Em evento realizado nesta quarta-feira (26), Davi Brandão oficializou sua candidatura à reeleição, destacou o trabalho do primeiro mandato e reforçou a parceria com Raimundo Penha e Orleans Brandão
Com apoio de lideranças, Davi Brandão lança candidatura à reeleição em São Luís.
O deputado estadual Davi Brandão (MDB) oficializou sua candidatura à reeleição em um evento realizado em São Luís, ao lado do vereador Raimundo Penha (PDT), que também lançou oficialmente sua candidatura a deputado federal pelo Maranhão.
O encontro aconteceu no comitê do candidato ao Governo do Estado, Orleans Brandão, e reuniu apoiadores, lideranças políticas e representantes de diferentes regiões da capital.
Em seu primeiro mandato, Davi Brandão consolidou uma atuação marcada pelo diálogo e pela presença nos municípios, além da construção de iniciativas voltadas diretamente aos maranhenses.
Em seu discurso, Davi destacou que o principal resultado de sua trajetória até aqui é a confiança conquistada junto à população. Segundo o parlamentar, essa confiança é o que permite iniciar uma nova etapa da caminhada com a certeza de que o trabalho desenvolvido tem sido reconhecido.
“O que fica é a confiança da população, o respeito, e o que existe aqui nesse time com Raimundo Penha, Orleans Brandão e eu é respeito e trabalho pelas pessoas. Nosso trabalho até aqui gerou confiança e nos permitiu estar aqui hoje olhando no olho de cada um de vocês”, afirmou.
Para Davi, o reconhecimento também está presente na relação construída com as pessoas ao longo do mandato. O deputado ressaltou que o contato direto com a população é uma das principais marcas de sua atuação e destacou que a confiança recebida representa uma responsabilidade a ser honrada.
Ao falar sobre Raimundo Penha, Davi também destacou a trajetória do vereador, que está em seu terceiro mandato na Câmara Municipal de São Luís. “Todos aqui sabem da trajetória do Raimundo Penha, da luta, dedicação e responsabilidade que ele tem com nosso povo. Penha anda nos quatro cantos da cidade de São Luís de cabeça erguida”, declarou.
A parceria entre os dois parlamentares foi reforçada pelo próprio Raimundo Penha, que destacou a proximidade de Davi com as comunidades e sua disposição para ouvir e buscar soluções para as demandas apresentadas pela população.
“Encontrei a pessoa certa para caminhar. O Davi, assim como eu, gosta do povo, gosta de andar junto, e faz política ouvindo as pessoas”, afirmou Penha.
A também liderança política Audreia Noleto destacou a atuação de Davi Brandão durante o primeiro mandato e sua capacidade de manter os compromissos assumidos. Segundo ela, o parlamentar demonstrou, ao longo dos últimos anos, que sua palavra e sua relação com as bases são pilares de sua atuação.
“Davi, em seu primeiro mandato, mostrou para que veio, com o bom trabalho que fez. Ele é cumpridor de palavra, manteve suas bases e honrou a confiança dos maranhenses”, destacou.
A presença do evento no comitê de Orleans Brandão também reforçou a sintonia política entre os projetos. Davi Brandão integra o grupo que defende a candidatura de Orleans ao Governo do Maranhão e chega à disputa pela reeleição apresentando como principal ativo político o trabalho construído ao longo do mandato e a ampliação de sua rede de alianças.
O lançamento, portanto, marca uma nova etapa para Davi Brandão, que busca renovar o mandato construído com trabalho, proximidade com a população e uma base política que vem se fortalecendo em diferentes regiões do Maranhão.
Davi Brandão reúne apoiadores em lançamento oficial de sua candidatura.
A Prefeitura de Senador La Rocque voltou ao radar do Ministério Público do Maranhão. O órgão instaurou um novo procedimento para fiscalizar o cumprimento de uma decisão judicial que determinou restrições à realização de contratações precárias e à nomeação de servidores para cargos comissionados fora das situações previstas na Constituição Federal.
