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Por José Simão, Folha de São Paulo
Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Piada Pronta: “Mulher dá tapa na cara de prefeito de Dumont”. Como é o nome dela? Janet OLOKO Dutra! Se a moda pega, o Haddad que se cuide! OLOKO!
Outra piada pronta: “Artistas da Globo convocaram protestos no Rio pela libertação de manifestantes presos, mas não compareceram”. Rarará. É o famoso: vai indo que eu não vou! “Hoje! Wagner Moura convoca para o Grito da Liberdade! Vai indo que eu não vou”. Rarará!
E adorei a charge do Frank com dois deputados: “Quem é esse infame que está escrevendo minha biografia não autorizada?”. “A Polícia Federal!”. Rarará!
E atenção! Hoje é Finados! Finados é o Senado. Aqueles que já morreram e se esqueceram de cair. E diz que o Sarney é um finado vivo! Rarará!
E o problema não é ser velho, o problema é ser antigo! E a lápide do hipocondríaco: “Eu não falei que tava doente?”. Rarará! E a lápide do Galvão: “Enfim, mudo!”. Rarará!
E essa: “Viúvo esculpe réplica da vagina da esposa em lápide”. Ainda bem que ele lembrava como era. Cada um chora por onde tem saudade! Rarará!
E a Gisele no Faxion Bixa? Deslumbrante! O relógio dela anda pra trás?! Ou então jogaram gás paralisante nela. E um amigo me disse que a Gisele tem o corpo tipo recomendação médica: carne magra!
E eu não tenho inveja nem da grana nem da fama da Gisele, eu tenho inveja da barriguinha da Gisele! Que não precisa encolher na hora de transar! Na primeira vez, você ainda encolhe a barriga. Na segunda, vai com barriga e tudo!
E eu tenho uma amiga que tá tanto tempo sem transar que o apelido dela é mega sena acumulada. E quando foi transar não lembrava mais: “Essa perna ia aonde mesmo? E esse braço eu passo aonde mesmo?” Rarará!
E eu sigo a Gisele no Instagram e ela é linda, o marido é lindo, os filhos são lindos e os cachorros são lindos! Família Gloriana! E a Gisele tem peito. Ao contrário das outras modelos. Que tão parecendo larva da dengue! Minhocas albinas! Rarará!
E diz que uma bibinha perguntou pra outra bibinha: “Seu pai morreu de quê?”. “Febre amarela”. “Ai, que cor horrorosa”. Rarará.
E eu tenho a foto de três véinhas viúvas com uma garrafa no colo: “Tricô o caraca! Nós vamos encher a cara!”. Rarará!
Nóis sofre, mas nóis goza!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

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Imirante – A rotina de São Luís deverá ser alterada neste sábado (2), em razão do feriado do Dia de Finados. Todo o comércio da capital fechará as portas. No entanto, os serviços de lazer, como shoppings e cinemas, funcionarão normalmente. Os supermercados também abrirão as portas em horário normal.
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) informou que o comércio da capital não abrirá as portas por causa do feriado nacional. A medida se estende a todo o comércio de São Luís, sobretudo a Rua Grande, maior centro comercial da cidade. A Associação Maranhense de Supermercados (Amasp) informou que os supermercados abrirão normalmente, com horário de funcionamento das 7h30 às 22h.
Os serviços de urgência e emergência das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Socorrão I e II, Unidades Mistas e delegacias funcionarão em regime de plantão, atendendo normalmente a população.
Shoppings
Os shoppings da cidade também modificarão seu funcionamento. No Tropical Shopping, apenas os restaurantes ficarão abertos, das 11h às 13h. No Jaracati Shopping, a praça de alimentação funcionará das 12h às 20h; Danny’s Park das 11h às 22h; Mateus Supermercados das 7h30 às 22h; e Lojas Americanas das 9h às 21h. No Rio Anil Shopping as lojas e quiosques ficarão fechados; o Mateus Supermercados estará aberto das 8h às 22h; as Lojas Americanas, das 12h às 22h; Praça de Alimentação, das 12h às 22h; Praça de Eventos ficará aberta das 12h às 22h; a academia ficará aberta das 10h às 15h; o cinema terá programação nacional; e oSpace Play permanecerá aberto das 12h às 22h.
