cinco dias comparado com o ano passado. O “Terreiro” também inicia com suspeitas de superfaturamento, assim como em 2015, quando uma barraquinha de palha custou R$ 18 mil.

Em 2015, a placa obrigatória por Lei foi exposta no local de montagem do Arraial, este ano tudo está por debaixo dos panos.
Diferente do ano passado, quando de forma transparente o secretário municipal de Cultura de São Luís, Marlon Botão, estampou a placa obrigatória por Lei (confira ao lado), com a empresa vencedora da licitação, bem como os devidos valores e prazos estabelecidos para conclusão dos serviços de montagem do Arraial da Praça Maria Aragão, este ano Botão decidiu esconder o custo das barracas de Palha do “Terreiro de Maria”.
A motivação para tanto segredo pode ser o fato de que em 2015, o secretário contratou a empresa RJ CONSTRUÇÕES E SERVIÇOS LTDA – ME para montar seis barracas de palhas e dois portais de entrada, pelo montante de R$ 111.732,10 (cento e onze mil, setecentos e trinta e dois reais e dez centavos), isto é, R$ 18 mil por cada barraquinha.
Um completo absurdo e claro indício de superfaturamento.
Pagamento
Nesta terça-feira (07), a Secretaria Municipal de Cultura (Secult) divulgou a lista de credenciados para venda de alimentos nas barracas do arraial, que vai funcionar de 18 a 29 de junho.
Ao todo, foram sorteadas 10 barracas, sendo cinco destinadas para pessoas jurídicas com atividades no ramo da alimentação e outras cinco para associações.
Quem teve interesse nas barraquinhas desembolsou R$ 6 mil reais. Até as entidades filantrópicas sem fins lucrativos tiveram que depositar o valor na conta da Func: Banco do Brasil, agência 3846-6 e conta corrente n° 21124-9.
Cinco dias a menos

Estrutura do Arraial da Maria Aragão já começou a ser montada, mas contrato da empresa executora é um mistério.
Em 2015, o Arraial aconteceu entre 12 e 29 de junho, foram 17 dias de apresentações e expressões cênicas, manifestações mirim, grupos de pé de serra, grupos de dança populares, shows, tambor e bumba meu boi.
Neste ano, a celebração será realizada entre os dias 18 a 29 de junho, todos os dias. Portanto, uma redução de cinco dias.
Outro lado
Nesta tarde, o titular do blog foi até o local da montagem da estrutura de barracas e questionou um dos trabalhadores acerca da empresa que estava prestando serviço, a resposta foi clara: “Tudo aqui foi empreitado, mas não sei dizer quem vai pagar”, disse sorridente o homem que preferiu não revelar sua identidade.
O blog buscou contato com o Secretário Marlon Botão, mas ele preferiu não comentar sobre o assunto.
jun