A medida foi tomada após o Ministério Público identificar a necessidade de acompanhar de perto o cumprimento das determinações impostas pela Justiça ao Município.
A Portaria de Instauração nº 32/2026 foi assinada pelo promotor de Justiça João Cláudio de Barros e publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão em 27 de agosto de 2026, após disponibilização no dia anterior. O procedimento está relacionado à Ação Civil Pública nº 0801050-96.2025.8.10.0131, ajuizada pelo próprio Ministério Público.
Na decisão mencionada na portaria, a Justiça determinou que o Município de Senador La Rocque se abstenha de realizar novas contratações precárias e novas nomeações para cargos em comissão fora das hipóteses permitidas pela Constituição.
A determinação judicial também estabeleceu que a Prefeitura publique, no prazo de dez dias, a lista nominal dos servidores abrangidos pelo Decreto nº 148/2024. Embora a ação ainda esteja em andamento e não exista uma decisão definitiva sobre o mérito do processo, as determinações da decisão de urgência continuam valendo e devem ser cumpridas pelo Município.
Agora, o Ministério Público abriu um Procedimento Administrativo específico para acompanhar e fiscalizar se as ordens judiciais estão sendo efetivamente cumpridas.
Na prática, a Prefeitura ficará sob acompanhamento do órgão ministerial, especialmente no que diz respeito à realização de novas contratações e à ocupação de cargos comissionados.
A portaria também designou o servidor Higor Rafael Miranda, auxiliar administrativo da Promotoria de Justiça, para atuar como secretário do procedimento e auxiliar no andamento dos trabalhos de fiscalização.
Caso sejam identificados problemas ou eventual descumprimento das determinações judiciais, o Ministério Público poderá adotar novas providências, inclusive medidas administrativas e judiciais.
A instauração do procedimento mantém a Prefeitura de Senador La Rocque sob atenção e fiscalização do Ministério Público, enquanto a ação que trata das contratações precárias e dos cargos comissionados continua em andamento na Justiça.
O candidato ao Senado Federal pelo Maranhão nestas eleições, Lahesio Bonfim, do partido Novo, apoiado pelo candidato ao Governo estadual, Eduardo Braide (PSD), chegou na noite desta quinta-feira (27) para participar de um ato político na cidade de Colinas a bordo de um possante avião “Baron 58”, considerado no Maranhão um “jatinho”.
O flagra foi gravado e publicado, em querer, nas redes sociais do empresário Alex Dourado, conforme mostra o vídeo deste post.
O mais intrigante nesse caso é que Lahesio Bonfim e, também, Eduardo Braide, são árduos críticos de fazer campanha usando aeronaves. Cotidianamente, os dois políticos apontam dedo para o candidato ao Governo pelo MDB, Orleans Brandão.
Exemplo é que durante uma recente entrevista, Braide chegou a afirmar que seu carro já possui alta quilometragem por conta de percorrer o Maranhão pelas estradas, ele disse que ele e seus aliados não usam avião para fazer campanha.
Dando prosseguimento aos prognósticos visando as eleições 2026 no que diz respeito a disputa por cadeira na Câmara Federal, o Blog do Domingos Costa agora analisa os candidatos a deputados federais do PSD, partido do candidato ao governo Eduardo Braide.
O partido registrou na Justiça Eleitoral apenas 11 (onze) candidatos à Câmara Federal, desses, 05 (cinco) mulheres e 06 (seis) homens.
Separamos os candidatos entre “puxadores de votos” e “buchas”, onde puxadores de votos são aqueles com chances reais de eleição e, portanto, maior poderio eleitoral e os buchas são aqueles candidatos sem a mesma força, relativamente mais “fracos” e servem unicamente para contribuir a fim de alcançar o quociente eleitoral.
– Possível desempenho
O Maranhão possui hoje, 5.188.155 milhões de eleitores, desse total, é necessário diminuir as abstenções, votos em branco e nulos, algo que historicamente fica em torno de 25% a 30%, logo, ficamos com cerca de 3,6 milhões de votos válidos.
