29
maio

Compra de fazenda em Matões, com pista de pouso e 25 poços, é o maior escândalo desta década na política maranhense

Pelo Jornalista Domingos Costa

O senador Weverton (PDT-MA), vice-líder do governo Lula, adquiriu uma fazenda em Matões do Norte, interior do Maranhão, avaliada em R$ 15 milhões, valor que ultrapassa em mais de três vezes o patrimônio que declarou nas eleições de 2022.

Compra de fazenda em Matões com pista de pouso é o maior escândalo desta década na política maranhense

Compra de fazenda em Matões com pista de pouso é o maior escândalo desta década na política maranhense.

Nada e nenhum outro escândalo envolvendo políticos maranhenses se aproxima da dimensão da compra por parte do senador maranhense Weverton Rocha, do PDT, de uma fazenda localizada no município de Matões do Norte.

A fazenda de R$ 15 milhões adquirida pelo senador é cortada por um igarapé e tem um casarão de dois andares e uma área equivalente a 2 mil campos de futebol. A propriedade fica em Matões do Norte, município no interior do Maranhão. Logo ao lado do imóvel, o parlamentar construiu uma pista de pouso e mandou perfurar 25 poços que alcançam o lençol freático.

Weverton é vice-líder do governo Lula no Senado e foi relator da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), que acabou rejeitada no plenário do Senado. O valor da fazenda é mais do que o triplo declarado por ele nas eleições de 2022.

Uma série de reportagens publicada pelos principais veículos de comunicação do país revela também ligações do senador e de seu entorno com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Os dois compartilham o uso, por exemplo, de uma mesma aeronave que, no papel, pertence a um representante do empresário. O Careca do INSS é acusado de operar esquema de fraude na aposentadoria de segurados do INSS.]

– Senador pagou R$ 140 mil só em impostos para transferir fazenda

A escritura do imóvel registra a compra e venda de uma parte da fazenda, no valor de R$ 7 milhões, em setembro de 2024. A área negociada é de 837 hectares. A compra foi realizada pela DJ Agropecuária, Comércio e Prestação de Serviços Ltda, que pertence ao senador. O documento diz ainda que a quitação ocorreu por meio de transferência bancária. Só de ITBI, imposto pago na transmissão de bens imóveis, Weverton pagou mais R$ 140 mil.

O restante da fazenda será escriturada conforme os pagamentos forem realizados.

Nas eleições de 2022, quando disputou o governo do Maranhão, Weverton declarou ter um patrimônio de R$ 4,2 milhões, incluindo R$ 500 mil em espécie. A fazenda, portanto, custou 257% a mais que todos os bens do político.

Em nota, Weverton afirmou que “todas as minhas atividades econômicas e empresariais estão, e estarão, devidamente declaradas nas minhas declarações anuais de renda ou das empresas das quais faço parte, dentro da lógica financeira e legalidade fiscal”.

– Administrador de empresa de senador foi contador do Careca do INSS

A DJ Agropecuária Comércio e Prestação de Serviços Ltda tem capital social de R$ 10 mil, sendo 20% em nome do Weverton e 80% em nome da Rocha Holding Patrimonial Ltda, uma holding familiar do senador.

No papel, a DJ Agropecuária é administrada por Rodrigo Martins Correa, de 40 anos, contador que também era responsável pelas empresas do Careca do INSS. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo Metrópoles.

Rodrigo Correa também é um dos donos da Voga, firma suspeita de operar empresas usadas para lavar dinheiro da Farra do INSS.

– Senador também comprou apartamento em bairro nobre de São Paulo

Em abril deste ano, sete meses depois de concluir a compra de uma parte da fazenda, o senador adquiriu novo bem: um apartamento de R$ 1,2 milhão no Jardim Paulista, bairro nobre de São Paulo.

O imóvel tem área de 250 metros quadrados e foi comprado em três parcelas, sendo uma inicial de R$ 300 mil e outras duas de R$ 450 mil, de acordo com a escritura.

Como senador, Weverton tem salário de R$ 46.366,19 brutos, o equivalente a R$ 29.170,24 líquidos.