No São Luís Shopping, todas as lojas e quiosques estarão fechados. A Praça de Alimentação e o Danny’s Park funcionarão das 12h às 22h, Hiper Bom Preço das 8h às 22h, Lojas Americanas das 12h às 22h e Cinépolis das 13h às 22h. No Shopping da Ilha funcionará apenas o cinema UCI Kinoplex, das 11h30 às 0h, assim como a praça de alimentação e o Parque Infantil Magic Games, que funcionarão das 12h às 22h. O Restaurante Capital Steak Houseficará aberto das 12h às 1h e o Mateus Supermercados das 7h30 às 22h.
Trânsito
Cerca de 50 agentes de trânsito da Prefeitura estão mobilizados para a Operação Dia de Finados, amanhã, em São Luís. As ações compreendem a regularização de estacionamentos e disciplinamento do trânsito.
Nos acessos para os cemitérios do Gavião, Turu, São Cristóvão e Parque da Saudade – os principais da cidade – além dos agentes, estarão distribuídos 11 carros e 11 motocicletas para regularizar estacionamentos, disciplinar o trânsito no entorno dos cemitérios e reforçar as ações nas rotatórias, principalmente nas da Cohab e Forquilha. A Secretaria de Trânsito e Transporte (SMTT) realizará a Operação Dia de Finados das 7h até o início da noite.
“A operação de ordenação do trânsito começará logo de manhã cedo, antes mesmo da abertura dos cemitérios. Teremos equipes nos pontos de acesso dos cemitérios mais movimentados de São Luís [Parque da Saudade, Gavião, Turu e São Cristóvão] e, também, nas rotatórias da Avenida Jerônimo de Albuquerque e Forquilha, que dá acesso ao Jardim da Paz, na Estrada de Ribamar”, assinalou Gilberto Sátiro, superintendente de trânsito da SMTT.
Mais
A movimentação na cidade de São Luís também deverá ser intensa neste feriado. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforçará seu efetivo nos postos de fiscalização para garantir a tranquilidade nas rodovias.
Serviço
Comércio lojista – fechado
Casas lotéricas – fechadas
Supermercados – 7h30 às 22h
Shoppings – abertos apenas as praças de alimentação, supermercados, cinemas e parques de entretenimento
Hospitais e delegacias – plantão
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O indulto do Dia das Crianças é um benefício dado a alguns presidiários do sistema semiaberto para que possam passar esta data com sua família e logo em seguida retornem para a prisão.
Em 2013, 184 presos receberam esse benefício. Do dia 11 de Outubro ao dia 18 de Outubro ocorreu a primeira liberação temporária. Depois, entre os dias 15 a 22 do mês passado e, por fim, mais uma liberação entre os dias 17 e 23 de outubro.
Mas dos 184 presos beneficiados este ano, 58 ainda não voltaram para cumprir pena em Pedrinhas. Nesses casos, esses presos são considerados foragidos da Justiça e perdem os direitos de outras saídas e benefícios quando forem recapturados.
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Prefeito Padre Jozias(PMDB) está livre dos Murad’s e com aprovação popular
“Até que em fim, agora o Padre Jozias está livre!”, essa é a frase mais ouvida nas rodas de conversas política no Município de Peritoró, em relação à decisão acertada do Prefeito Jozias(PMDB) que rompeu as amarras que o prendiam ao ditador “deputado-secretário” Ricardo Murad(PMDB) e seu sobrinho vice-prefeito, playbozinho Jorginho Murad.
Aos que duvidam que o Prefeito Jozias errou, a opinião popular trata de mostrar que o ex-padre acertou em cheio no inadiável rompimento.
De inicio, o assunto mais comentado na Cidade é o rompimento, que, diga-se de passagem, tem aprovação da população peritoroense.
A atitude do chefe do executivo, mostra que Peritoró tem um homem de coragem, que não teme retaliações, pois tem a confiança popular ao seu lado. A popularidade do gestor cresceu significativamente após a quebra das algemas que o prendiam aos Murad’s.