Márcio Gerry, Roberto Rocha e Marcelo Tavares discutiam temas de interesse do Estado.
Nesta terça-feira (7) na capital federal, o chefe da Casa Civil do Governo do Maranhão, Marcelo Tavares, o secretário estadual de Articulação Política e Comunicação, Márcio Jerry e o senador Roberto Rocha se encontrou se reuniram para discutir interesses do Maranhão em Brasília.
Os secretários e senador conversaram sobre demandas do estado à União, ocasião que conversaram sobre a criação da Zona de Exportação do Maranhão, voltada ao desenvolvimento do setor industrial no estado, além da geração de emprego e renda para a população maranhense.
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Do DCM, por Kiko Noguira*
É remota a possibilidade de que o Supremo acolha todos os pedidos de prisão feitos por Janot — a saber, de Renan, Jucá, Cunha e Sarney.
Os casos estão sendo analisados pelo ministro Teori Zavascki. Janot quer Sarney em prisão domiciliar e com tornozeleira eletrônica. Sarney já tem 86 anos e deve dormir sem essa.
Ainda assim, é uma humilhação histórica, merecida, para um velho cacique do PMDB, um ex-presidente da República, um sujeito que nunca saiu do poder desde a ditadura.
Sobretudo, um flagelo para o Maranhão.
Sarney e família pilharam o estado ao longo de décadas. O episódio de repercussão mundial mais recente foi a rebelião no presídio de Pedrinhas, mas o estrago é muito anterior. A dinastia ruinosa já tinha assistido o inimigo Flávio Dino ser eleito governador em 2014.
Até Dino, eram apenas eles. O legado de 50 anos mandando num território onde 40% das pessoas vivem no campo é catastrófico: se o Brasil tem 28% de trabalhadores sem carteira assinada, o índice maranhense supera os 50%.
Dos 15 municípios brasileiros com as menores rendas, segundo o IBGE, dez estão lá. Apenas 6% da população estão em cursos de graduação, mestrado e doutorado.
Tem a menor expectativa média de vida de homens e mulheres: 68,6 anos, cinco a menos que a média nacional. Perde só para Alagoas em matéria de mortalidade infantil. Em cada 1000 crianças que nascem, morrem 29 com menos de 1 ano.
O centro histórico de São Luís, com seus azulejos, já foi uma pérola. Hoje, jogado às traças, é melancólico. Menos para Sarney, cuja “fundação” adquiriu ilegalmente o Convento das Mercês, fundado em 1654 pelo padre Antônio Vieira. Como um faraó, ele anunciou que quer ser enterrado lá.
Seu culto à personalidade — estendido a todos os parentes — se manifesta batizando todos os logradouros públicos possíveis. O nome Sarney está em 161 escolas, no interior e na capital.
Há maternidades Marly Sarney (mulher dele), o Fórum Desembargador Sarney Costa, a Ponte José Sarney, a Rodoviária Kiola Sarney (mãe dele), a Avenida José Sarney, o Tribunal de Contas Roseana Sarney e o Fórum Trabalhista José Sarney.
Em 1966, a pedido de Sarney, Glauber Rocha filmou sua posse para um documentário. Enquanto ele faz um discurso vazio, oportunista, calhorda e sempre atual, (“Vamos acabar com a corrupção! Nós não queremos a fome, a miséria, o analfabetismo!”) a câmera mostra a realidade: casas caindo aos pedaços, hospitais imundos, esgoto nas ruas, gente morrendo de fome e de tuberculose. Sarney fez uma profecia em que a maldição era ele mesmo.
José Sarney era uma uma esperança contra o vitorinismo — o reinado de Victorino de Brito Freire, que durava desde o fim do Estado Novo, em 1945. Seu pai era promotor público (o sobrenome, aliás, foi tirado de um almanaque de 1901. O avô, José Adriano da Costa, gostou da história de um menino de 12 anos que sabia a Bíblia de cor. O garoto se chamava Sarney).
Saía um coronel e entrava outro. Uma invasão de gafanhotos. Em 1990, viu que não se elegeria no Maranhão e que no Amapá havia três vagas para o Senado. Saltou lá de para-quedas, para ser reeleito em 1998 e 2006.
Um conhecido me contou de uma viagem ao Nordeste que fez de carro. No interior do Maranhão, crianças à beira da estrada levantavam cartazes onde estava escrito “fome”. Os viajantes atiravam sanduíches que tinham no Land Rover pela janela.
Foi aliado de FHC, Lula e Dilma. Com Lula e Dilma, emplacou ministros como Edison Lobão, que montou um esquema de corrupção nas Minas e Energia e está sendo investigado na Lava Jato.
Em 2005, Sarney falou que esperava que o convento onde descansará seus ossos se tornasse, no futuro, “ponto de peregrinação”. Pode ser. Mas o povo vai urinar em seu túmulo.
*Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.
jun