E para chegarmos ao “Quociente Eleitoral”, precisamos dividir esses 3,6 milhões de votos válidos pela quantidade de vagas na Câmara Federal pertencentes ao Maranhão, no caso 18 cadeiras, o que significa dizer que para eleger um deputado federal, em tese, são necessários cerca de 200 mil votos.
De forma que para fazer uma cadeira na Câmara é precisa obter 200 mil votos, logo, duas cadeiras são necessários 400 mil votos; três cadeiras 600 mil votos, quatro cadeiras 800 e assim sucessivamente.
– Dificuldade de eleger uma cadeira
Nessa nominata PSD os “puxadores de votos” juntos possuem 120 mil votos, somando a mais 40 mil advindos da soma de votos de legenda e dos candidatos considerados “buchas”, totalizando cerca 160 mil votos. Então, a conclusão é de que o PSD irá ter muita dificuldade para fazer eleger uma cadeira na Câmara Federal e precisa chegar pelo menos aos 80% do “Quociente Eleitoral”.
Vale destacar que o ponto de vista expressado neste post do Blog do DC não tem valor cientifico, portanto, trata-se unicamente de prognóstico, logo, são palpites e não possui efeito de pesquisa eleitoral.
Candidatos a deputados federais da Federação PSDB/Cidadania.
Em mais uma rodada dos prognósticos visando as eleições 2026 no que diz respeito a disputa por cadeira na Câmara Federal, o Blog do Domingos Costa agora analisa os candidatos a deputados federais da Federação formada pelos partidos PSDB/Cidadania.
O partido registrou na Justiça Eleitoral 18 (dezoito) candidatos à Câmara Federal, desses, 07 (oito) mulheres e 11 (onze) homens.
Separamos os candidatos entre “puxadores de votos” e “buchas”, onde puxadores de votos são aqueles com chances reais de eleição e, portanto, maior poderio eleitoral e os buchas são aqueles candidatos sem a mesma força, relativamente mais “fracos” e servem unicamente para contribuir a fim de alcançar o quociente eleitoral.
– Possível desempenho
O Maranhão possui hoje, 5.188.155 milhões de eleitores, desse total, é necessário diminuir as abstenções, votos em branco e nulos, algo que historicamente fica em torno de 25% a 30%, logo, ficamos com cerca de 3,6 milhões de votos válidos.
E para chegarmos ao “Quociente Eleitoral”, precisamos dividir esses 3,6 milhões de votos válidos pela quantidade de vagas na Câmara Federal pertencentes ao Maranhão, no caso 18 cadeiras, o que significa dizer que para eleger um deputado federal, em tese, são necessários cerca de 200 mil votos.
De forma que para fazer uma cadeira na Câmara é precisa obter 200 mil votos, logo, duas cadeiras são necessários 400 mil votos; três cadeiras 600 mil votos, quatro cadeiras 800 e assim sucessivamente.
– Elegerá de forma direta um deputado
Nessa nominata PSDB/Cidadania os “puxadores de votos” deverão, em tese, chegar a 170 mil votos, mais 50 mil votos advindos da soma de votos de legenda e dos candidatos considerados “buchas”, totalizando cerca 220 mil votos. Então, a conclusão é de que a federação PSDB/Cidadania elegerá 01 (um) deputado federal de forma direto.
Vale destacar que o ponto de vista expressado neste post do Blog do DC não tem valor cientifico, portanto, trata-se unicamente de prognóstico, logo, são palpites e não possui efeito de pesquisa eleitoral.
Levantamento no Corte Aberta mostra que mais de 15 processos ligados à política maranhense chegaram a Flávio Dino desde sua posse no Supremo, em 2024.
Desde que tomou posse no Supremo Tribunal Federal, em 2024, Flávio Dino passou a concentrar em seu gabinete uma sequência de ações, petições e investigações relacionadas à política do Maranhão. Levantamento feito com dados do Corte Aberta identificou mais de 15 procedimentos que alcançam políticos, ex-aliados, adversários e integrantes do TCE-MA.
