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Dilma perto do afastamento; Situação é dada como insustentável.
Com a aprovação da Câmara pela continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a próxima etapa é o encaminhamento do caso para o Senado. Levantamento de especialistas mostra que já há 45 senadores favoráveis à abertura de processo por crime de responsabilidade. Vinte e um se declararam contrários. Seis parlamentares se disseram indecisos e 9 não quiseram se manifestar. Para que o processo seja admitido e aberto no Senado são necessários 41 votos.
De forma que Dilma Rousseff começou a se despedir da cadeira de presidente do Brasil. Pouco mais de um ano depois de reeleita e de 13 anos de PT no poder. Isolada, sem apoio da grande maioria dos partidos de sua ampla coalizão eleitoral, Dilma dificilmente terá forças para impedir que o Senado abra o processo e a afaste do cargo, numa votação por maioria simples, nas próximas semanas.
Em guerra declarada com o PMDB de seu vice Michel Temer, maior partido do Congresso, a presidente teve menos votos do que esperava o Planalto. Foi o que se viu também nas ruas por todo o país, onde as manifestações pró-impeachment reuniram mais público do que as de apoio ao governo.
Não surtiu efeito sequer o esforço do ex-presidente Lula, cuja nomeação como ministro para escapar do juiz Sérgio Moro, da Lava-Jato, ajudou a agravar a crise. Temer assumirá por 180 dias assim que o Senado abrir o processo.
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Deputados pró e contra impeachment chegaram a trocar empurrões. Presidente Eduardo Cunha discutiu com parlamentares governistas

A sessão para votação na Câmara do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff realizada neste domingo (18) começou com um tumulto, resultado de uma discussão entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e deputados governistas que pressionavam para que oposicionistas saíssem detrás da mesa que dirige os trabalhos. Como Cunha não atendeu ao pedido, os deputados Paulo Teixeira (PT-SP) e Orlando Silva (PCdoB-SP) subiram e ficaram diante da mesa, na frente de Cunha, em local onde os deputados não costumam permanecer durante as sessões.
O presidente chegou a pedir a seguranças que retirassem os deputados. Paulo Teixeira foi abraçado por seguranças e levado para baixo. Enquanto isso, o deputado maranhense Weverton Rocha(PDT) trocou empurrões com deputados pró-impeachment. A briga continuo com a abertura de uma faixa com a inscrição “Fora Cunha” atrás da Mesa Diretora. Eduardo Cunha pediu para que fosse retirada.
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342 votos favoráveis ao impeachment: sessão chega à quantidade necessária para aprovar a abertura do processo na Câmara dos Deputados.

