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O deputado estadual se tornou nestas eleições o genro mais odiado da política maranhense.

Neto Evangelista tem o sogro e a sogra prefeitos em diferentes cidades, mas nenhum vota nele para deputado…
A situação política do deputado estadual Neto Evangelista (União Brasil) é a mais curiosa de todo o Maranhão e certamente do país nestas eleições.
O parlamentar que concorre a reeleição é casado com a médica Thayanne Ribeiro, tem a sogra Maura Jorge (PSDB) prefeita do município de Lago da Pedra e o sogro, Rui Filho (PTB), prefeito da cidade de Arari.
Isso mesmo, a esposa do político tem o pai e mãe prefeitos em diferentes cidades maranhenses, porém, nenhum dos dois apoiam Neto Evangelista nesta disputa eleitoral.
Na semana passada, Maura Jorge anunciou que votará em Eric Costa (PSC) para deputado estadual, fez, inclusive, um evento de apresentação de seus pré-candidatos.
Já a situação Rui Filho é um pouco estranha, embora já definido que não vota em Neto, faltando apenas 64 dias para as eleições, o gestor ainda não definiu em quem votar para Assembleia Legislativa, ainda está na fase de esperar qual pré-candidato oferece mais financeiramente pelo seu apoio.
De forma que a essa circunstância eleitoral envolvendo Neto Evangelista o torna o genro mais odiado da política maranhense e também brasileira. Ou então, está apenas colhendo o que plantou…
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O levantamento também indica uma vitória de Lula no primeiro turno
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,candidato à presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores (PT), aparece com 47% das intenções de voto, contra 29% do presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição pelo Partido Liberal (PL). É o que aponta a nova pesquisa Datafolha divulgada na tarde desta quinta-feira, 28, e que mostra cenário de estabilidade, uma vez que as oscilações ocorreram dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento desta quinta também indica uma vitória de Lula no primeiro turno, uma vez que o petista tem mais votos do que todos os outros adversários somados.
Na pesquisa anterior, divulgada em 23 de junho, o petista tinha os mesmos 47%, ante 28% de Bolsonaro, uma diferença de 19 pontos percentuais entre os dois candidatos que polarizam a disputa presidencial. Agora, a diferença fica em 18 pontos. Já na pesquisa espontânea, quando não são informados o nome dos candidatos, o cenário também foi de estabilidade: Lula tem 38% das intenções de votos e Bolsonaro, por sua vez, 26% – no levantamento anterior, o petista tinha 37%, ante 25% do mandatário do país.
Essa foi a primeira pesquisa divulgada após as convenções partidárias que confirmaram as candidaturas de Lula e Bolsonaro à presidência da República. Além deles, o levantamento também traz os números atualizados de outros concorrentes ao Palácio do Planalto, mostrando estabilidade em todos os cenários. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) se mantém em terceiro lugar, com 8% das intenções de voto. Com candidatura confirmada na quarta-feira, 27, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) aparece em quarto lugar com 2% dos votos – em junho, a emedebista tinha 1%. Tecnicamente empatado com ela está o deputado federal André Janones, do Avante de Minas Gerais, também com 2%. Pablo Marçal (PROS) e Vera Lúcia (PSTU) têm 1% cada. Outros candidatos como Felipe d’Avila (Novo), Sofia Manzano (PCB), Leonardo Péricles (UP), Eymael (DC), Luciano Bivar (UB) e General Santos Cruz (Podemos) não pontuaram. Brancos e nulos são 7%; 4% não souberam ou não responderam.
A pesquisa desta quinta-feira também apresenta um cenário de eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro. Neste recorte, o ex-presidente tem uma vantagem de 20 pontos percentuais. De acordo com o instituto, se a eleição fosse hoje, o petista seria eleito para comandar o país por quatro anos com 55% das intenções de voto; o atual chefe do Executivo federal, por sua vez, teria 35%. O Datafolha ouviu 2.556 pessoas entre os dias 27 e 28 de junho em 183 cidades brasileiras. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-01192/2022.