A influência do ex-governador, e agora ministro, no futuro de dezenas de políticos influentes no estado é indiscutível. Entre os “julgados” por Dino estão Roberto Rocha, Juscelino Filho, Pedro Lucas Fernandes, Josivaldo JP, Carlos Brandão, Weverton Rocha, Josimar de Maranhãozinho e Márcio Honaiser.
O caso mais recente citado no levantamento foi protocolado em abril e envolve o homicídio ocorrido no escritório Tech Office. Um dos envolvidos tenta relacionar o episódio ao presidente afastado do Tribunal de Contas do Estado, Daniel Brandão. O processo também chegou ao gabinete do ministro e produziu medida direta contra o comando da Corte de Contas.
A relação inclui o governador Carlos Brandão, adversário declarado de Dino, deputados federais, ex-deputados, senador, ex-senador, conselheiros e ex-integrantes do governo Lula. Dessa forma, decisões tomadas no Supremo passaram a produzir efeitos concretos tanto na política estadual quanto no funcionamento de instituições maranhenses.
– TCE está no centro de parte dos processos
Três ações diretas de inconstitucionalidade, as ADIs 7603, 7605 e 7780, questionam regras do Regimento Interno da Assembleia Legislativa e o rito usado para escolha de conselheiros do TCE-MA. Algumas tramitam desde fevereiro de 2024 e, apesar do tempo decorrido, ainda não tiveram um desfecho definitivo.
O efeito dessas disputas ultrapassou o campo judicial. Os processos interferiram no andamento de procedimentos da Assembleia e contribuíram para manter vagas abertas no Tribunal de Contas. Assim sendo, uma discussão inicialmente restrita ao rito de escolha passou a afetar diretamente a composição do órgão responsável pela fiscalização das contas públicas estaduais.
Outro processo relacionado ao TCE é a PET 14.355/MA. A investigação apura um suposto esquema de compra e venda de vagas de conselheiro, pagamentos ligados a aposentadorias precoces e possíveis interferências político-institucionais. A apuração alcança personagens próximos à cúpula da administração estadual.
– PET 14.355 virou eixo de novos casos
A reação do governador Carlos Brandão ocorreu por meio da ADPF 1351, apresentada com o objetivo de interromper as investigações relacionadas à PET 14.355. Entretanto, segundo as informações reunidas pelo portal, o processo acabou servindo como referência para o encaminhamento de outras ações e petições ao mesmo gabinete.
Na prática, a PET 14.355 teria funcionado como uma espécie de porta de entrada processual. A partir dela, novas petições, habeas corpus e procedimentos ligados à política do Maranhão chegaram ao gabinete de Flávio Dino por prevenção, isto é, sem necessidade de novo sorteio quando reconhecida conexão entre os casos.
A relação com a ADI 7780 também foi utilizada como fundamento para esse encaminhamento. Dessa maneira, controvérsias diferentes passaram a ser reunidas em torno de processos considerados relacionados, aumentando progressivamente o número de questões políticas maranhenses submetidas ao mesmo relator.
– Juscelino e Pedro Pucas também aparecem
O deputado federal Juscelino Filho, ex-ministro das Comunicações, aparece em investigação sigilosa anexada às Petições 10.846, 11.374 e 11.469. Além dele, o empresário Eduardo DP e outros investigados figuram no procedimento, que também acabou sob responsabilidade do gabinete do ministro no Supremo.
Em novembro do ano passado, Dino determinou a abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigar o deputado Pedro Lucas Fernandes. A apuração trata de suspeitas relacionadas à aplicação de R$ 1,25 milhão em emendas parlamentares destinadas ao município de Arari.
A determinação ocorreu dentro da ADPF 854, conhecida como ADPF das Emendas. Nesse processo, o Supremo passou a discutir critérios de transparência e rastreabilidade do dinheiro transferido por parlamentares. Por conseguinte, novas apurações sobre recursos destinados ao Maranhão também passaram a ser abertas.