29
maio

Denúncia do Blog do DC resulta na cassação de vereador do interior do Maranhão 

Pelo Jornalista Domingos Costa
A Câmara Municipal de Nina Rodrigues cassou, nesta quinta-feira (28), o mandato do vereador Thalyson Berg (Progressistas)

A Câmara Municipal de Nina Rodrigues cassou, nesta quinta-feira (28), o mandato do vereador Thalyson Berg.

A Câmara Municipal de Nina Rodrigues cassou, nesta quinta-feira (28), o mandato do vereador Thalyson Berg (Progressistas). A decisão foi tomada por quebra de decoro parlamentar, após denúncia de recebimento irregular de valores ligados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

A denúncia que resultou na cassação foi publicada no último dia 09 de janeiro pelo Blog do Domingos Costa, no post intitulado “Metido a moralista, Vereador de Nina Rodrigues possui esposa, mãe e a irmã recebendo abono do Fundeb em Vargem Grande”.

A cassação foi aprovada por sete votos favoráveis e uma abstenção. A votação ocorreu após a conclusão dos trabalhos da Comissão Processante, criada para apurar a denúncia contra o parlamentar.

Segundo a denúncia, Thalyson Berg teria recebido, de forma irregular, valores e abonos do Fundeb em Vargem Grande. Os pagamentos teriam ocorrido mesmo depois de ele ter sido eleito e diplomado vereador em Nina Rodrigues.

O pedido de cassação foi aceito pela Câmara em fevereiro deste ano. Depois do cumprimento dos prazos legais, a Comissão Processante apresentou parecer recomendando a perda do mandato.

O relatório foi levado ao plenário e aprovado pela maioria dos vereadores presentes.

A comissão responsável pela análise do caso foi formada pelos vereadores Erlan (Partido Democrático Trabalhista), Júnior da Zitinha (Progressistas) e Totô (Movimento Democrático Brasileiro). Totô foi escolhido relator do processo pela maioria dos integrantes do colegiado.


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28
maio

Polícia quer saber quem estava com “Mika Boy” e que “produto” ele foi levar de São Luís para Itapecuru

Pelo Jornalista Domingos Costa
Miqueias Martins Correa, conhecido como “Mika Boy”, encontrado morto dentro do seu veículo, um HB20 Hyundai, no banco do passageiro dianteiro, na tarde de segunda-feira (25), no povoado Ribeiro, região da comunidade São Francisco, em Itapecuru-Mirim.

Miqueias Martins Correa, conhecido como “Mika Boy”, morto no dia 25 de maio de 2025, dentro do seu carro. 

A Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) da Polícia Civil do Maranhão investiga o assassinato de Miqueias Martins Correa, conhecido como “Mika Boy”, encontrado morto dentro do seu veículo, um HB20 Hyundai, no banco do passageiro dianteiro, na tarde de segunda-feira (25), no povoado Ribeiro, região da comunidade São Francisco, em Itapecuru-Mirim.

Conforme apuração do Blog do Domingos Costa, a Polícia busca saber a identidade da pessoa que estava com “Mika Boy” nesse percurso de São Luís até a cidade de Itapecuru-Mirim.

Não está claro se ele foi rendido ainda em São Luís e levado até Itapecuru-Mirim ou a trama criminosa aconteceu apenas quando “Mika” chegou no município.

Checagem do Blog do DC atesta que, pouco após o meio dia, Miqueias Martins Correa publicou uma foto em um grupo do aplicativo de troca de mensagem WhatsApp, afirmando que estava em Itapecuru.

A Polícia Civil também investiga o paradeiro do celular da vítima, para identificar com quem ele falou e trocou mensagens ao longo do dia, antes de ser assassinado.

Uma das linhas de investigação aponta para o fato de que “Mika Boy” foi até Itapecuru deixar um “produto” e, ao chegar no local, deu-se inicio a trama criminosa que resultou no assassinato de Miqueias. Pelo menos três pessoas participaram do crime.