Livre, o Prefeito tem maior possibilidade de realizar a transformações prometidas durante a campanha eleitoral.
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O vereador de Imperatriz, Rildon Amaral(SSD), usou a Tribuna da Câmara de Vereadores na última terça-feira (29), para denunciar que os convênios do Governo do Estado e do Governo Federal, estão sendo usados de forma eleitoreira na Região Tocantina.
Segundo Rildon, a politicagem consiste no oferecimento de recursos em troca de apoio em favor do pré-candidato da família Sarney ao governo do Estado – que não cresce nas pesquisas – Luís Fernando Silva (PMDB),
Para Amaral, o ex-prefeito de São José de Ribamar está personalizando as atitudes do governo. O vereador diz que o secretário está cooptando aliados com recurso do governo federal.
”Se promete recurso, verbas para um candidato que o apoie. Isso não é compra de votos? Em cidades pequenas, onde o recurso é muito pequeno, o prefeito tem que estar se escondendo [enquanto oposição] se não, não recebe recurso”.
Acompanhe o vídeo que mostra o pronunciamento do Vereador:
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Plano de Cargos, Carreiras e Salário dos Servidores de Raposa deixa o prefeito numa “sinuca de bico”

Prefeito de Raposa Clodomir de Oliveira(PRTB)
É nas adversidades dos problemas diários que mostramos se realmente somos competentes. Preste à completar um ano no cargo como Prefeito de Raposa, Clodomir dos Santos Oliveira, administrativamente, se depara com o primeiro grande desafio de sua gestão.
Aprovado na última sexta-feira 25/10, na Câmara de Vereadores de Raposa, o Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos Servidores Públicos de Raposa – PCCS, é uma “batata quentíssima” nas mãos do gestor.
Os servidores públicos de Raposa são merecedores da devida valorização salarial, sem sombra de dúvida, o mérito da questão é indiscutível. A árdua luta dos servidores, representados pela entidade de classe e o incessante esforço dos lideres sindicais locais, foram fundamental para aprovação do Projeto na Câmara de Vereadores.
O projeto nº 04/2012, que trata do PCCS, foi preparado ainda na gestão desastrosa do ex-prefeito Onacy Vieira Carneiro, chegou na Câmara de Vereadores em maio de 2012, por lá, adormeceu até a última sexta-feira, quando por votação unanime dos vereadores foi aprovado.
O bom tempo que o Projeto ficou empacado na Câmara, se deve as articulação do Presidente da Câmara Eudes Barros(PRTB) que sem interesse durante o período que o sogro esteve no comando da Prefeitura, decidiu jogar, só agora, em 2012, o pepino direto ao atual gestor.
O termômetro das discussões entre o chefe do executivo e as entidades representativas de classe, pela sanção do Projeto, puderam ser conhecidas na reunião da última terça-feira 29/10, na sede da Prefeitura. Entre os muitos artigos e as divergências no PCCS, ficou claro que o assunto não está definitivamente resolvido.
Clodomir tem agora um Projeto que não foi criado em sua administração, aprovado por unanimidade na Câmara, que se sancionado – e bom seria para os servidores – trará um impacto financeiro aos cofres públicos estimados em aproximadamente R$ 100 mil reais mensais.
Resultado: O aumento nos vencimentos dos servidores, previsto no Projeto, segundo fontes da Prefeitura, representa situação embaraçosa para o cofre da Prefeitura e são irreais para a realidade financeira da Cidade.
Como agir? Aprovar e comprometer as finanças?
Vetar o projeto e bater de frente com os servidores? Se feito, certamente, iniciarão uma paralisação que só terá fim após sanção do Prefeito ao Projeto do PCCS.
Especulações dão conta que, se aprovado, o Projeto resultará no corte de inúmeros funcionários contratos na folha da Prefeitura. Evidentemente, que os supostos cortes, serão de servidores mais alinhados ao grupo do ex-prefeito Paraíba. Seria uma espécie de resposta ao “fogo amigo” de Eudes Barros, que movimentou-se nos bastidores para junto com os demais vereadores aprovar o PCCS.
Independentemente da decisão do Prefeito, todas as opções, de uma forma ou de outra, trazem em seu bojo, desgaste político a atual gestão e, precisam de muito traquejo para solução.
