Política

07
maio

Empossado no TCE o novo chefe do Ministério Público de Contas

Pelo Jornalista Domingos Costa
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Em Sessão Extraordinária do TCE/MA presidida pelo conselheiro Jorge Pavão, o procurador agradeceu a todos os integrantes da Corte de Contas.

O procurador Paulo Henrique Araújo dos Reis assumiu  a chefia do Ministério Público de Contas (MPC) do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA) para o biênio 2015/2016. Paulo Henrique substitui o procurador Douglas Paulo da Silva, que comandou o MPC no biênio 2013/2014.

O processo que resultou na escolha do nome de Paulo Henrique Araújo dos Reis para chefiar o MPC começou com o envio ao Poder Executivo de lista tríplice formada por integrantes do MPC. O governador do Estado, Flávio Dino, escolheu o procurador Paulo Henrique como novo chefe do MPC.

Douglas Paulo destacou como uma das principais conquistas de sua gestão a entrada em vigor da Resolução n° 214/2014, que permite o acompanhamento rigoroso das decisões tomadas pelo TCE/MA, no que se refere à sua efetividade, especialmente aquelas que resultarem na aplicação de débitos e multas aos gestores que tiveram suas contas julgadas pela instituição.

Em seu discurso, Paulo Henrique Araújo dos Reis, que já exerceu a chefia do MPC no biênio, agradeceu a todos pela oportunidade de mais uma vez exercer a chefia do órgão e prometeu continuar a desenvolver ações que permitam ao MPC cumprir suas atribuições constitucionais de forma ainda mais ágil e segura.

07
maio

Maranhão comemora aprovação de audiência pública sobre Programa Espacial Brasileiro

Pelo Jornalista Domingos Costa

20150122092653705585oA retomada do pleno funcionamento da base de Alcântara, a discussão dos motivos de paralisação dos projetos espaciais da base e a gestão para a criação de um Campus avançado do ITA – Instituto Tecnológico da Aeronáutica- no Maranhão serão temas da audiência pública aprovada hoje (6/5), na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.

A aprovação do requerimento foi fruto de uma gestão conjunta do Vice Presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP/MA), da bancada do maranhense e da bancada do Partido Progressista, liderada pelo deputado Eduardo da Fonte (PP/PE).  Foram convidados para comparecer a essa audiência o Presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga e o Diretor-Geral da empresa Alcântara Cyclone Space, Brigadeiro Reginaldo dos Santos.

O Deputado Waldir Maranhão tem realizado esforços para a retomada dos projetos espaciais da base de Alcântara, que quando esteve em pleno funcionamento chegou a gerar 4 mil empregos diretos e indiretos. Segundo informações do Ministério da Defesa, atualmente a base tem um efetivo reduzido a menos de 100 servidores que mantém apenas o funcionamento administrativo.

Waldir Maranhão é um defensor da criação do Campus do ITA no Maranhão e tem realizado ações neste sentido como a recente visita ao ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, junto com a bancada do Maranhão, quando o tema foi exposto e recebeu o apoio do Ministro.

“Esse apoio é importante e a abertura do diálogo com o ministro Rebelo vai reforçar a nossa ação para o combate do desequilíbrio que existe hoje entre os investimentos federais em tecnologia nas regiões sul e sudeste e na região nordeste. Quando a base de Alcântara retomar seu pleno funcionamento podemos avançar na aproximação com o ITA, que hoje é quem pensa a ciência e tecnologia na área espacial no Brasil”, afirmou o deputado.

Localização privilegiada

O centro de lançamento é um complexo localizado na península em frente a São Luís, capital do Maranhão, que pela sua posição geográfica próxima ao Equador, permite o lançamento de foguetes com menos gasto de combustível e um custo em média 30 por cento mais barato do que os projetados das bases de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, e de Baikonur, no Cazaquistão.

07
maio

Weverton Rocha se posiciona contra a maioridade penal

Pelo Jornalista Domingos Costa

Em audiência pública, O deputado Federal também defendeneu punição de políticos que desviam recursos da educação

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Weverton Rocha (PDT) participou de audiência pública da Comissão Especial da Maioridade Penal da Câmara dos Deputados,.