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Chama atenção no flyer oficial (panfleto digital) alusivo as Convenções partidárias do governador Carlos Brandão (PSB) e do senador Weverton Rocha (PDT) a enorme diferença entre as propagandas que circulam nas redes sociais dos políticos desde o início da semana.
O Blog do DC, atento que é, percebeu que enquanto o governador Brandão, com orgulho, exibe um cartaz ladeado dos seus aliados [o ex-governador Flávio Dino (PSB) que concorre ao Senado, o ex-sectreário de Estado da Educação Felipe Camarão (PT) que é o vice e, também, o ex-presidente Lula (PT) à presidente da República], o senador Weverton – com vergonha – esconde os parceiros.
O pedetista aparece em uma peça publicitária solitária sem o seu candidato ao Senado Roberto Rocha (PTB), sem o candidato ao vice do PL, deputado Hélio Soares e também seu o seu candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro (PL).
Assim tem sido a campanha ao governo do Maranhão: um tem orgulho de mostrar a companhia dos seus aliados, ao tempo que o outro, tem vergonha de exibir seus parceiros.
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Usando a estrutura da prefeitura por completa para fins eleitorais, Fernando Braide (PSC), pré-candidato a deputado estadual e irmão do prefeito Eduardo Braide (sem partido), deu início essa semana a um projeto audacioso: se tornar o deputado estadual mais votado da histórica de São Luís.
Durante evento organizado dias atrás na capital, o vereador Daniel Oliveira, do PL, deu o tom em seu discurso: “O Fernando será o deputado estadual mais bem votado da história de São Luís”, bradou o parlamentar que possui inúmeras indicações de cargos espalhados em diversas secretarias do governo Braide.
“Vamos em busca do primeiro lugar e eu conto com você para isso”, conclama Fernando no mesmo vídeo publicitário que foi ao ar na página no Instagram (assista acima).
E onde entra o deputado Wellington do Curso nessa história?
É que Wellington, nesse momento da pré-campanha, lidera todas as pesquisas de intenção de voto em São Luís para ser o deputado estadual mais votado da capital, portanto, o projeto ousado de Fernando Braide bate de frente com as pretensões do dono do Curso.
É bom lembrar que, hoje, Wellington é aliado do prefeito Braide, mais isso, hoje, talvez o projeto de Fernando faça Braide perder mais um importante aliado…
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Como essa, são inúmeras as ações e obras do governo que Fernando Pessoa “rouba” para passar como se fosse da sua gestão…
O governo do Estado do Maranhão entregou na última terça-feira (26) nada menos que 200 títulos de propriedade de terra a famílias de agricultores do povoado Belém no município de Tuntum.
O terreno onde fica a comunidade foi custeado, à época, pelo governo do Maranhão que após a compra buscou os trâmites legais para levar o benefício sonhado da terra própria para os tuntuenses que precisam produzir e sobreviver daquele pedaço de chão.
Ocorre que o prefeito Fernando Pessoa, do PDT, sem nenhuma participação no feito do Estado, agora tenta enganar a população alegando que os títulos de terra foram conquista da sua gestão.
Tudo mentira!
Essa estratégia de apropria-se de ações do governo do Maranhão virou marca registrada de Fernando. São inúmeras as obras do Estado em Tuntum que o prefeito tenta passar para o povo como se ele fosse o autor.
A estratégia do prefeito é sempre fazer inúmeras peças publicitários e matérias jornalísticas tentando enganar a opinião pública, a situação beira um “roubo” de obras e ações estaduais.
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O senador Weverton Rocha, do PDT, precisará explicar para a justiça eleitoral a origem do dinheiro para alugar mais de 10 mil metros quadrados de piso (estrado plástico encaixável modular) para cobrir a grama do Estádio Municipal Nhozinho Santos, onde será realizada a Convenção do seu partido neste final de semana.
O Blog do Domingos Costa apurou que o tipo de placas de piso usado pelo senador no Nhozinho Santos custa em média no mercado R$ 45,00 (quarenta e cinco reais) o metro quadrado. E as medidas do estádio são de 10.800 m². Isso em dinheiro é o que representa quase meio milhão de reais apenas no piso, sem contar a outra estrutura.