De certo, que o Prefeito Clodomir de Oliveira precisa de uma jogada com muita habilidade para sair dessa sinuca de bico.
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Geraldo Castro ocupava o cargo de assessor especial para Assuntos de Habitação, onde teve destacada atuação.
O prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, anunciou na noite desta quinta-feira (31) o professor Geraldo Castro Sobrinho como novo secretário de municipal de Educação.
Geraldo Castro é graduado em História pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com larga experiência em Educação, onde atua há 25 anos. Assumiu mandato na Câmara Municipal de São Luís na legislatura anterior, tendo atuado em favor da Transparência dos gastos municipais e mediação de conflitos.
Desde o início da atual gestão, Geraldo Castro ocupava o cargo de assessor especial para Assuntos de Habitação, onde teve destacada atuação.
Neste momento, Geraldo Castro participa de reunião de trabalho com o prefeito Edivaldo Holanda Júnior e os secretários Rodrigo Marques (Governo) e Márcio Jerry (Comunicação) para definir as primeiras ações à frente da nova pasta.
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A obra de construção do meio fio na estrada do Município de Raposa, além de um grande engodo, é um embaralhado de mentiras sem tamanho.
Nas cinco placas de publicidades com logo tipo gigantesco do Governo do Estado espalhada ao longo da MA 203, mostra a quantidade de empregos, que segundo a Governadora Roseana Sarney, foram gerados no Município.
150 é a quantidade de empregos gerados, mas isso fica mesmo só na teoria. Tudo não passa de mais uma publicidade mentirosa do pré-candidato da família Sarney que não cresce nas pesquisas, Luís Fernando.
Onde estão esses empregos gerados? Até agora a população raposense espera “Dr. Luís”.
O nome da empresa que executa os serviços é um mistério sem fim. Os poucos funcionários da obra vieram de São Luís – não totalizam nem 1/3 do total exibido na placa de publicidade – deixando claro que empregos gerados aos moradores de Raposa é mais uma, das muitas, contradições do Governo do Estado.
Pra completar, a SINFRA – Secretaria de Estado de Infraestrutura, está construindo um canteiro central na entrada da Cidade, sem sinalização adequada, resulta em inúmeros acidentes diariamente no local.
Outra reclamação dos moradores de Raposa fica por conta da falta de planejamento na obra, não consta plantação de mudas de arvores ao logo canteiro central.
Uma lastima!
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empresário Daniel Prado Smith assassinado brutalmente
O adolescente H.P. supostamente envolvido no homicídio do empresário e paisagista Daniel Smith, assessor do Tribunal de Justiça do Maranhão, teve a internação provisória revogada nessa terça-feira (29). A decisão é do juiz José dos Santos Costa, titular da 2ª Vara da Infância e da Juventude da capital.
Ela foi tomada após audiência da qual participaram os menores H. P. e M. R. D. Esse último, quando apreendido, confessou ter praticado o homicídio, citando a participação de outro menor. O objetivo foi a acareação entre os dois para que o primeiro fizesse o reconhecimento do segundo.
Segundo o magistrado, antes da acareação, M. R. D. foi ouvido e negou que o menor H.P. e D. fossem a mesma pessoa, o que culminou com a dispensa da acareação entre as partes.
No termo de declaração assinado por M. R. D., na ocasião da audiência, o acusado afirma “nunca ter visto H. P. em sua vida”. Ainda no termo, ele garante que D. seria alto, moreno e maior do que o menor apreendido. M. R. D. também diz não saber se D. já morreu.
No fim da audiência, o magistrado José dos Santos Costa determinou a expedição do Alvará Liberatório de H.P., bem como a “ampla divulgação de que o referido adolescente não se trata da mesma pessoa que participou da morte de Daniel Smith”.
Além dos menores H.P. e M. R. D., participaram da audiência para acareação o representante do Ministério Público, Raimundo Nonato Cavalcante, o defensor público Marcos Barbosa Carvalho e o advogado do menor, Evandro Soares da Silva Júnior.