Na tarde desta quarta-feira (6), o deputado Weverton Rocha (PDT) participou de audiência pública da Comissão Especial da Maioridade Penal da Câmara dos Deputados, que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 171/93), para a redução da maioridade penal. Entre os convidados para o debate, o deputado estadual de São Paulo, Coronel Telhada, o deputado federal Osmar Terra e o desembargador da 7ª Câmara Criminal de Justiça do Rio de Janeiro, Siro Darlan de Oliveira.

Em sua fala, o deputado Weverton se manifestou contra a redução da maioridade penal e disse que as medidas socioeducativas previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não são cumpridas pelo governo, que tem contingenciado recursos orçamentários destinados à ressocialização e construção de novas unidades de internação de menores infratores no país. Na ocasião, Weverton citou como exemplo o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), que prevê a adoção de programas destinados a execução de medidas socioeducativas.

“No ano passado, a Sinase teve orçamento de R$ 130 milhões para a construção de unidades, mas só foram pagos, R$ 15 milhões. Como se quer falar em políticas públicas para a juventude se o orçamento não acontece lá na ponta? Os recursos precisam ser aplicados”, disse o parlamentar.

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Deputado analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 171/93),

Weverton apresentou, também, dados referentes à maioridade penal dos países mais seguros do mundo e citou o caso do Japão, que reduziu a maioridade penal para 14 anos, mas voltou atrás, elevando, novamente, para 21, em razão da pouca eficácia da medida na redução da violência.

O pedetista ainda aproveitou o espaço para solicitar o apoio dos colegas parlamentares para se fazer valer uma punição mais severa aos políticos que desviam recursos da educação e para defender a revisão do Artigo 121 do ECA, em favor de penas mais rígidas aos menores infratores. “Não é colocando jovem na penitenciaria comum que iremos resolver o problema da criminalidade do país, mas, sim, investindo em educação e aplicando devidamente os recursos para a ressocialização desses menores infratores”, finalizou Weverton.

Assista a fala na íntegra: https://youtu.be/VaXP-GnTPUY

07
maio

Vídeo comprova abandono de funcionários assim que Clodomir foi cassado

Pelo Jornalista Domingos Costa
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Autora do vídeo, Girlene Nascimento do Rosário, ex-funcionário da Unidade Mista.

O vídeo abaixo é protagonizado pela senhora Cristiane Ramos, então diretora da Unidade Mista de Saúde, aconteceu na tarde do dia seguinte a cassação do Prefeito Clodomir de Oliveira dos Santos(PRTB).

Cristiane reuniu todos os funcionários contratados para deixar claro que naquele momento estava abandonando o posto de trabalho.

Ladeada pelos seus subordinados sorrindo – em forma de deboche – a diretora informou:

– Boa tarde, eu chamei todos vocês aqui hoje, nessa reunião para comunicar da decisão que vou tomar agora. Quero participar a todos vocês que a partir de hoje eu não sou mais diretora da Unidade Mista Nemércia Dias Pinheiro, por não fazer parte do grupo Talita. Eu faço parte do grupo 28 [referência ao Prefeito] e vou continuar sendo 28, e por esse motivo, por questão de caráter eu não posso…” 

Agora todos esses funcionários que deixaram o trabalho alegam em manifestações na Câmara de Vereadores e Ministério Público que trabalharam e querem seus devidos salários. Como pode isso?

Girlene Nascimento do Rosário, ex-funcionaria da Unidade Mista, é a autora de vídeo onde deixa claro que está abandonado o seu trabalho, junto com os demais servidores.

07
maio

Funcionários que abandonaram suas funções, agora querem salário em Raposa

Pelo Jornalista Domingos Costa
Girlene Nascimento do Rosário

Girlene Nascimento do Rosário, ex-funcionaria da Unidade Mista, é a autora de vídeo onde deixa claro que está abandonado o seu trabalho.

Beira o ridículo a atitude do ex-prefeito de Raposa Clodomir de Oliveira dos Santos(PRTB), orientado pelo Presidente da Câmara de Vereadores Eudes Barros(PRTB) que manipula ex-funcionários contratos públicos municipais.

Na manhã de ontem(06), um verdadeiro circo foi armado na frente da Câmara de Vereadores, tudo com as digitais do Vereador Eudes Barros. “Eleitores/funcionários” da gestão anterior, reclamaram que trabalharam na atual gestão e estão sem receber salário. Tudo mentira! Não passa de balela.