– Emendas Pix levaram outros nomes à PF
A ADI 7688 acrescentou mais parlamentares maranhenses à relação. Josivaldo JP, Josimar de Maranhãozinho, Márcio Honaiser e Pastor Gil entraram em apurações sobre possíveis irregularidades envolvendo as chamadas emendas Pix. A ação também está sob relatoria do ministro.
Determinações relacionadas à fiscalização dessas transferências alcançaram ainda os ex-deputados Silvio Antônio, Zé Carlos e João Marcelo Souza, atual superintendente regional do DNIT. Conforme a documentação citada, auditorias técnicas do TCU serviram de base para parte das providências adotadas.
Os levantamentos identificaram indícios de superfaturamento, possíveis fraudes em licitações e ausência de comprovação de serviços em repasses de milhões de reais. Nesse sentido, a fiscalização das emendas tornou-se outro caminho pelo qual políticos maranhenses passaram a aparecer em procedimentos conduzidos no Supremo.
– Homicídio no Tech Office chegou ao gabinete:
A PET 15.900 acrescentou um episódio ainda mais sensível à lista. O processo está relacionado ao homicídio ocorrido no Tech Office e às tentativas de um dos envolvidos de relacionar o caso ao presidente do TCE-MA, Daniel Brandão. Foi nesse procedimento que houve decisão para afastá-lo da presidência por 180 dias.
Além disso, a PET 15.437 apura fatos relacionados ao afastamento cautelar e à busca e apreensão contra o agente da Polícia Federal Edivar Rodrigues dos Santos. Durante o avanço das diligências, surgiram elementos que relacionaram o senador Weverton Rocha a uma possível obstrução da Justiça.
A referência ao parlamentar apareceu depois da quebra de sigilo telefônico realizada durante as apurações. Dessa forma, um processo inicialmente ligado à atuação de um agente federal passou a alcançar também um senador maranhense, ampliando novamente a dimensão política dos casos sob análise.
– Raimundo Cutrim aparece em inquérito sigiloso
A PET 16.356 envolve o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim. Mesmo sem exercer atualmente cargo que lhe assegure foro por prerrogativa de função perante o STF, ele aparece em um inquérito sigiloso que permanece sob a relatoria de Flávio Dino.
O procedimento investiga suspeitas de obstrução da Justiça, coação no curso do processo, corrupção e peculato. Segundo as informações disponíveis, os fatos apurados teriam ocorrido entre 2022 e 2026, período que alcança diferentes momentos da política e da administração pública estadual.
Outro processo, a PET 15.441, tem entre seus requerentes familiares do governador Carlos Brandão. Marcus Brandão, irmão do chefe do Executivo, e Orleans Brandão, sobrinho do governador, aparecem no procedimento, que também foi encaminhado ao gabinete do ministro pelo critério de prevenção.
– Pedidos ainda aguardam decisão
Segundo as informações reunidas no levantamento, a PET 15.441 contém pedidos que ainda aguardam análise do relator. A chegada do processo ao mesmo gabinete reforça a sequência de casos em que personagens diretamente ligados ao núcleo político do atual governo estadual aparecem em procedimentos no Supremo.
Situação semelhante ocorre na PET 15.038, apresentada pelo conselheiro Daniel Brandão por meio de dois advogados maranhenses. A petição discute questões relacionadas aos processos envolvendo o TCE-MA e, conforme os dados disponíveis, também contém requerimentos ainda não apreciados.
Assim, processos sobre escolha de conselheiros, investigações criminais, emendas parlamentares e pedidos de familiares do governador acabaram, por diferentes caminhos processuais, reunidos no mesmo gabinete. O volume chama atenção principalmente porque parte significativa das remessas ocorreu por prevenção e não por sorteio.
