Capacitação realizada em Miami integra a busca permanente do médico por aperfeiçoamento técnico e atualização científica
Dr. Alexandre Augusto Alves busca atualização internacional.
A busca por conhecimento e aperfeiçoamento profissional faz parte da trajetória do Dr. Alexandre Augusto Alves, que esteve em Miami, nos Estados Unidos, nos dias 29 e 30 de agosto, para participar de uma formação internacional na área de cirurgia abdominal.
O médico integrou o curso “Master in Safe Abdominoplasty with or without Liposuction”, uma capacitação voltada ao aprimoramento de conhecimentos em abdominoplastia e procedimentos de contorno corporal, com atenção a aspectos anatômicos, técnicas cirúrgicas e segurança.
Para o Dr. Alexandre, a experiência profissional precisa estar acompanhada de estudo e atualização permanente. “Experiência é fundamental, mas precisa caminhar sempre ao lado do estudo e da atualização científica”, destaca.
A participação em uma formação internacional representa mais uma etapa de sua educação continuada e a oportunidade de acompanhar discussões, conhecimentos e abordagens que fazem parte da evolução da cirurgia abdominal.
Em sua decisão, Mendonça determina a abertura imediata de procedimentos investigativos criminais e administrativo-disciplinares contra Rodrigues na Corregedoria da PF.
Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF.
Segundo o ministro, ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias, vinham sendo submetidos a um “monitoramento sistemático” por parte da inteligência policial que seria ilegal.
André Mendonça também pediu, na mesma decisão, o afastamento do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa.
O ministro solicitou a convocação de uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF para referendar a decisão ainda nesta terça-feira.
No despacho da última quinta-feira (03/09), Moraes usa relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) que, segundo ele, indicariam irregularidades como improbidade administrativa, abuso de autoridade e crimes de responsabilidade na condução do caso do Banco Master e do INSS (Institutos Nacional do Seguro Social).
Em sua decisão desta terça, Mendonça afirma que Andrei Rodrigues, como diretor da PF, encaminhou a Moraes ao menos seis “relatórios de inteligência” produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026.
Segundo o ministro, teria havido “superlativa gravidade e ilicitude na produção dos ‘relatórios de inteligência” publicizados pelo Ministro Alexandre de Moraes”.
O magistrado aponta ainda um monitoramento irregular por parte da inteligência policial “ao menos há mais de 30 dias”.
“Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação”, diz o magistrado no documento.
Mendonça chega a comparar o cenário vivido com o criado pelo escritor George Orwell em sua obra 1984, um romance que retrata uma sociedade sob controle totalitário absoluto, vigilância em massa e manipulação mental.
“De fato, é premente a adoção de medidas voltadas à efetiva salvaguarda das garantias institucionais asseguradas pela Constituição Federal em favor da magistratura, da advocacia-pública e das carreiras policiais, diante das graves e danosas consequências que a manutenção da produção desses “relatórios”, elaborados de forma reiterada e durante período alongado de tempo dentro da Polícia Federal, representam para o exercício regular de todas essas funções, essenciais à administração da justiça”, escreveu Mendonça na decisão.
Outro ponto considerado de extrema gravidade pelo ministro foi o vazamento de informações sigilosas decorrente da publicação dos relatórios da polícia.
O material continha detalhes sobre investigações em andamento e pendentes de decisão judicial envolvendo os políticos Antonio Rueda e ACM Neto.
Mendonça enfatizou que a divulgação prévia revelou as potenciais medidas cautelares aos alvos, “frustrando completamente a sua eficácia e prejudicando efetivamente as investigações”.
Segundo o magistrado, como diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues tinha “pleno conhecimento” sobre a produção e o teor dos relatórios e, por isso, deve ser afastado preventivamente do cargo.
O magistrado também determinou também a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a analisar a atuação funcional de magistrados, da advocacia pública ou da atividade de polícia judiciária.
Além de Mendonça, o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, também foi alvo de monitoramento e de “coleta dirigida” de informações, segundo a decisão de Mendonça.
Os relatórios elucubravam que a atuação de Messias em não recorrer de decisões judiciais nas operações “Sem Desconto” e “Compliance Zero” visava preservar “relação política com o relator”.
O documento da PF classificava a confiança daquela análise de cenário como “baixa”, mas justificava que o caso “autoriza monitoramento e coleta dirigida”.
– Críticas aos relatórios da PF
Em sua decisão, Mendonça também faz duras críticas ao conteúdo dos relatórios produzidos pela PF sobre sua atuação nas operações Compliance Zero (Banco Master) e Sem Desconto (INSS).