A origem dessa verdadeira fortuna é um mistério, aliás, é um dinheiro secreto!
Aguardem os próximos capítulos…
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Na decisão em favor do Blog do DC, o juiz federal Ronaldo Desterro diz que o senador Weverton tenta “embaraçar a liberdade de imprensa” e atua para “evidente ordem de censura prévia” contra o trabalho jornalístico.

Weverton é líder do orçamento secreto no Maranhão…
O senador bolsonarista Weverton Rocha levou o que se pode chamar de “cacetada” do juiz federal Ronaldo Desterro, membro do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA).
O senador do PDT ingressou na justiça eleitoral contra o Blog do DC para tentar tirar no ar o post que mostra um vídeo do presidenciável Ciro Gomes chamando de salafrários políticos que usa o orçamento secreto para roubar recursos públicos.
No Maranhão, o senador Weveton Rocha, segundo publicação da revista piauí, é o líder do orçamento secreto e usou sua influência junto ao presidente Jair Bolsonaro para destinar milhões a prefeituras as quais os gestores são seus aliados políticos.
Na ação, o pedetista pediu um decisão liminar para retirar da matéria do ar. O PDT diz que o post trata-se de “matéria com conteúdo desinformativo e ofensivo a Weverton Rocha, com clara finalidade de prejudicar sua pré-candidatura ao governo do Estado. Acresce que o conteúdo das postagens não traduzem mera crítica ou discurso legítimo, senão que configuram propaganda negativa extemporânea que visa minar sua imagem pública perante o eleitorado maranhense.”
Entretanto, os fraquíssimos argumentos do Senador não foram o bastante para convencer Ronaldo Desterro. Contraindo o que alega o PDT, o juiz disse que o exercício da liberdade de expressão, do qual decorre a liberdade de imprensa e o direito à informação, é imprescindível à circulação de ideias e, por conseguinte, à formação de um ambiente público de debate formador de opinião, essência da democracia. No que interessa a este caso, os artigos 5º, IV, IX e XIV, e 220, §§ 1º e 2º, da Constituição Federal.
“O direito à informação no ambiente eleitoral comporta a divulgação de fatos positivos ou negativos envolvendo os candidatos, quer em caráter meramente informativo, quer ainda opinativo, aí incluída a crítica cáustica ou rude.”, diz o juiz do TRE-MA.
Sobre o famigerado orçamento secreto, o juiz ressaltou que veículos de informação de circulação nacional recentemente publicaram suposta distribuição suspeita de recursos públicos oriundos do denominado “orçamento secreto”. Em pelo menos um deles o representado foi tido como um dos articuladores no Estado do Maranhão.
“É consabido também que está em curso na Polícia Federal investigação criminal que envolve desvios de recursos da Codevasf, certo que esses supostos eventos foram objeto da fala do pré-candidato ao cargo de presidente da República Ciro Gomes, a qual foi reproduzida, à primeira vista sem edição, no blog do representado. Ciro Gomes, consoante se sabe, está, como o representado, filiado ao PDT, certo, ademais, que, segundo o primeiro, os recursos destinados à Codevasf eram oriundos do mesmo “orçamento secreto” supracitado.”, completa o magistrado.
O juiz diz, ainda, a ordem judicial para que o Blog se abstenha de publicar conteúdos que o associe a “eventos ilícitos não comprovados” não pode ser atendida.
“Aliás, ter um dado evento como ilícito comprovado dependeria, a rigor, de sentença judicial transitada em julgado, a embaraçar a liberdade de imprensa. Se assim não for, o conceito é vago e conduz à ambiguidade de sentidos, a resultar em insegurança jurídica. Nesse passo, uma medida judicial que tal traduziria, ao fim e ao cabo, evidente rdem de censura prévia, vedada pela Constituição Federal em seus artigos 5º, IX, e 220, §2º.”
Ao final, o juiz decide: “Em conclusão, não diviso plausibilidade jurídica nas alegações do representante. Ante o exposto, indefiro a liminar.”