Várias lideranças políticas e comunitárias da Ilha participaram da solenidade de autorização do início da obra.
O governador Flávio Dino (PC do B) e o prefeito Gil Cutrim (PDT) autorizaram, nesta terça-feira (07), o início das obras de pavimentação e urbanização da Avenida Nossa Senhora da Vitória, que corta os municípios de São Luís, São José de Ribamar e Paço do Lumiar.
A cerimônia aconteceu no período da manhã no complexo da Praça da Juventude do Parque Vitória, inaugurado por Cutrim ano passado. Participaram do ato várias lideranças políticas e comunitárias da Ilha, dentre elas o prefeito da capital, Edivaldo Holanda Júnior, e o deputado estadual Glalbert Cutrim – ambos do PDT – que representou a Assembleia Legislativa.
Os trabalhos terão duração de seis meses e serão custeados com recursos estaduais da ordem de mais de R$ 3 milhões. Consistirão no asfaltamento e implantação de sistema de drenagem profunda em um trecho de cerca de dois quilômetros da avenida, o que colocará fim aos alagamentos e beneficiará moradores de vários bairros ribamarenses.
Um outro trecho da via, localizado no território de Paço do Lumiar e que faz interligação com a MA – 202 (Estrada da Maioba), receberá serviços de recuperação asfáltica.
Ruas que interligam bairros de São José de Ribamar localizados nesta região, tais como Parque Vitória, Parque Jair, Alto do Turu e Jardim Turu, por exemplo, também serão contempladas com serviços de recuperação da malha viária.
“Cadastramos o projeto de urbanização da avenida no Governo do Estado desde 2014. Solicitamos ao governador Flávio, tão logo o mesmo assumiu, apoio para executar a obra. E, finalmente, o que era sonho agora se tornou realidade”, afirmou Gil Cutrim.
Flávio Dino disse que, além do prefeito, vereadores e outras lideranças políticas da cidade, a pavimentação e urbanização da Nossa Senhora da Vitória também era uma reivindicação antiga dos moradores de dezenas de bairros localizados nesta região.
Edivaldo Holanda Júnior elogiou a parceria institucional firmada entre a prefeitura ribamarense e o governo estadual.
De acordo com ele, somente unindo forças é possível levar para os moradores da Grande Ilha os benefícios que eles tanto necessitam.
Avaliação semelhante fez Glalbert Cutrim. “Agradeço, mais uma vez, o apoio do governador Flávio Dino neste trabalho de recuperação da malha viária de São José de Ribamar e demais municípios da Ilha”, disse o parlamentar.
jun

Prefeitura está cercada de grades de ferro.
Desde a última sexta-feira (03) o prefeito Edivaldo Holanda (PDT) decidiu aumentar sua proteção no Palácio de La Ravardière, sede do poder executivo municipal.
Além de um grande contingente de guardas municipais, o pedetista decidiu cercar toda a área no entorno da Prefeitura com barreiras de grades de ferro.
Um sinal claro que não deseja ser incomodado, sobretudo, pelos movimentos sociais, além da categoria dos professores da rede pública de ensino que buscam reajuste salarial, mas sem sucesso.
Botar grades na frente do poder executivo, quando na verdade, deveria escancarar as portas ao povo, Edivaldo Holanda copiou da ex-governadora Roseana Sarney(PMDB).
Durante o último ano de governo da peemedebista, temendo protestos, ela ordenou que toda a redondeza do Palácio dos Leões fosse envolvida pela cerca de ferro, correntes e cadeados (confira na imagem abaixo).
A atitude impopular de Edivaldo na implantação dos gradeados no perímetro da Praça Dom Pedro II, dificulta o acesso de transeuntes na área, além de descaracterizar o conjunto arquitetônico da área.
Não obstante, o medo de manifestações em período pré-eleitoral é péssimo para quem busca a reeleição. Confira abaixo as grades de ferros de Roseana Sarney em 2014 e compare com as de Edivaldo (acima).