Da sede do Legislativo, foram criar mentiras para o Promotor da Cidade, Dr. Reinaldo Campos Castro Junior.

Para se ter uma ideia do tamanho do devaneio, parte desses “funcionários/eleitores” não tem qualquer comprovante de vínculo com a Prefeitura, e pasmem, alegam que recebiam na mão da Secretária de Finanças, Maria Ivonte, esposa do Prefeito, fatos esses omitidos do Ministério Público.

De forma que não existem contratos e não há comprovação legal de relação destes funcionários junto à Prefeitura.

Abandono

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Orientados por Eudes e Clodomir, contratados que abandonaram o serviço cobram apoio da Câmara Municipal da Raposa.

Outro caso curioso dos tais “eleitores/funcionários” é o fato de que fizeram questão de abandonar os postos de trabalho assim que o então prefeito Clodomir de Oliveira foi casado. Contrariando o pedido da Prefeita Talita Laci(PCdob), que pediu aos contratados que não abandonasse suas respectivas funções.

Os “eleitores/funcionários” acreditando no retorno de Clodomir ao cargo, acharam por bem não trabalhar na nova gestão. Depois de deixar seus devidos locais de trabalho de forma irresponsáveis, agora surgem como paladinos da honestidade numa manifestação absurda requerendo seus “merecidos” vencimentos. Mas como pode?

Exemplo vem da contratada Girlene Nascimento do Rosário, que exercia a função de recepcionista no Unidade Mista Nemércia Dias Pinheiro. De forma debochada a jovem é a “cinegrafista” de um vídeo que mostra sua superior, ex-diretora da Unidade Mista de Saúde, Critiane Ramos, rodeadas de todos os funcionários do órgão declarando o abandono dos cargos.

07
maio

Governo convoca sociedade civil a indicar membros do Cejovem

Pelo Jornalista Domingos Costa

logocejovemNo intuito de avançar no processo de organização, renovação e reativação do Sistema Estadual de Juventude, o Governo do Maranhão, por intermédio da Secretaria de Estado Extraordinária de Juventude (Seejuv), convocou os membros do poder público e sociedade civil que integrarão a nova composição do Conselho Estadual de Juventude (Cejovem).

Reativar e organizar o Sistema Estadual de Juventude é uma das prioridades do governo Flávio Dino para a área da Juventude. O Cejovem, por exemplo, é o instrumento de proposição de políticas públicas para fortalecer o protagonismo juvenil no estado.

A Seejuv encaminhou ofícios aos membros do colegiado do Fórum Estadual de Juventude (Fejma), órgão que tem a responsabilidade de fazer a indicação dos representantes da sociedade civil que compõem o Cejovem, solicitando que o mesmo indique os membros/conselheiros e seus respectivos suplentes para o biênio maio de 2015 a maio de 2017.

De acordo com a secretária Tatiana Pereira, a indicação dos membros/conselheiros visa o restabelecimento imediato das atividades do Conselho Estadual de Juventude, órgão deliberativo e consultivo das políticas públicas voltadas para a juventude maranhense. Por isso foi dado prazo de 30 dias para que o Fejma dê resposta à convocação de indicação dos membros do Cejovem. A contagem se inicia a partir da data de recebimento dos ofícios. “Para que tenhamos proposições autênticas da sociedade civil, acerca das políticas públicas de juventude do Governo do Maranhão, é fundamental a formação de novos quadros e o amadurecimento do papel de cada um no conselho”, comentou a secretária.

Além dos 15 membros da sociedade civil, o Cejovem também é constituído por 15 membros do poder público, com indicações das Secretarias de Estado de Juventude (Seejuv), de Saúde (SES), de Educação (Seduc), de Planejamento e Orçamento (Seplan), de Desenvolvimento Social (Sedes), de Esporte e Lazer (Sedel), de Cultura (Secma), de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), de Segurança Pública (SSP), de Trabalho e Economia Soliária (Setres), de Igualdade Racial (Seir), da Mulher (Semu) e da Casa Civil. Os nomes dos membros/conselheiros destas secretarias já foram indicados e enviados à Seejuv.