Entenda o Caso
O empresário Daniel Prado Smith, de 55 anos, foi sequestrado pelos criminosos no dia 4 de setembro deste ano, e o corpo foi encontrado no dia seguinte, por policiais militares e uma equipe da Superintendencia Estadual de Investigação Criminal (SEIC), em um matagal próximo a uma escola, no Altos do Calhau. O veículo da vítima, modelo Corola, de placa HOZ-1888, foi localizado no bairro do Araçagi. A polícia conseguiu prender os quatro suspeitos do crime.
Um adolescente de 17 anos confessou ser o autor dos disparos que matou o empresário e paisagista anos. A polícia chegou ao menor por meio do rastreamento telefônico da vítima, que estava em poder do assassino confesso.
De acordo com as investigações, também foi preso Jonathan João Nunes, de 19 anos. Fora os dois, Gilvanilson Santos, conhecido como Pato, acabou sendo alvejado durante troca de tiros com a polícia.
Gilvanilson, segundo a polícia, era chefe do tráfico de drogas e fazia parte – juntamente com mais 20 bandidos – de organização criminosa, da área da Vila Conceição, na região do bairro Altos do Calhau, em São Luís. A quadrilha é especializada em assaltos a residências.
Segundo a polícia, eles usaram o carro da vítima para assaltar uma residência no bairro Araçagi, na quarta-feira (4), onde abandonaram o veículo de Daniel. De lá, seguiram em outro carro, também abandonado, desta vez, na Vila Isabel, próximo ao bairro Anjo da Guarda.
Assassinados
Três supostos envolvidos na morte do empresário Daniel Smith foram assassinados. Eduardo Pedro Melonio, Marcelo Henrique Silva, o “Marcelinho”, de 25 anos e Gilvanilson Santos.
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G1-MA – A petroleira OGX, de Eike Batista, que entrou com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (30), anunciou na manhã desta quinta-feira (31) que fechou acordo para vender a fatia que possui na OGX Maranhão – um braço da companhia, ainda considerado confiável, que explora gás na Bacia do Paranaíba.
O comunicado foi feito por meio de fato relevante, disponível na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A Eneva, antiga MPX e agora controlada pelo grupo alemão E.ON, e a Cambuhy Investimentos comprarão a OGX Maranhão por R$ 200 milhões. A negociação poderá levantar dinheiro na tentativa de salvar a petroleira de Eike.
“A companhia e a Cambuhy celebraram um acordo de compra de ações, por meio do qual a Cambuhy concordou em adquirir da companhia sua participação remanescente na OGX Maranhão por um preço de compra de R$ 200.000.000 (duzentos milhões de reais), sujeito a certos termos e condições que incluem, mas não se limitam à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica e da Agência Nacional de Petróleo, além da aprovação dos credores”, diz a nota da petroleira. A Cambuhy tem entre os sócios a família Moreira Salles.
De acordo com a OGX, a companhia possui oito blocos exploratórios terrestres na Bacia do Paranaíba, por meio da subsidiária OGX Maranhão. Todos os blocos, com área total de 24.500 km², são operados pela companhia. “Esta é uma bacia de nova fronteira, onde a OGX realizou importantes descobertas de gás natural e a produção comercial iniciou em janeiro de 2013”, diz a OGX, em sua página na internet.
No início da semana, bancos credores da OGX Maranhão fecharam uma opção de venda de 66,7% da empresa para a Eneva caso fosse necessária a execução de garantias dos empréstimos.
Os campos de gás no Maranhão estão entre as últimas opções disponíveis para Eike obter recursos para sua endividada petroleira OGX.
No acordo, a Cambuhy e a E.ON também concordaram em investir na OGX Maranhão um valor total de R$ 250 milhões. “O investimento será realizado via aumento de capital na OGX Maranhão, no qual a Cambuhy irá subscrever ações equivalentes a R$ 200.000.000 (Duzentos milhões de Reais) e a E.ON subscreverá ações equivalentes a R$50.000.000 (Cinquenta Milhões de Reais) (“Aumento de Capital”)”, afirma a nota.