A Polícia também já sabe que, após a confirmação da morte de “Mika Boy”, mais de uma pessoa esteve no apartamento onde ele morava, em São Luís. A SHPP quer saber quem são essas pessoas, o que foram fazer e o que levaram do local.

Mais saber mais sobre o caso, clique nos link abaixo…


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28
maio

GAECO diz que Danilo Mohana movimentou R$ 6,6 milhões em apenas três anos e abre investigação contra o advogado

Pelo Jornalista Domingos Costa
R$ 6,6 milhões em movimentações suspeitas colocam servidor e advogado na mira do Ministério Público em Bom Jardim

R$ 6,6 milhões em movimentações suspeitas colocam servidor e advogado na mira do Ministério Público em Bom Jardim.

O Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para investigar movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo o servidor público e advogado Danilo Mohana Pinheiro Carvalho Lima e a Prefeitura de Bom Jardim. A portaria foi publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público no dia 25 de maio de 2026.

De acordo com o procedimento assinado pelo promotor de Justiça Francisco de Assis Maciel Carvalho Junior, que responde pela Promotoria de Bom Jardim, as investigações têm como base informações repassadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), a partir do Relatório de Inteligência Financeira (RIF) nº 19.914 do COAF.

Segundo o Ministério Público, o relatório aponta que Danilo Mohana Pinheiro Carvalho Lima movimentou cerca de R$ 6,6 milhões entre créditos e débitos no período de janeiro de 2012 a setembro de 2015. O valor seria incompatível com a renda mensal declarada pelo investigado, estimada em aproximadamente R$ 4,4 mil.

A investigação também aponta que parte significativa dos recursos recebidos teria origem em órgãos públicos, incluindo as prefeituras de Bom Jardim, Montes Altos, Santa Rita, Arari e Araioses, além de câmaras municipais. O Ministério Público afirma existir suspeita de fracionamento de valores e possíveis repasses para outros agentes públicos.

O procedimento foi aberto para apurar possíveis crimes de lavagem de capitais, desvios de verbas públicas, crimes contra o sistema financeiro nacional e atos de improbidade administrativa.

Na portaria, o promotor Francisco de Assis Maciel Carvalho Junior destaca que já existe análise técnica indicando a necessidade de quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados, medida considerada essencial para rastrear a movimentação financeira e aprofundar as apurações.

Entre as providências determinadas pelo Ministério Público está a elaboração, no prazo de 15 dias, de representação judicial para solicitar a quebra de sigilo bancário e fiscal das pessoas físicas e jurídicas citadas no relatório do COAF. A medida deve abranger o período entre 2012 e 2015.

O Ministério Público informou ainda que o caso seguirá sob investigação para apurar a existência de irregularidades envolvendo recursos públicos no município de Bom Jardim.

28
maio

Irregularidades em licitação para recuperação de estradas vicinais em Conceição do Lago Açu

Pelo Jornalista Domingos Costa
Prefeita Elcilene Pinheiro Pereira dos Santos, conhecida como “Professora Cici”.

Prefeita Elcilene Pinheiro Pereira dos Santos, conhecida como “Professora Cici”.

O Ministério Público do Maranhão instaurou um Inquérito Civil para investigar ilegalidades na Concorrência Eletrônica nº 005/2025, realizada pela Prefeitura de Conceição do Lago Açu/MA para contratação de empresa de engenharia responsável pela recuperação de estradas vicinais do município, sob a gestão da prefeita Elcilene Pinheiro Pereira dos Santos, conhecida como “Professora Cici”.

A investigação foi formalizada por meio da Portaria nº 53/2026, assinada pelo promotor de Justiça Lindemberg do Nascimento Malagueta Vieira, titular da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Bacabal.

De acordo com o documento, a apuração teve origem na Notícia de Fato nº 008069-509/2025, instaurada ainda em novembro de 2025, após denúncias envolvendo possíveis violações aos princípios da legalidade administrativa, isonomia e transparência no processo licitatório.

Segundo o Ministério Público, o prazo inicial da Notícia de Fato foi encerrado sem que todas as diligências necessárias fossem concluídas, tornando indispensável a conversão do procedimento em Inquérito Civil para aprofundamento das investigações.