O voto decisivo, de número 342, foi dado pelo deputado Bruno Araújo (PSDB-PE).
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em sessão especial neste domingo, o procedimento de impeachment contra Dilma Rousseff. O voto decisivo, de número 342, foi dado pelo deputado Bruno Araújo (PSDB-PE).
Ao todo, 511 parlamentares participaram da votação, que começou com deputados cantando o Hino Nacional. Às 20h, quando o placar da votação chegou a 195 votos a favor, o governo admitiu a derrota,.
Às 20h35m, com 272 votos a favor, auxiliares da presidente diziam que todos os esforços serão centrados no Senado, já que a Casa pode ser mais sensível ao mérito do impeachment, as pedaladas fiscais. Às 22h, o líder do governo na Câmara, José Guimaraes (PT-CE) reconheceu a derrota:
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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi o principal alvo de ataques dos deputados que votaram contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Um dos revoltados, em votação do impeachment, o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) diz que chama presidente da Câmara de gangster e diz que sua cadeira cheira à enxofre. “Senhor Eduardo Cunha, o senhor é um gangster. O que dá sustentação a sua cadeira cheira a enxofre”, bradou o parlamentar.
Mais criticas
“Nunca vi uma hipocrisia como essa”, disse a deputada Professora Marcivânia PC do B-AP), que criticou as várias manifestações anti-corrupção que não citaram as acusações contra Eduardo Cunha.
O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), afirmou que Cunha é um ladrão e o que o processo de impeachment é conduzido por “canalhas”.
“Tira Dilma, entra Temer. Tira Temer, entra Cunha. Que Brasil é esse?”, se inflamou César Messias (PSB-AC).
“Não aceito o corrupto Eduardo Cunha presidir esse processo de impeachment. Ele é o primeiro que deveria ter sido impedido”, reforçou Ivan Valente (PSOL-SP).
Manifestação repetida por vários deputados, como José Airto Cirilo (PT-CE): “Vejam vocês, um réu no STF para fazer o impeachment de uma presidente honrada e inocente, isso não pode acontecer.”
O deputado Sílvio Costa (PT do B-PE) chegou a acusá-lo de chefiar o “PCC, o partido da corja do Cunha”.
Daniel Almeida (PC do B-BA) foi em linha similar: “Estamos em uma situação surreal: uma presidente sobre a qual não pesa nenhuma acusação de malfeito ameaçada por uma conspirata de corruptos liderada por Vossa Excelência, o deputado Eduardo Cunha, que não dignifica a cadeira que ocupa agora”.
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A presidente Dilma Rousseff durante entrevista no Palácio do Planalto.
Folha – O diretório do PT deve discutir na terça-feira (19) que Dilma Rousseff envie ao Congresso Nacional proposta de redução de seu próprio mandato e de convocação de eleições presidenciais ainda neste ano, junto das eleições municipais do país.
A ideia é que a presidente anuncie que abre mão de dois anos de mandato mesmo que chegue a ser inocentada de crimes de responsabilidade pelo Senado, que julgará se a petista é ou não inocente e se deve ser afastada em definitivo do cargo, consumando o impeachment.
No mesmo projeto, Dilma estabeleceria que, assim como ela ficou seis anos na Presidência, o sucessor, escolhido pelo voto direto, teria mandato de seis anos, sem reeleição.
Há pequenas variações em torno do tema. Alguns dirigentes do PT, por exemplo, acreditam que Dilma não deve incluir na proposta de eleições a sugestão de novo período para o mandato presidencial nem o fim da reeleição.
Outros têm dúvidas sobre a conveniência de a própria presidente figurar oficialmente como autora da proposta ou se o melhor seria ela apenas encaminhar a sugestão do partido, que seria assinada também por outras legendas.
A ideia de redução do mandato de Dilma e da convocação de “diretas já”, se aprovada no PT, pode ser levada oficialmente à presidente nos próximos dias.
A proposta conta com apoio entusiasmado de parlamentares do partido e até mesmo de ministros. Outras legendas já foram informadas e podem aderir a ela.
O discurso será o de que Dilma busca uma solução para a grave crise política que o Brasil atravessa, mas que não será resolvida por um presidente, Michel Temer, que não teria legitimidade por chegar ao poder por meio de um “golpe”, segundo os que defendem a tese, e de forma indireta.
Um presidente eleito diretamente teria legitimidade e maior apoio para comandar o país em situação tão delicada, defendem. Ao mesmo tempo, acreditam, a população não seria “excluída” da solução do problema, como ocorreria no impeachment.
“Quem foi às ruas contra o governo queria Temer na presidência e Eduardo Cunha como seu vice? O Temer não tem legitimidade. Ele se aproveitou de manifestações populares para assaltar o poder”, diz o senador Lindberg Farias (PT-RJ). “Ele tem 60% de rejeição e só 1% de votos. Se esse golpe contra a Dilma se confirmar, não tenho dúvida de que ele cai em seis meses, pela pressão da população por ‘diretas já’.”
Ele diz que a bancada do PT no Senado já discutiu a ideia e que a maioria dos parlamentares dá apoio a ela. Afirma também que já conversou com senadores do PDT e do PSB, por exemplo, e que um projeto de diretas teria o apoio de parlamentares de outros partidos.
A proposta também já é discutida na Câmara. O deputado Wadih Damous (PT-RJ) afirma que “as ‘diretas já’ são única solução para a crise que será agravada se vingar esse golpe contra a presidente”.
O deputado Alessandro Molon, da Rede, afirma que seguramente o partido “estaria aberto a discutir a conveniência da proposta, pois já vinha defendendo a realização de eleições”.
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As poucas ausências no plenário frustram expectativas do governo.
O Globo — O governo admitiu a derrota antes mesmo de terminada a votação na Câmara que define o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Às 20h, quando o placar indicava 195 votos a favor do afastamento, fontes do Palácio afirmavam que a chance de mudar o resultado era zero. Às 20h35m, com 272 votos a favor, auxiliares da presidente diziam que todos os esforços serão centrados no Senado, já que a Casa pode ser mais sensível ao mérito do impeachment, as pedaladas fiscais. Inicialmente, Dilma cogitou fazer um pronunciamento à imprensa, não em rede, condenando a decisão, mas acabou delegando a missão aos ministros Jaques Wagner (Chefia de Gabinete) e José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União).
Durante a sessão, líderes do governo se desentenderam sobre chances de evitar o impeachment da presidente. Quando a oposição tinha 206 votos a favor do impeachment, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) admitiu que a oposição iria ganhar devido ao efeito manada. Ao saber da declaração, o deputado Silvio Costa (PTdoB-PE) afirmou que ainda está no jogo e que Orlando errara na conta.
– Esse resultado sinaliza que oposição vencerá. Deputados do PP, PR e PMDB não cumpriram sua palavra e votaram contra (o governo). Dificilmente haverá uma reversão – disse Orlando, quando o governo tinha 53 votos e 3 abstenções de um total de 262 deputados.
Orlando diz que fez uma projeção com base nos votos que ele esperava ter contra o impeachment e que mudaram de lado a partir do Paraná. No estado, segundo suas contas, pelo menos 5 parlamentares trocaram de lado, provocando um “efeito manada” que atraiu o voto de deputados que não querem estar do lado derrotado:
– Em vez de analisar o mérito, quer estar bem do lado vencedor e não pensa nas consequências desse ato. Infelizmente esse é o parlamento brasileiro, presidido por alguém como Eduardo Cunha.
Segundo Orlando, Temer prometeu “mundos e fundos” para ter votos a favor do impedimento. O comunista afirmou, ainda, que o governo deve acolher o resultado “com humildade” e se preparar para o julgamento no Senado:
GOVERNO PROJETOU 130 VOTOS
Antes da votação, integrantes do governo contabilizavam apenas 130 votos contrários à abertura do processo na Câmara. Com a baixa contagem de votos pró-governo, na reta final, a principal aposta do Palácio do Planalto passou a ser as abstenções e ausências de deputados, mas apenas dois deputados não registraram presença na votação e só houve três abstenções até 20h28m. Para o governo, o ideal era que esse número fosse mais significativo.
— A situação está muito difícil. O efeito manada está acontecendo e estamos perdendo votos. Nossa última conta já estava em 130. Agora é trabalhar pelas abstenções e faltas — afirmou um governista que articula o placar do impeachment no início da votação.
Com isto, o clima no Palácio do Planalto passou a ser de pessimismo. A lista de apoios tem reduzido sensivelmente desde a manhã deste domingo. O governo, que chegou a contabilizar sábado cerca de 180 votos, hoje, amanheceu com 140 e nas últimas horas não conseguia superar a marca de 130 deputados. Ainda tentando reverter votos, o sentimento é de que não há mais como convencer e o que oferecer aos parlamentares.
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A bancada dos 18 deputados federais do Estado do Maranhão foi o 16º a votar pela abertura ou não do processo impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) na noite deste domingos(17).
Houve apenas uma surpresa no posicionamentos dos parlamentares. José Reinaldo (PSB), que tinha assegurado votar contra o impeachment, votou à favor do golpe, portanto, disse “SIM”.
Confira os votos dos depois parlamentares:
– A favor do impeachment –