CLIQUE AQUI E CONFIRA A ÍNTEGRA DA DFECISÃO
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Carro possui adesivos do deputado Pará e de de Josimar…
Nesta quarta-feira, por volta das 12h30, uma equipe PRF recebeu um aviso pelo Sistema Nacional de Alarmes de que um veículo Land Rover Evoque Pure, cor preta, havia sido furtado em um lava jato de São Luís e que o veículo havia sido avistado na localidade de Bacabeira.
Após a constatação, a equipe se deslocou, em ronda, para o local informado. Na BR-135, km 44, sentido decrescente, às margens da rodovia, foi localizado o veículo abandonado, próximo a uma oficina, com o pneu traseiro do lado direito estourado, bem como o estepe.
Foi realizado contato com o proprietário e vítima do furto, que providenciou o deslocamento do veículo para a Delegacia de Polícia Civil de Bacabeira para os procedimentos de estilo. Diante das informações obtidas, foram constatados, a princípio, os seguintes delitos: Localização/recuperação de veículo e Furto De Veículo
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Veículo da Anatel na frente da TV no momento da notificação…
Nesta terça-feira (26), a TV Band Caxias (canal 13) afiliada a Rede Bandeirantes, foi lacrada pela Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel por está no ar de forma irregular, ou no popular, funcionava como TV Piarata.
Além de não ter autorização do Ministério das Comunicações para funcionar, a TV que pertence ao ex-prefeito Paulo Marinho tem vários processos de ex-funcionários por não cumprir com as leis trabalhistas e não pagar os funcionários.
A emissora seria de propriedade do ex-deputado, cassado, Paulo Marinho, porém estaria em nome de uma pessoa, que inclusive, já faleceu de nome Walter.
Com a ordem em mãos agentes federais da Anatel estiveram nas dependências da emissora, que não tem nem mesmo Alvará de funcionamento, e fecharam o canal por funcionar como TV Pirata.
Em pesquisa realizadao junto ao cnpj da empresa que operava a TV, Sistema Veneza de Comunicação, na receita federal, o cnpj nem existe mais, ou seja, a TV ainda estava lesando os clientes por não emitir nota fiscal aos mesmos, como determina a lei fiscal.
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PF encontra transações entre ‘laranjais’ de deputado do PL e de suspeitas na Codevasf. Empresas ligadas a Josimar Maranhãozinho (PL-MA) fizeram pagamentos a construtoras de supostos laranjas de preso.

Josimar é ligado ao Senador Weverton Rocha; Junto com o também Senador Roberto Rocha…
FOLHA DE SÃO PAULO – A Polícia Federal encontrou transações financeiras entre empresas que são alvos de duas investigações até agora paralelas. Uma trata de supostas fraudes com verbas da estatal federal Codevasf, enquanto no outro caso é apurado se o deputado licenciado Josimar Maranhãozinho (PL-MA) comandou um esquema de desvio de emendas parlamentares.
Os dados em posse dos investigadores mostram que uma empresa que tem o congressista como sócio formal, além de outra da qual ele é apontado como dono oculto, fizeram repasses a construtoras ligadas ao empresário Eduardo José Barros Costa.
Conhecido como Eduardo DP ou Eduardo Imperador, o empresário foi preso no último dia 20, e solto três dias depois, em ação da PF sobre suposto desvio de dinheiro em convênios da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) com prefeituras do Maranhão.
A polícia não citou no pedido de prisão uma ligação entre os esquemas atribuídos pelos investigadores a Eduardo DP e a Maranhãozinho.
A Folha verificou as conexões ao cruzar os dados das apurações relativas à Codevasf com os dos autos do inquérito em trâmite no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o parlamentar.
Ainda que os agentes concluam que há relação entre estes casos, Maranhãozinho tem prerrogativa de foro e só pode ser alvo de apurações por determinação do STF.
Relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras analisados pela PF mostram que a Construtora Madry, que pertence formalmente ao congressista, transferiu R$ 100 mil para a E. R. Distribuição de Asfalto, que tem Eduardo DP como sócio oculto, segundo as apurações policiais. Este valor foi repassado entre setembro de 2019 e o mesmo mês do ano seguinte.