Entre os pontos investigados estão possíveis falhas na condução do certame, ausência de informações técnicas consideradas essenciais e suposta omissão de agentes públicos em fornecer documentos requisitados pela Promotoria.

O MP determinou a expedição de novas requisições ao Agente de Contratação e ao Secretário Municipal de Obras e Infraestrutura de Conceição do Lago Açu, cobrando o envio da documentação completa da concorrência eletrônica.

A Promotoria advertiu ainda que a eventual continuidade da omissão no fornecimento de dados poderá configurar crime previsto no artigo 10 da Lei da Ação Civil Pública, além de possível ato de improbidade administrativa.

O objetivo do procedimento é reunir elementos que permitam verificar se houve favorecimento indevido, irregularidades administrativas ou prejuízos ao interesse público durante a contratação da empresa responsável pelas obras de recuperação das estradas vicinais.

O caso seguirá sob acompanhamento do Ministério Público, que poderá adotar medidas judiciais e extrajudiciais conforme o avanço das investigações.

28
maio

Denúncia sobre empréstimos consignados não repassados pela Prefeitura de São Pedro da Água Branca vira investigação

Pelo Jornalista Domingos Costa
prefeito Samuel Ribeiro, do PL.

Prefeito Samuel Ribeiro, do PL.

O Ministério Público do Maranhão instaurou um Inquérito Civil para investigar denúncias de supostas irregularidades envolvendo descontos de empréstimos consignados de servidores da Prefeitura de São Pedro da Água Branca que teriam sido feitos nos contracheques, mas não repassados ao Banco do Brasil, na gestão do prefeito Samuel Ribeiro, do PL.

A investigação foi aberta pelo promotor de Justiça Thiago Cândido Ribeiro e publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público no dia 25 de maio de 2026.

Segundo o Ministério Público, a denúncia foi apresentada pela vereadora Marcella de Andrade Ribeiro de Souza, que apontou possível retenção indevida de valores descontados de servidores municipais a título de empréstimos consignados.

De acordo com a denúncia, embora os descontos tenham sido realizados diretamente na folha de pagamento dos funcionários públicos, os valores não teriam sido transferidos ao Banco do Brasil, instituição responsável pelos contratos de empréstimos.

O caso pode configurar atos de improbidade administrativa e possível dano ao patrimônio público, além de prejuízos financeiros aos próprios servidores municipais, que podem ter ficado inadimplentes mesmo com os descontos realizados em seus salários.

A portaria também destaca que a ex-prefeita Marília Gonçalves de Oliveira foi notificada diversas vezes pelo Ministério Público para prestar esclarecimentos e apresentar documentos, mas permaneceu sem resposta, segundo o órgão ministerial.

Diante da gravidade das denúncias e da ausência de esclarecimentos, o Ministério Público decidiu converter a Notícia de Fato em Inquérito Civil para aprofundar as investigações.

Entre as medidas determinadas pelo MP estão pedidos de informações ao Banco do Brasil, à atual gestão municipal e a notificação do ex-secretário municipal de Finanças.

O procedimento investigatório terá prazo inicial de um ano, podendo ser prorrogado conforme o andamento das apurações.

28
maio

Direcionamento e superfaturamento em contratação milionária na gestão Dr Benjamin de Oliveira

Pelo Jornalista Domingos Costa
Prefeito e Açailândia, sob a gestão Dr Benjamin de Oliveira.

Prefeito e Açailândia, sob a gestão Dr Benjamin de Oliveira.

O Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo Stricto Sensu (PASS) para investigar possíveis irregularidades no Processo de Inexigibilidade de Licitação nº 20760/2025, realizado pela Prefeitura de Açailândia, sob a gestão Dr Benjamin de Oliveira.

A portaria foi publicada no Diário Eletrônico do MPMA no dia 22 de maio de 2026.

A investigação envolve a contratação da empresa VM dos Santos Júnior Consultoria e Planejamento Tributário Ltda. (VM Taxes), suspeita de ter sido beneficiada em um processo com indícios de direcionamento, superfaturamento, subcontratação irregular e até descumprimento de decisão judicial.