André Fufuca (PP), Victor Mendes (PSD), Juscelino Filho (DEM), Sarney Filho (PV), Eliziane Gama (PPS), Alberto Filho (PMDB), Cléber Verde (PRB), Hildo Rocha (PMDB), João Castelo (PSDB) e José Reinaldo (PSB).
– Contra o impeachment –

Zé Carlos (PT), Weverton Rocha (PDT), Júnior Marreca (PEN), João Marcelo (PMDB), Rubens Júnior (PCdoB), Pedro Fernandes (PTB), Waldir Maranhão (PP) e Aluísio Mendes (PTN) – votaram contrários ao afastamento da petista.
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Glalbert, Zito e Roberto Rocha também participaram do tradicional corte do bolo.
O deputado Glalbert Cutrim (PDT) participou, neste sábado (16), da programação festiva em homenagem aos 120 anos de emancipação política e administrativa da cidade de Codó.
Na oportunidade, o parlamentar destacou os avanços alcançados pelo município na gestão do prefeito Zito Rolim, que entregou à população várias novas obras nos setores da educação, saúde e abastecimento de água.
Acompanhado do prefeito, do senador Roberto Rocha, e de várias outras lideranças políticas e comunitárias, dentre elas os vereadores Chiquinho do SAAE, Pastor Max, Pedro Belo, Expedido Carneiro, Leonel Filho, Carrime Maria da Paz; Glalbert Cutrim participou as inaugurações das novas Unidades de Saúde Veridiano Alves dos Santos e Pedro Celestino Luz Júnior; do sistema de abastecimento de água do povoado Santa Bárbara; e da entrega da nova Escola Municipal José Robson Gonçalves Rolim.
Na praça central da cidade, o deputado acompanhou o tradicional corte do bolo e ratificou o seu compromisso de continuar trabalhando pelo povo codoense.
“Eu, o prefeito Zito e toda a classe política da cidade não estamos medindo esforços para trazer mais benefícios para Codó. Felizmente, estamos obtendo êxito nesse trabalho que, tenho certeza, só aumentará”, disse.
As duas novas UBS foram construídas com recursos de convênio firmado entre o município e o governo federal. Elas estão reforçando o sistema municipal de saúde que, ao longo dos últimos anos, recebeu consideráveis investimentos por parte da prefeitura.

Glalbert, Zito e Roberto Rocha durante a inauguração do sistema de abastecimento d´água do bairro Santa Bárbara.
A E.M José Robson foi reformada e ampliada, o que possibilitou aumento do número de atendimentos.
Já o sistema do povoado Santa Bárbara foi implantado com recursos de convênio federal, com contrapartida do município, e está beneficiando milhares de famílias.
Zito Rolim fez questão de destacar o trabalho do deputado na Assembleia Legislativa e o seu apoio ao município.
“Na história política de Codó, o Glalbert é o deputado estadual que mais visitou a cidade; que mais interage com a classe política e o povo; e que mais trabalha por seu desenvolvimento. É, sem dúvida, o nosso principal representante no Parlamento Estadual”, afirmou.
Roberto Rocha também destacou a atuação de Glalbert Cutrim e o trabalho que o mesmo desenvolve em favor da população do município.