A investigação ainda encontrou repasses de ao menos R$ 215 mil da Águia Farma, da qual o deputado é suspeito de ser sócio oculto, para a Construservice, empreiteira pivô de investigações sobre fraudes com verbas da Codevasf.
O empresário Eduardo DP é sócio oculto da Construservice, como mostrou a Folha em maio. A empresa utiliza laranjas para vencer obras de pavimentação com verbas da Codevasf.
A transação entre a Águia Farma e a Construservice foi feita entre 2016 e junho de 2021, segundo a PF. Os dados foram analisados dentro da investigação sobre o desvio do dinheiro da estatal federal.
Após diligências, os policiais ainda concluíram que a Construservice e a E. R. são, na prática, a mesma empresa e que os próprios funcionários delas reconhecem Eduardo DP como o real proprietário.
Já uma a investigação contra Maranhãozinho em trâmite no STF aponta que o congressista é o dono de fato da Águia Farma. Nesta apuração, o deputado licenciado é suspeito de desviar dinheiro de emendas parlamentares.
A Águia Farma estaria formalmente registrada em nome de laranjas do deputado, uma delas empregada doméstica de Maranhãozinho, afirma o mesmo inquérito no Supremo.
O congressista ainda foi formalmente sócio da Águia Farma de agosto de 2013 a julho de 2015, mas depois deu lugar a esta suposta laranja, segundo uma apuração do Ministério Público no Maranhão.
Além da Águia Farma e da Construtora Madry, da qual Maranhãozinho é dono, aparecem nos relatórios da PF sobre a suposta fraude com verbas da Codevasf uma terceira firma, cujo controle de fato também é atribuído ao parlamentar no STF.
É a Joas Empreendimentos e Serviços, que no papel pertence à suposta empregada doméstica do deputado, além de outra pessoa. A firma repassou R$ 158 mil à E. R.
Levantamento da Folha nos registros da Câmara dos Deputados mostra que a Joas, cujo nome fantasia é TV Maranhão, recebeu do gabinete do parlamentar R$ 12 mil para divulgar nas redes sociais as atividades do parlamentar.
A Joas ainda emitiu notas fiscais de R$ 8.000 para prestar o mesmo serviço ao gabinete do deputado federal Paulo Marinho (PL-MA), suplemente de Maranhãozinho.
Eduardo DP também utiliza ao menos um funcionário particular como laranja em empresas.
Um dos dois sócios formais da Construservice é o motorista Adilton da Silva Costa.
Em depoimento de 2015 para investigação da polícia civil do Maranhão, ele reconheceu trabalhar para a família do empresário desde 1982 e disse que recebia um salário mínimo, sem carteira assinada, para fazer serviços gerais.
A Folha não conseguiu contato com a Joas e Águia Farma nem com os sócios formais destas empresas. Procurada, a E. R. não se manifestou. Os advogados de Maranhãozinho também não se manifestaram sobre os dados levantados pela PF.
O deputado licenciado é filiado ao mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro (PL). Após a revelação de casos como o da Codevasf, o mandatário passou a adaptar o discurso sobre corrupção de seu governo.
A estatal federal foi entregue por Bolsonaro ao controle do centrão em troca de apoio político.
No último dia 20, a PF cumpriu 16 mandados de prisão em operação contra fraudes na empresa pública, com apreensão de cerca de R$ 1,3 milhão em dinheiro, além de itens luxuosos, como relógios importados. O empresário Eduardo DP foi preso durante esta ação e solto dias depois.
A Codevasf afirma que os convênios que motivaram a ação contra Eduardo DP e a Construservice não são de responsabilidade da estatal.
“A Codevasf não é responsável por licitar obras ou contratar empresas no âmbito de nenhum tipo de convênio firmado com municípios”, afirmou a companhia.
A empresa pública ainda disse que nenhum de seus empregados ou dirigentes foram alvos da operação. Também declarou que colabora com o trabalho das autoridades policiais e que enviou para a auditoria interna os processos que envolvem a Construservice