Em 2014, então governadora Roseana Sarney mandou cerca o Palácio dos Leões.
jun

Os peemedebistas teriam tramado para barrar as investigações da Lava Jato.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do senador Romero Jucá (PMDB-RR), por tentarem interferir nas investigações da Operação Lava Jato.
Segundo publicou o jornal O Globo nesta terça-feira (7), o ministro do STF Teori Zavascki já teria recebido o pedido de prisão há uma semana.
Citando um interlocutor de ministros do STF, o jornal afirma que o procurador-geral também pediu o afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado, utilizando argumentos semelhantes aos que levaram à suspensão do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como presidente da Câmara.
Em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, os senadores e o ex-presidente discutiam meios de barrar as investigações. As suspeitas são consideradas mais graves do que os motivos que levaram à prisão do senador Delcídio do Amaral, em novembro.
Segundo a fonte citada pelo jornal, cujo nome não foi divulgado, Delcídio teria tentado manipular a delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró enquanto Sarney, Renan e Jucá planejavam bloquear a Lava Jato.
Após firmar acordo de delação premiada, Machado afirmou que teria distribuído 70 milhões de reais em propinas para Sarney, Renan, Jucá e outros políticos do PMDB, como os senadores Edison Lobão e Jader Barbalho, nos 12 anos em que esteve na Transpetro.
Os ministros do STF devem decidir se o presidente do Senado ainda possui os requisitos para permanecer no cargo e na linha sucessória da presidência da República. O processo contra Eduardo Cunha poderá servir de base para a decisão dos ministros do Supremo, onde Renan é alvo de 12 inquéritos.
Sarney teria exercido papel decisivo no processo de impeachment da presidente Dilma Roussef, Mesmo sem mandato, o ex-presidente possui forte influência tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado.
O pedido de prisão foi irá depender da decisão do plenário do STF. Segundo O Globo, o ministro Teori já teria conversado com seus colegas some o tema. Esta seria a primeira vez que um procurador-geral da República pede o afastamento e a prisão de um presidente do Senado.
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Prefeito de Santa Inês amarga alta rejeição popular, sua reeleição é praticamente impossível do ponto de vista político. A gestão do socialista é um vexame diante da total incapacidade administrativa e pelo escândalo que é sua vida pessoal, o resto é desculpa de um covarde.

Prefeito anda desesperado, sabe que não tem condições de reeleição…
Enquanto a população de Santa Inês sofre pelo descaso total da administração municipal, o prefeito Ribamar Alves (PSB) decidiu achar um culpado para o inferno astral que vive devido a sua alta rejeição. Mas esquece que sua carreira política e seu mandato caíram de um precipício desde que ele foi acusado de estuprar uma jovem de 18 anos e de assediar sexualmente uma juíza.
Blogs aliados ao grupo Sarney, desde a última semana, se esforçam em divulgar as queixas do prefeito Ribamar Alves contra o governador Flávio Dino (PCdoB). Ingênuo, tenta forçar uma algo que não existe ao dizer que a própria Polícia criou uma situação para que ele fosse preso, esquece que a jovem confirmou a violência. Obviamente que em uma situação de estupro, qualquer pessoa com um mínimo de responsabilidade se afastaria de outra que tem um crime desses nas costas, não da população, mas sim do acusado. Afinal, como um gestor pode querer o melhor para uma população com uma acusação tão grave?
Os protestos de Ribamar Alves vão virar rotina de agora por diante, porque ele necessita encontrar um discurso para justificar sua baixíssima popularidade ou preferência eleitoral. Na sexta-feira (3), ele foi até à Câmara Municipal de Santa Inês, onde estava sendo realizada uma sessão em que tinha na pauta a apreciação de prestação de contas do primeiro quadrimestre, e voltou a culpar Dino pelo fracasso de sua administração. Entretanto, foi emparedado por vereadores da oposição que cobraram solução para os problemas de Santa Inês, ao invés de apenas fazer lamúrias de que foi abandonado, após sua prisão.
Deve-se acrescentar a ficha de Ribamar Alves, além de estupro e assédio sexual, relações com menores de idade e um processo de cassação pelo afastamento da função pública enquanto esteve preso.
Sua rejeição é tão grande que desistiu de disputar as eleições deste ano. Como salvação política, aceitou acordo com o senador Roberto Rocha (PSB). O objetivo é tirar Luciano Leitoa (PSB) da presidência do PSB e apoiar a candidatura de Eliziane Gama (PPS), no primeiro ou segundo turno. Caso a “irmã” vença, sua esposa, a suplente de deputada federal Luana Alves, assume uma vaga na Câmara Federal.
Nesta terça-feira (7) ele convocou toda a imprensa para desabafar seu descontentamento com o Governo, mas dúvido que vai explicar o caos administrativo que foi sua gestão desde o início, a turbulência política ocasionada pelos 27 dias que ficou preso e a falta de transparência na sua gestão.
jun