– Roberto Rocha tem processo em turma presidida por Dino
Há ainda uma situação diferente das demais. Na Ação Penal 2843, Dino não aparece como relator, mas como autor da acusação por calúnia e difamação contra o ex-senador Roberto Rocha, antigo adversário político no Maranhão. O processo nasceu de declarações feitas durante a disputa política de 2022.
Na ocasião, Rocha acusou Dino, então governador, de usar influência política para pressionar prefeitos maranhenses. O ministro está impedido de participar do julgamento da ação. Contudo, atualmente preside a Primeira Turma do STF, colegiado responsável pela tramitação do processo contra seu antigo adversário.
A presidência não autoriza participação no julgamento quando há impedimento, mas coloca mais um processo relacionado à política maranhense dentro do colegiado comandado pelo ex-governador. Em síntese, o levantamento mostra uma concentração incomum de personagens e controvérsias do Maranhão na agenda do atual ministro.
– Processos relacionados ao Maranhão:
01 / ADI 7603
Questiona regras relacionadas ao TCE-MA e ao processo conduzido pela Assembleia Legislativa.
02 / ADI 7605
Também discute normas relacionadas à escolha e indicação de integrantes do Tribunal de Contas.
03 / ADI 7780
Integra o conjunto de ações que questiona o rito adotado pela Assembleia Legislativa para preenchimento das vagas.
04 / PET 10.846
Relacionada ao conjunto de investigações envolvendo Juscelino Filho.
05 / PET 11.374
Integra o bloco de procedimentos relacionado ao ex-ministro das Comunicações.
06 / PET 11.469
Também vinculada às apurações que alcançam Juscelino Filho, Eduardo DP e outros investigados.
07 / ADPF 854
Processo no qual foi determinada investigação sobre R$ 1,25 milhão em emendas destinadas por Pedro Lucas Fernandes a Arari.
08 / ADI 7688
Abrange apurações sobre emendas Pix envolvendo Josivaldo JP, Josimar de Maranhãozinho, Márcio Honaiser, Pastor Gil, Silvio Antônio, Zé Carlos e João Marcelo Souza.
09 / PET 14.355
Investiga suposta negociação de vagas no TCE, aposentadorias precoces e possíveis interferências político-institucionais.
10 / PET 15.900
Relacionada ao homicídio ocorrido no Tech Office e às alegações que buscam associar o episódio a Daniel Brandão.
11 / PET 15.437
Apura possível obstrução da Justiça e contém elementos que alcançaram o senador Weverton Rocha.
12 / PET 16.356
Inquérito sigiloso relacionado a Raimundo Cutrim e suspeitas de obstrução, coação, corrupção e peculato.
13 / PET 15.441
Processo em que aparecem como requerentes Marcus Brandão e Orleans Brandão, familiares do governador Carlos Brandão.
14 / Ação Penal 2843
Processo por calúnia e difamação contra Roberto Rocha, no qual Dino figura como autor e está impedido de julgar.
15 / PET 15.038
Pedido apresentado por Daniel Brandão relacionado aos processos do TCE-MA e encaminhado ao gabinete por prevenção.
– Nomes que aparecem nos casos:
O levantamento reúne pelo menos 18 personagens ligados à política, à administração pública ou aos procedimentos analisados. Entre eles estão Juscelino Filho, Pedro Lucas Fernandes, Josivaldo JP, Weverton Rocha, Josimar de Maranhãozinho e Márcio Honaiser.
Também aparecem Pastor Gil, Silvio Antônio, Zé Carlos, João Marcelo Souza, Roberto Rocha e o governador Carlos Brandão. A relação inclui ainda Marcus Brandão, Daniel Brandão, Orleans Brandão, o empresário Eduardo DP, Luanna Resende e o ex-secretário Raimundo Cutrim.
O resultado é um mapa amplo de processos envolvendo diferentes grupos políticos do Maranhão. Alguns são adversários históricos do ministro, outros foram seus aliados e outros pertencem ao núcleo político do atual governo estadual. Seja como for, mais de 15 procedimentos acabaram convergindo para o mesmo endereço no STF.