Segundo o Ministério Público, a denúncia aponta possíveis falhas graves na contratação, incluindo ausência de comprovação de notória especialização da empresa contratada, utilização de atestados técnicos de terceiros e falta de estrutura compatível com os serviços previstos no contrato.

Outro ponto investigado é a suspeita de que os serviços tenham sido integralmente subcontratados para outra empresa, o que pode contrariar as regras da inexigibilidade de licitação.

A Promotoria também destacou possíveis irregularidades relacionadas à implantação de um novo sistema tributário municipal. De acordo com os autos, existem indícios de sobreposição contratual entre um sistema tributário anteriormente contratado por meio de licitação e a nova contratação feita sem concorrência pública.

O Ministério Público informou que o procedimento tem como objetivo acompanhar e fiscalizar a regularidade da contratação e os impactos da execução do novo sistema tributário utilizado pela Prefeitura de Açailândia.

Entre as medidas determinadas pelo MP estão:

– requisição de informações atualizadas ao município sobre a execução contratual;
– esclarecimentos sobre empresas terceirizadas envolvidas;
– verificação do cumprimento de decisão judicial relacionada ao caso;
– continuidade das diligências investigativas.

A portaria foi assinada pelo promotor de Justiça Denys Lima Rêgo, titular da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia, em 19 de maio de 2026.

O caso foi disponibilizado no Diário Eletrônico do Ministério Público em 21 de maio de 2026 e publicado oficialmente em 22 de maio de 2026.

28
maio

Movimentação milionária gera investigação contra a Contadora Marcella Cutrim por suspeita de desvio de recursos públicos

Pelo Jornalista Domingos Costa
Empresa investigada por movimentações milionárias entra na mira do MP  em Bom Jardim e São João do Carú

Empresa investigada por movimentações milionárias entra na mira do MP  em Bom Jardim e São João do Carú.

O Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para investigar possíveis atos de improbidade administrativa e ilícitos financeiros envolvendo contratos públicos firmados nos municípios de Bom Jardim e São João do Carú.

A investigação tem como alvo a empresa MARCELLA C P CORREA LTDA, conhecida como Mapi Assessoria e Consultoria Contábil, e sua sócia-administradora, Marcella Cutrim Pinheiro Correa.

A portaria foi assinada pelo promotor de Justiça Francisco de Assis Maciel Carvalho Junior, respondendo pela Promotoria de Bom Jardim, e publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público no dia 25 de maio de 2026.

Segundo o Ministério Público, a investigação começou após informações encaminhadas pelo Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) do MPMA, com base em análises do GAECO e em Relatórios de Inteligência Financeira do COAF.

De acordo com o parecer técnico citado na portaria, a empresa investigada movimentou cerca de R$ 5,5 milhões entre abril de 2019 e setembro de 2023, valor considerado incompatível com o faturamento anual declarado oficialmente. O relatório aponta ainda que a Prefeitura de Bom Jardim aparece como uma das principais responsáveis pelos depósitos feitos à empresa.

O Ministério Público também destacou suspeitas de envio de dinheiro para servidores públicos sem justificativa legal aparente, além da realização de saques em espécie que podem indicar tentativa de ocultar movimentações financeiras. As investigações ainda levantam suspeitas de desvio de recursos públicos, sonegação fiscal e possíveis fraudes envolvendo contratos administrativos.

Como parte das primeiras medidas, a Promotoria determinou levantamento completo de contratos, empenhos e pagamentos feitos pelas prefeituras de Bom Jardim e São João do Carú à empresa investigada entre os anos de 2019 e 2025.

Os prefeitos dos dois municípios também deverão encaminhar ao Ministério Público cópias integrais de processos licitatórios, contratos, notas fiscais, comprovantes de pagamento e documentos relacionados aos serviços prestados pela empresa.

Outra linha de investigação busca esclarecer se a empresária Marcella Cutrim Pinheiro Correa ocupa ou ocupou cargo público nas administrações municipais investigadas.