Em nota divulgada também na manhã desta quinta-feira, a Eneva diz que “a nova estrutura societária o aumento de capital proporcionarão à OGX Maranhão os recursos necessários para dar seguimento às suas operações e projetos de exploração, assegurando a continuidade das operações e garantindo à Eneva o acesso contínuo ao fornecimento de gás para a usina de geração de energia e produção de gás de Parnaíba”.
“Adicionalmente, a unidade de Exploração & Produção da E.ON fornecerá conhecimento e experiência técnica e operacional ao negócio.”
Dívidas
A petroleira receberá também outros cerca de R$ 144 milhões referentes à dívida líquida da OGX Maranhão com a OGX. Essa quantia será paga gradualmente – R$ 50 milhões na data do aumento de capital da OGX Maranhão, cinco parcelas de R$ 10 milhões de julho a novembro de 2014 e ao redor de R$ 45 milhões em janeiro de 2015, segundo a OGX.
Pedido de recuperação
Na véspera, a petroleira OGX entrou nesta quarta-feira (30) com pedido de recuperação judicial. O pedido foi feito pelo advogado Sergio Bermudes. O anúncio foi publicado em fato relevante nesta quinta-feira, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
“Em vista da situação financeira desfavorável em que se encontra, dos prejuízos por ela já acumulados, bem como do vencimento recente e vindouro de grande parte de seu endividamento, ajuizou, nesta data, na Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, pedido de recuperação judicial, em conjunto com suas controladas, OGX Petróleo e Gás S.A., OGX International GmbH e OGX Austria GmbH, nos termos dos artigos 51 e seguintes da Lei n.º 11.101/05, em medida de urgência, mediante deliberação de seu Conselho de Administração realizada na tarde de 30 de outubro de 2013”, diz o fato relevante
A medida já vinha sendo aguardada pelo mercado, com a proximidade do fim do prazo para que a empresa agisse e evitasse um calote formal de sua dívida. O processo de recuperação judicial da petroleira é o maior da história de uma empresa latino-americana, segundo dados da Thomson Reuters.
Como funciona a recuperação jucial
A recuperação judicial é um instrumento da legislação brasileira que permite que empresas que perderam a capacidade para pagar suas dívidas possam continuar operando enquanto negociam com seus credores, com a mediação da Justiça, para tentar evitar a quebra definitiva.
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o pedido deverá chegar na sexta-feira (1º) às mãos do juiz Gilberto Clóvis Farias Matos, da 4ª Vara Empresarial, que será responsável pelo processo.
Se o pedido for aprovado pela Justiça, a OGX tem 60 dias para apresentar o plano de recuperação judicial ao juiz, ou pode ser decretada a falência. Apresentando o plano, o juiz vai divulgá-lo para que os credores se manifestem. Se não houver oposição, ou seja, se ninguém disser não aceito, o juiz pode dar esse plano por definitivo.
O prazo para que os credores aprovem esse plano é de 180 dias (também contados a partir do despacho do juiz). Se o plano não for aprovado em assembleia, a empresa quebra, e o juiz decreta falência. Aprovado o plano, ele é implementado e precisa ser seguido à risca.
Ações
Em nota divulgada na noite desta quarta, a Bovespa informou que as ações da OGX deixarão de fazer parte dos índices do mercado, mas continuarão a ser negociadas na bolsa.
Comunicado datado de 30 de setembro informa que a negociação de ações deve ser suspensa quando o emissor (a empresa) apresentar pedido de recuperação judicial ou extrajudicial.
Negociação falhou
Na terça-feira, a petroleira afirmou que, após meses de negociação, encerrara sem acordo as negociações com credores. No total, apenas em bônus no mercado internacional, a OGX tem de pagar US$ 3,6 bilhões.
Segundo documento obtido pela Reuters, a petroleira declarou dívida consolidada de R$ 11,2 bilhões no pedido de recuperação judicial e disse que não tem qualquer endividamento bancário nem créditos com garantias reais.
No início de outubro, a OGX havia comunicado ao mercado que não pagaria cerca de US$ 45 milhões das parcelas referentes a juros de dívidas emitidas no exterior, vencidas no dia 1º deste mês.
No comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na ocasião, a OGX informou que “a companhia possuía 30 dias para adotar as medidas necessárias sem que seja caracterizado o vencimento antecipado da dívida” de mais de US$ 1 bilhão.