Ruse ingressou na Justiça com pedido liminar para retornar ao cargo que foi eleito.
Membro na chapa que venceu as eleições da Colônia de Pescadores de Raposa (Z-53), para o exercício do triênio 2015-2018, Jaelsonruse Melo Brandão, 41 anos, desses 31 exercendo a profissão de pescador, está sendo impedido de exercer o cargo para o qual foi eleito: de vice-presidente, desde agosto do ano passado.
Ruse como é conhecido no meio pesqueiro, conta que a presidente da entidade, Andrea Sayre Gonçalves Coutinho, excluiu de sua função o deixando impossibilitado de frequentar o órgão.
Tudo começou quando o vice passou a questionar atos suspeitos, bem como a intromissão excessiva do marido da dirigente, o senhor Antônio Magno (pré-candidato a vereador), nos assuntos da entidade, o que é vedado pelo Estatuto.
Irregularidades
O vice-presidente não concorda, por exemplo, com a retirada do pagamento da taxa mensal de contribuição das Casas Lotéricas. “A atual presidente para fugir da prestação de contas com apresentação de extratos bancários, resolveu descumprir a recomendação do Ministério Público de pagamentos via Caixa Econômica, agora todo o dinheiro que entra na Colônia é só na mão, logo ela [Andrea] que criticava a gestão anterior por essa prática, executa exatamente o que combatia”, disse Ruse.
Represália
Como forma de retaliação, a ‘chefona’ da Colônia decidiu dar o troco, e surgiu na última segunda-feira (30) com uma manobra: Emitiu um Edital de convocação de Assembleia Geral Extraordinária – feito às pressas em total desconformidade com o Estatuto – para deliberar entre outros dois assuntos, acerca de um suposto “abandono injustificado de cargo” por parte de seu opositor interno.
Pelas regras estatutárias, Andrea só pode expulsar Ruse após os procedimentos adequados, como Edital de Convocação específico para esse fim, conforme reza o § 2º do art 50: “a perda de mandato será declarada pela Assembleia Geral convocada para essa finalidade”, diz o Estatuto.
E mais, o § 3º ainda é claro quando diz:“Toda suspensão ou destituição de cargo administrativo deverá ser procedida de notificação que assegure ao interessado o pleno direito ao contraditório e ampla defesa”. O que no caso em questão, não aconteceu.
Justiça
Para efeitos jurídicos, Ruse registrou um boletim de Ocorrência descrevendo todos os fatos e, por meio de seus advogados, ingressou com uma ação na Justiça e no Ministério Público do Trabalho do Estado do Maranhão.
“A presidente está quintando carteiras de pescadores em atraso e prometendo à classe o pagamento do Seguro Defeso, além de crime e do buraco no caixa da Colônia, Andrea tá mentindo com único propósito de tentar eleger o marido vereador”, (sic) denunciou Jaelsonruse.
Histórico

Andrea excluiu o vice que não aceitava seus desmandos e botou o marido – Magno – no lugar.
Andrea é acusada de ter recebido recurso do Seguro Defeso pelo município de Tutóia, sem nunca ter residido na cidade, mesmo assim informou aos órgãos federais falso endereço no povoado Bom Gosto, para receber o benefício do governo federal.
A “pescadora” que no Relatório de Situação do Pescador, do Ministério do Trabalho e Emprego, alega ser ‘analfabeta’, também nunca explicou como seu nome aparece na lista de funcionários da prefeitura de Paço do Lumiar, no contra-cheque de setembro de 2013 Andrea surge como professora contratada de 20h.
No ano seguinte, a “analfabeta” desponta em 8º colocação no resultado do seletivo de docentes para lecionar de 1º ao 4º na rede municipal de Educação da Prefeitura de Raposa.
Se não bastasse, Andrea ainda desempenha a função de empresária do ramo de confecções e vendas de roupas em uma loja bastante estruturada, que funciona no primeiro dos dois pisos de sua residência, no centro da cidade raposense.