Conferência Estadual

Além de promover a renovação dos quadros do Sistema Estadual de Juventude, a nova composição do Conselho Estadual de Juventude é condição fundamental para que seja lançado o edital da 3ª Conferência Estadual de Juventude, o que deve ocorrer no segundo semestre desse ano.

07
maio

Caso Brunno Matos: Juiz pede que delegado Marcos Dominici seja investigado

Pelo Jornalista Domingos Costa

Este blog repetitivas vezes deixou claro que o delegado Márcio Dominici, membro da equipe que investigou o caso da morte do advogado Brunno Matos, em outubro do ano passado, agiu de forma a favorecer o principal acusado de ter praticado o crime, Diego Polary.

Lembre nos post’s abaixo:

– Família quer afastamento de delegado e advogado de Polary cria mais um factóide;

– A insanidade de um delegado totalmente inoperante;

–  Novamente delegado Dominici toma partido e defende Diego Polary;

– Em nota, APOTEC também sinaliza que Diego Polary matou advogado Bruno Mattos.

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Contudo do Dominici pode está em cheque no caso do assassinato do advogado Brunno Matos

De tanto o blog bater na tecla, agora o juiz Gilberto de Moura Lima, titular da 2ª Unidade Jurisdicional do Tribunal do Júri, responsável pelo caso, determinou que a Corregedoria da Polícia Civil do Maranhão, a Ordem dos Advogados do Brasil – MA, e o Ministério Público Estadual apurem para a devida averiguação de eventuais ilícitos administrativos e penais no caso Bruno Mattos.

De acordo com o pedido do juiz, o delegado Márcio Dominici pode estar cometendo atos ilícitos em favor de Diego Polary. O magistrado pede que investiguem se existe algum tipo de favorecimento e parcialidade em relação a Diego Polary sendo acobertado pelo Delegado.

A desconfiança do juiz Gilberto de Moura Lima não é atoa, há algum tempo, Máricio Dominici tem adotado um discurso duvidoso em relação ao caso. Em todas as suas declarações públicas, o delegado tenta de alguma forma tomar partido e questionar tudo o que é publicado na imprensa acusando Polary.

De forma que claramente se posiciona do lado do acusado., como se fosse um advogado de defessa, emitindo opiniões e fazendo  juízo de valores. Inclusive, chegou a processar o pai da vítima, Rubem Soares, por danos morais, ação que ainda tramita no 8° Juizado Especial Cível das Relações de Consumo.

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Trecho do pedido do Juiz que determina apuração de eventuais ilícitos de delegado do caso Diego Polary

07
maio

‘Geração do diploma’ lota faculdades, mas decepciona empresários

Pelo Jornalista Domingos Costa
Número de instituições de ensino superior mais que dobrou desde 2001

Número de instituições de ensino superior mais que dobrou desde 2001

BBC Brasil – Nunca tantos brasileiros chegaram às salas de aula das universidades, fizeram pós-graduação ou MBAs. Mas, ao mesmo tempo, não só as empresas reclamam da oferta e qualidade da mão-de-obra no país como os índices de produtividade do trabalhador custam a aumentar.

Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil dobrou, embora ainda fique bem aquém dos níveis dos países desenvolvidos e alguns emergentes. Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um diploma, segundo a mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do IBGE.

“Mas mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1 porcento entre 2001 e 2012, enquanto o salário médio dos trabalhadores subiu 169 porcento (em dólares)”, diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A decepção do mercado com o que já está sendo chamado de “geração do diploma” é confirmada por especialistas, organizações empresariais e consultores de recursos humanos.

“Os empresários não querem canudo. Querem capacidade de dar respostas e de apreender coisas novas. E quando testam isso nos candidatos, rejeitam a maioria”, diz o sociólogo e especialista em relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, José Pastore.

Entre empresários, já são lugar-comum relatos de administradores recém-formados que não sabem escrever um relatório ou fazer um orçamento, arquitetos que não conseguem resolver equações simples ou estagiários que ignoram as regras básicas da linguagem ou têm dificuldades de se adaptar às regras de ambientes corporativos.

“Cadastramos e avaliamos cerca de 770 mil jovens e ainda assim não conseguimos encontrar candidatos suficientes com perfis adequados para preencher todas as nossas 5 mil vagas”, diz Maíra Habimorad, vice-presidente do DMRH, grupo do qual faz parte a Companhia de Talentos, uma empresa de recrutamento. “Surpreendentemente, terminanos com vagas em aberto.”