A agência de classificação de crédito Fitch rebaixou o rating da OGX para “C”, de “CCC”, apontando que a inadimplência da companhia era iminente ou inevitável.
Sem dinheiro em caixa
Em documento sobre as negociações disponibilizado em sua página na internet, a OGX aponta que poderá ficar sem recursos em caixa na última semana de dezembro. A empresa também informa que precisará de US$ 250 milhões para satisfazer suas obrigações até o final do primeiro trimestre de 2014.
A OGX afirma que a empresa tinha US$ 82 milhões em disponibilidades no fim de setembro e seus assessores financeiros na negociação com os credores externos – Blackstone e Lazard – estimam desembolsos de US$ 89 milhões apenas a fornecedores até o fim do ano, considerando somente pagamentos críticos a prestadores de serviço no campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos. A expectativa é que Tubarão Martelo inicie produção em meados de novembro, com vendas do petróleo do campo em janeiro.
O valor atribuído à toda OGX, pelo plano, é de US$ 2,7 bilhões – principalmente composto pelo valor presente líquido de Tubarão Martelo (US$ 1,4 bilhão) e do campo Atlanta (US$ 1,1 bilhão).
O “início do fim”
A OGX, a empresa mais emblemática de Eike Batista, foi criada em 2007 quando o então sétimo homem mais rico do mundo se conferiu direitos para explorar 21 áreas petrolíferas no Brasil. A empresa abriu seu capital em junho de 2008 em uma operação que permitiu arrecadar R$ 6,7 bilhões.
As turbulências tiveram início 2012, quando a companhia divulgou que a vazão de óleo nos primeiros poços perfurados pela empresa em um campo na bacia de Campos era de 5 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia – apenas um terço do que o mercado esperava. No dia seguinte, as ações da companhia fecharam em queda de 26,04%.
Na época, o empresário afirmou que a empresa estava trabalhando para elevar a produtividade dos poços na Bacia de Campos e garantiu que a OGX era uma empresa sólida, com caixa e viável.
“A OGX é uma empresa muito viável”, disse Eike então. “Já descobrimos muito petróleo e realizamos uma campanha muito bem sucedida nos últimos três anos”, acrescentou, destacando que a empresa possui US$ 9 bilhões em caixa. “Vamos produzir muito petróleo”, afirmou na ocasião. A promessa não foi cumprida.
As sucessivas frustrações com o nível de produção da OGX e a queima de caixa pela petroleira têm motivado forte queda das ações da empresa, contagiando os papéis de outras companhias de Eike listadas na Bovespa.
Em 1º de julho de 2013, as ações da petroleira atingiram novas mínimas, acumulando uma queda de mais de 95% desde a cotação máxima registrada pelos papéis da companhia, em outubro de 2010, segundo levantamento da consultoria Economatica.
Três dias depois, a OGX informou que os poços atualmente em operação no campo de Tubarão Azul não teriam sua produção aumentada e poderiam parar de produzir ao longo de 2014. “A companhia concluiu que não existe, no momento, tecnologia capaz de tornar economicamente viável o desenvolvimento dos campos de Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia.
Após o anúncio, as principais agências de classificação de risco passaram a rebaixar a nota de crédito da petrolífera de Eike Batista. A Moody’s rebaixou o rating da OGX de B2 para CAA2 com perspectiva negativa. Essa nota indica alto risco de calote, segundo a escala. A Standard & Poor’s (S&P) rebaixou a nota de crédito da petroleira em dois degraus, de ‘B-‘ para ‘CCC’ – nível considerado como um grau de alto risco de inadimplência segundo a escala.
O desempenho da OGX, aquém do esperado, acabou afetando as outras empresas do grupo EBX, que são, de certa forma, interdependentes. A OSX, por exemplo, forneceria os navios para transportar o petróleo explorado pela OGX. Com isso, diante dos problemas da OGX, a LLX – empresa de logística responsável pela construção do Porto de Açú, no estado do Rio de Janeiro – também sentiria os reflexos dos resultados negativos, porque seu objetivo principal seria o de atender os petroleiros da OSX.