Dom Pedro recebe Fábio Macedo em grande ato de mobilização e apoio à sua candidatura.
A cidade de Dom Pedro viveu momentos de pura emoção e mobilização popular com a espetacular visita do candidato a deputado federal Fabio Macedo 2020 nesta quarta-feira, 27 de agosto. De volta às suas origens, o líder político foi acolhido por uma multidão calorosa em ato organizado pelo vereador Elissandro Mota.
O evento transformou-se em um grande ato marcado pela energia contagiante de lideranças locais, amigos, famílias e apoiadores. Por onde passava, Macedo era cumprimentado com abraços sinceros e manifestações espontâneas de incentivo, reafirmando a forte ligação emocional e histórica que mantém com o povo dom-pedrense.
Durante a visita, o candidato conversou com moradores e comerciantes, ouvindo as demandas da população e apresentando suas propostas para levar mais investimentos, infraestrutura e oportunidades tanto para o município quanto para todo o estado do Maranhão.
Visivelmente emocionado ao estar em sua terra natal, Fabio Macedo ressaltou que retornar às suas raízes renova o seu compromisso de lutar diariamente pelos maranhenses.
“Estar em Dom Pedro é sentir o calor da minha própria história. É a força desse povo que me impulsiona a caminhar e a buscar um futuro melhor e mais justo para todos. Agradeço ao meu amigo vereador Elissandro por toda organização. No dia 4 de outubro vote 2020 Fabio Macedo para deputado federal”, destacou o candidato.
A professora Maria Izabel Pereira Rodrigues, fundadora do Grupo Educacional Dom Bosco, morreu nesta quinta-feira (27), aos 95 anos. Referência da educação no Maranhão, ela dedicou décadas à formação de diferentes gerações de estudantes.
Maria Izabel fundou o Colégio Dom Bosco em 1958, ao lado da professora Maria de Lourdes Aroso Mendes. A instituição começou como um pequeno jardim de infância, com 30 crianças, e cresceu até se transformar em um grupo formado pelo colégio e pela UNDB.
A educadora deixa duas filhas: as professoras doutoras Elizabeth Rodrigues, presidente do Conselho de Administração do Grupo Dom Bosco, e Ceres Murad, reitora da UNDB.
O velório será realizado nesta quinta, das 17h às 23h, no campus Renascença da UNDB, em São Luís. A causa da morte não foi informada.
“Leonardo Rafael Máquina” é acusado de aplicar calotes em trabalhadores do ramo de frentes em São Luís.
Um empresário de São Luís Leonardo Rafael da Cunha de Sousa, conhecido como “Leonardo Rafael Máquina” (foto), está sendo acusado de aplicar golpes em diversos clientes na capital maranhense, pelo menos três deles procuraram o Blog do Domingos Costa para denunciar o caso.
Um deles, que pediu para preservar sua identidade, explicou que conheceu Leonardo por meio de um grupo de WhatsApp de Engenheiros, quando o empresário ofereceu serviço de transporte de logísticas e frete de material pesado de obras, sob alegação que possui três “caminhões grandes” para executar esse tipo de serviço.
O número usado por “Leonardo Rafael Máquina” nos grupos de WhatsApp é o (98) 984xxxx69. Na ocasião, o Engenheiro contratou Leonardo para levar “manilhas” (tubo pré-moldado de concreto) de São Luís até uma obra de asfaltamento e drenagem no interior do Maranhão.
O pagamento do frete foi realizado de forma adiantado. Ocorre que “Leonardo Rafael Máquina” acabou “terceirizando” o serviço e contratou o dono de um caminhão que trabalha nesse ramo para realizar o transporte das manilhas.
E após as manilhas serem entregues na obra, o dono do caminhão procurou receber seu pagamento, mas “Leonardo Rafael Máquina” afirmou que não tinha recebido ainda o pagamento, o que tratava-se de uma mentira.
Indignado com a situação, o dono do caminhão decidiu procurar o responsável pela obra para relatar o calote, e foi exatamente nesse momento, que toda a trama foi descoberta.