Outro exemplo de descompasso entre as necessidades do mercado e os predicados de quem consegue um diploma no Brasil é um estudo feito pelo grupo de Recursos Humanos Manpower. De 38 países pesquisados, o Brasil é o segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar talentos, atrás apenas do Japão.

É claro que, em parte, isso se deve ao aquecimento do mercado de trabalho brasileiro. Apesar da desaceleração da economia, os níveis de desemprego já caíram para baixo dos 6 porcento e têm quebrado sucessivos recordes de baixa.

Linha de montagem da Ford (Foto BBC)

Produtividade da industria aumentou apenas 1,1 porcento na última década, segundo a CNI

Mas segundo um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) divulgado nesta semana, os brasileiros com mais de 11 anos de estudo formariam 50 porcento desse contingente de desempregados.

“Mesmo com essa expansão do ensino e maior acesso ao curso superior, os trabalhadores brasileiros não estão conseguindo oferecer o conhecimento específico que as boas posições requerem”, explica Márcia Almstrom, do grupo Manpower.

Causas

Especialistas consultados pela BBC Brasil apontam três causas principais para a decepção com a “geração do diploma”.

A principal delas estaria relacionada a qualidade do ensino e habilidades dos alunos que se formam em algumas faculdades e universidades do país.

Os números de novos estabelecimentos do tipo criadas nos últimos anos mostra como os empresários consideram esse setor promissor. Em 2000, o Brasil tinha pouco mais de mil instituições de ensino superior. Hoje são 2.416, sendo 2.112 particulares.

“Ocorre que a explosão de escolas superiores não foi acompanhada pela melhoria da qualidade. A grande maioria das novas faculdades é ruim”, diz Pastore.

Tristan McCowan, professor de educação e desenvolvimento da Universidade de Londres, concorda. Há mais de uma década, McCowan estuda o sistema educacional brasileiro e, para ele, alguns desses cursos universitários talvez nem pudessem ser classificados como tal.

“São mais uma extensão do ensino fundamental”, diz McCowan. “E o problema é que trazem muito pouco para a sociedade: não aumentam a capacidade de inovação da economia, não impulsionam sua produtividade e acabam ajudando a perpetuar uma situação de desigualdade, já que continua a ser vedado à população de baixa renda o acesso a cursos de maior prestígio e qualidade.”

Para se ter a medida do desafio que o Brasil têm pela frente para expandir a qualidade de seu ensino superior, basta lembrar que o índice de anafalbetismo funcional entre universitários brasileiros chega a 38 porcento, segundo o Instituto Paulo Montenegro (IPM), vinculado ao Ibope.

Estudantes (Foto BBC)

Especialistas questionam qualidade de novas faculdades no Brasil

Na prática, isso significa que quatro em cada dez universitários no país até sabem ler textos simples, mas são incapazes de interpretar e associar informações. Também não conseguem analisar tabelas, mapas e gráficos ou mesmo fazer contas um pouco mais complexas.

De 2001 a 2011, a porcentagem de universitários plenamente alfabetizados caiu 14 pontos – de 76 porcento, em 2001, para 62 porcento, em 2011. “E os resultados das próximas pesquisas devem confirmar essa tendência de queda”, prevê Ana Lúcia Lima, diretora-executiva do IPM.

Segundo Lima, tal fenômeno em parte reflete o fato da expansão do ensino superior no Brasil ser um processo relativamente recente e estar levando para bancos universitários jovens que não só tiveram um ensino básico de má qualidade como também viveram em um ambiente familiar que contribuiu pouco para sua aprendizagem.

“Além disso, muitas instituições de ensino superior privadas acabaram adotando exigências mais baixas para o ingresso e a aprovação em seus cursos”, diz ela. “E como consequência, acabamos criando uma escolaridade no papel que não corresponde ao nível real de escolaridade dos brasileiros.”

Postura e experiência

A segunda razão apontada para a decepção com a geração de diplomados estaria ligada a “problemas de postura” e falta de experiência de parte dos profissionais no mercado.

“Muitos jovens têm vivência acadêmica, mas não conseguem se posicionar em uma empresa, respeitar diferenças, lidar com hierarquia ou com uma figura de autoridade”, diz Marcus Soares, professor do Insper especialista em gestão de pessoas.