O procedimento seguirá em tramitação na Promotoria de Justiça de Bom Jardim para aprofundamento das investigações e eventual responsabilização dos envolvidos, caso as irregularidades sejam confirmadas.

28
maio

Empresa usou Atestado de Capacidade Técnica falso para ganhar contratos na prefeitura de Sucupira do Riachão

Pelo Jornalista Domingos Costa
MP investiga empresa suspeita de usar documento falso para fechar contratos com Prefeitura de Sucupira do Riachão

MP investiga empresa suspeita de usar documento falso para fechar contratos com Prefeitura de Sucupira do Riachão.

O Ministério Público do Maranhão instaurou um Inquérito Civil para investigar possíveis irregularidades em contratos firmados entre a Prefeitura de Sucupira do Riachão e a empresa J. Alves da Silva Pereira, alvo de suspeitas de utilização de documento falso em processos licitatórios, na gestão Walter Azevedo.

A investigação foi instaurada pelo promotor de Justiça Hélder Ferreira Bezerra e publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público no dia 25 de maio de 2026.

Segundo o MP, as denúncias apontam que a empresa teria apresentado um Atestado de Capacidade Técnica supostamente falso para participar de licitações e conseguir contratos de fornecimento de gêneros alimentícios junto ao município.

De acordo com a investigação preliminar, o documento teria sido emitido pela Prefeitura de Buriti Bravo no dia 10 de fevereiro de 2021. No entanto, a empresa investigada só teria sido oficialmente aberta na Receita Federal em 24 de fevereiro de 2021, ou seja, 14 dias depois da data do atestado apresentado nos certames.

O Ministério Público destacou que a situação levanta fortes indícios de fraude documental e possível direcionamento em processos licitatórios realizados durante a gestão do então prefeito Walter Azevedo.

As investigações apontam que a empresa celebrou pelo menos quatro contratos com a Prefeitura de Sucupira do Riachão utilizando a documentação considerada suspeita.

Na portaria, o MP afirma que a utilização de documento ideologicamente falso pode configurar violação aos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade e igualdade na administração pública, além de possíveis atos de improbidade administrativa e danos ao erário.

Como primeiras diligências, o Ministério Público determinou que a Prefeitura encaminhe cópia integral de todos os processos licitatórios, contratos, notas fiscais, pagamentos e comprovantes relacionados à empresa investigada.

A empresa J. Alves da Silva Pereira também foi notificada para apresentar defesa e explicar a divergência entre a data do atestado utilizado e a data oficial de abertura do CNPJ.

O caso seguirá sob investigação da Promotoria de Justiça para aprofundamento das apurações e eventual responsabilização dos envolvidos caso as irregularidades sejam confirmadas.

28
maio

Dos 18 deputados federais do Maranhão, Paulo Marinho Júnior foi o único a votar contra o fim da escala 6×1

Pelo Jornalista Domingos Costa
Paulo Marinho Júnior é aliado do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide.;

Paulo Marinho Júnior é aliado do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) a PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial.

O texto foi aprovado por 472 a 22 em primeiro turno e com 461 votos a favor e 19 contra em segundo
turno. A matéria agora será enviada para análise do Senado.

Pelo Maranhão, Paulo Marinho Júnior, que ocupa o cargo em substituição a Josimar Maranhãozinho, é o único deputado federal a contar contra o fim da escala de trabalho 6×1.

A proposta aprovada estabelece uma transição de 14 meses para a redução da jornada. Sessenta dias após a promulgação da PEC, a carga semanal cairá de 44 para 42 horas. Depois de 12 meses, haverá nova redução para 40 horas semanais.

Durante a tramitação, o PL apresentou destaque para tentar priorizar a votação da escala 4×3, mas a iniciativa acabou derrotada no plenário. Antes disso, seis dos sete destaques apresentados haviam sido retirados durante as negociações conduzidas pela Câmara.

Natural de Caxias, Paulo Marinho Júnior também foi o único de todo o Norteste a votar contra a proposta que beneficia milhões de trabalhadores de todo o Brasil.

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