Ao Blog do DC, o Engenheiro denunciou o caso como uma prática de estelionato. “Esse ‘Leonardo Rafael Máquina’ se passa empresário do ramo de frete e logística, alegando que possui caminhões, mas esse faz é terceirizar com outras pessoas que atuam nesse ramo e não paga esses trabalhadores, eu sou apenas mais uma vítima dele, agora ele terá de responder na Polícia e na Justiça os calotes que vem aplicando”,afirmou.
– Outro lado
Após a publicação deste post, Leonardo Rafael da Cunha de Sousa, falou sua versão sobre o caso. Disse que: “Não é dono de nenhuma empresa; não possui máquinas; e não recebeu nenhuma quantia em dinheiro em suas contas bancárias relativa a pagamento de frete. Apenas indicou uma empresa de uma conhecido para fazer o serviço e não tem responsabilidade sobre entrega ou pagamento”.
Irregularidade em matrícula imobiliária pode fazer a Vale ter sérios problemas no Porto do Itaqui e até perder a operação portuária.
Maquinistas da Vale que trabalham na Estrada de Ferro Carajás, entre o Pará e o Maranhão, chegam a passar seis horas conduzindo trens sem ir ao banheiro. As locomotivas têm sanitários, mas o regime de monocondução, em que apenas um profissional fica responsável pela operação, impede que o trabalhador simplesmente deixe os comandos durante a viagem. Depois de uma disputa judicial iniciada em 2017, a Vale já foi condenada pela Justiça do Maranhão a indenizar trabalhadores e abandonar esse modelo. Agora, o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Duas entidades empresariais querem impedir que a Justiça do Trabalho determine o fim da monocondução: o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF). Ambas protocolaram em 5 de agosto a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.349, que foi distribuída ao ministro Gilmar Mendes. Entre as decisões questionadas está justamente a condenação pelo caso da Vale na Estrada de Ferro Carajás, mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT16) em março deste ano.
A sentença decorreu de uma batalha judicial iniciada em 2017 pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias dos Estados do Maranhão, Pará e Tocantins (Stefem) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Em primeira instância, a Justiça determinou que a Vale deixasse de utilizar a monocondução no Maranhão e garantisse intervalos intrajornadas aos maquinistas. A empresa também foi condenada a pagar R$ 10 mil por trabalhador para cada ano ou fração de ano submetido ao regime, além de R$ 5 milhões por danos morais coletivos e dumping social. A determinação de interromper a monocondução foi mantida pelo TRT16, em segunda instância.
A Vale registrou um Geo inconsciente no 2º Cartório de Registro em São Luís sem ouvir os confrontantes, o que pode ter consequências cíveis e criminais para a Companhia. A SPU atesta que a Vale não possui autorização de uso da lâmina d’água (espelho d’água) dos Píeres I, III e IV do terminal, vez que trata-se de bem da União, mas ainda assim, a multinacional opera essas estruturas e, paradoxalmente, invoca o espelho d’água como fundamento para se opor à instalação de terceiros — utilizando, para barrar o concorrente, uma área que ela própria ocupa sem título.
Os fatos emergem de dois processos conexos: No primeiro (105030606.2024.4.01.3700, 3ª Vara Federal Cível/MA), a Vale S.A. figura como autora, pleiteando a declaração de seu domínio útil sobre a área da Matrícula nº 59.223 e a anulação da venda de uma parcela de 357.304,12 m² (Matrícula nº 84.710) feita pelo Estado do Maranhão, em 2019, a uma empresa concorrente, além da suspensão do processo de outorga de um novo terminal portuário na ANTAQ. No segundo (106124778.2025.4.01.3700, originado do Pedido de Providências nº 088538317.2024.8.10.0001), o 2º Cartório de Registro de Imóveis da Capital requer a retificação e o bloqueio da própria Matrícula nº 59.223 da Vale, por sobreposição com áreas da União.
O Blog do DC fez dois posts detalhando o caso, conforme os links abaixo.