“Entre os que se formam em universidades mais renomadas também há certa ansiedade para conseguir um posto que faça jus a seu diploma. Às vezes o estagiário entra na empresa já querendo ser diretor.”

As empresas, assim, estão tendo de se adaptar ao desafio de lidar com as expectativas e o perfil dos novos profissionais do mercado – e em um contexto de baixo desemprego, reter bons quadros pode ser complicado.

Para Marcelo Cuellar, da consultoria de recursos humanos Michael Page, a falta de experiência é, de certa forma natural, em função do recente ciclo de expansão econômica brasileira.

“Tivemos um boom econômico após um período de relativa estagnação, em que não havia tanta demanda por certos tipos de trabalhos. Nesse contexto, a escassez de profissionais experientes de determinadas áreas é um problema que não pode ser resolvido de uma hora para outra”, diz Cuellar.

Nos últimos anos, muitos engenheiros acabaram trabalhando no setor financeiro, por exemplo.

“Não dá para esperar que, agora, seja fácil encontrar engenheiros com dez ou quinze anos de experiência em sua área – e é em parte dessa escassez que vem a percepção dos empresários de que ‘não tem ninguém bom’ no mercado”, acredita o consultor.

‘Tradição bacharelesca’

Por fim, a terceira razão apresentada por especialistas para explicar a decepção com a “geração do diploma” estaria ligada a um desalinhamento entre o foco dos cursos mais procurados e as necessidades do mercado.

De um lado, há quem critique o fato de que a maioria dos estudantes brasileiros tende a seguir carreiras das ciências humanas ou ciências sociais – como administração, direito ou pedagogia – enquanto a proporção dos que estudam ciências exatas é pequena se comparada a países asiáticos ou alguns europeus.

“O Brasil precisa de mais engenheiros, matemáticos, químicos ou especialistas em bioquímica, por exemplo, e os esforços para ampliar o número de especialistas nessas áreas ainda são insuficientes”, diz o diretor-executivo da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Gabriel Rico.

Segundo Rico, as consequências dessas deficiências são claras: “Em 2011 o país conseguiu atrair importantes centros de desenvolvimento e pesquisas de empresas como a GE a IBM e a Boeing”, ele exemplifica. “Mas se não há profissionais para impulsionar esses projetos a tendência é que eles percam relevância dentro das empresas.”

Do outro lado, também há críticas ao que alguns vêem como um excesso de valorização do ensino superior em detrimento das carreiras de nível técnico.

“É bastante disseminada no Brasil a ideia de que cargos de gestão pagam bem e cargos técnicos pagam mal. Mas isso está mudando – até porque a demanda por profissionais da área técnica tem impulsionado os seus salários”, diz o consultor.

Rafael Lucchesi concorda. “Temos uma tradição cultural baicharelesca, que está sendo vencida aos poucos”, diz o diretor da CNI – que também é o diretor-geral do Senai (Serviço Nacional da Indústria, que oferece cursos técnicos).

Segundo Lucchesi, hoje um operador de instalação elétrica e um técnico petroquímico chegam a ganhar R$ 8,3 mil por mês. Da mesma forma, um técnico de mineração com dez anos de carreira poderia ter um salário de R$ 9,6 mil – mais do que ganham muitos profissionais com ensino superior.

“Por isso, já há uma procura maior por essas formações, principalmente por parte de jovens da classe C, mas é preciso mais investimentos para suprir as necessidades do país nessa área”, acredita.

06
maio

Frase do dia…

Pelo Jornalista Domingos Costa

Astro-de-Ogum-e1415737716498“Aquele espaço nunca foi meu, nada mais justo que o proprietário de direito queira reaver a posse do que lhe pertence. De coração, desejo a Ester Marques e ao governador Flávio Dino sucesso nessa empreitada. Espero que Deus os ajude a implementar, de fato, os projetos que pretendem, dando usabilidade ao espaço por meio de atividades sócio culturais voltadas a toda população”.

– Do Presidente da Câmara de Vereadores de São Luís Astro de Ogum(PMN), na tarde desta quarta(06) na Rádio Difusora AM, sobre o imbróglio envolvendo o Parque Folclórico da Vila Palmeira.
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