Segundo o ministro, os documentos continham o que qualificou como “escancarada realização de juízo correicional” sobre as decisões jurisdicionais do STF, sobre o mérito técnico da AGU e até mesmo sobre o trabalho investigativo de outros delegados e agentes da própria Polícia Federal.
Ele aponta ainda a fragilidade técnica dos relatórios como “autoevidente” e ressalta que os relatórios eram apócrifos, não tinham timbre, brasão, assinatura ou numeração, o que os tornava um “nada jurídico” que descumpria a Doutrina Nacional de Inteligência de Segurança Pública (DNISP).
Mendonça também rejeita a ideia presente nos documentos da PF de que suas decisões nas operações tenham tido motivação política ou pessoal.
O magistrado descreve como “surreal” e “abjeta” a acusação de que a sua conduta e do advogado-geral da União de não acatar solicitações da PF poderia ser explicada pelo fato de possuírem “matriz religiosa comum” e terem tido apoio de igrejas evangélicas em suas candidaturas ao STF.
“Tamanha é a surrealidade do ‘documento’, que avança inclusive em análises sobre juízo discricionário a ser exercido, de modo exclusivo e soberano, até mesmo pelo Presidente da República”, diz ainda Mendonça.
– As mensagens atribuídas a Vorcaro e Moraes
O caso veio à tona na última semana, depois que o ministro André Mendonça, relator do inquérito do Banco Master no STF, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reunia informações sobre as interações entre Vorcaro e Moraes.
Os diálogos mostram que o banqueiro cobrava atenção especial aos pagamentos do contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.
A partir da análise dos metadados do arquivo do contrato entre o escritório Barci de Moraes e o Master, as investigações apontaram que o documento foi editado pelo ministro do STF.
Em nota, o escritório Barci de Moraes confirmou que, diante da abrangência do pedido de contratação de serviços advocatícios feito pelo Banco Master, seu setor de compliance consultou Alexandre de Moraes sobre a eventual existência de impedimentos legais para a celebração do contrato.
As mensagens obtidas pela investigação também indicam que Vorcaro teria pedido a Moraes que interferisse em seu favor junto ao diretor da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de sua prisão pela operação Compliance Zero, o banqueiro teria perguntado a Moraes via mensagem de celular: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”
Com base no material, Mendonça pediu a Fachin que levasse ao plenário um pedido de investigação sobre a relação entre o ministro e o ex-controlador do banco, apontando possíveis irregularidades.
Já a Procuradoria-Geral da República (PGR), instada por Mendonça a se manifestar, pediu a nulidade da investigação da PF e criticou os procedimentos adotados pelo ministro.
– A escalada da crise entre os ministros
A tensão entre os dois ministros do STF escalou na quinta-feira (3/9), dois dias depois da manifestação de Mendonça.
Em despacho no âmbito do Inquérito das Fake News, do qual é relator, Moraes apresentou relatórios de inteligência da PF que, segundo ele, indicariam que Mendonça teria cometido, “em tese”, improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade, além de ter comprometido a “imparcialidade judicial” e favorecido “determinados grupos políticos” ao atuar como relator de casos envolvendo o escândalo do INSS e o Banco Master.
Entre as situações, o despacho acusa Mendonça de ter ordenado “diligência investigatória policial para a produção ilegal de provas contra o ministro Alexandre de Moraes”.
Diante disso, Fachin solicitou formalmente esclarecimentos a Moraes e Mendonça, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O presidente do STF deu prazo de cinco dias para que os envolvidos se manifestassem sobre a crise.
Quem está se programando para a Expoema 2026 acabou de ganhar um novo acesso: a Avenida Metropolitana já chegou à Avenida Guajajaras. A obra está na terceira etapa e faz parte de um corredor viário que vai ligar 50 bairros e beneficiar mais de 1 milhão de moradores da Grande Ilha.
Com quase 4 km entre o Parque Independência e a Avenida Guajajaras, o trecho está recebendo uma força-tarefa para melhorar o acesso à Expoema e criar uma alternativa importante para o trânsito da região, mesmo depois do evento.
A via é formada por diferentes etapas. A primeira sai da BR-135, do Funil até o bairro São Raimundo. A segunda parte sai do São Raimundo, passa pela Expoema e chega até a Uema. Essas duas primeiras fases já foram entregues.
A terceira etapa chega à Avenida Guajajaras, e a quarta e quinta etapas já foram iniciadas. A quarta vai da Uema até a Estrada de São José de Ribamar, chegando à Estrada da Maioba. Já a quinta parte vai do Viaduto Neiva Moreira até o Posto Maracajá, na Estrada de São José de Ribamar, fazendo a ligação com a Nova Litorânea.
Com a conclusão do projeto, a Metropolitana terá mais de 30 km de vias, formando um amplo corredor de mobilidade na Grande Ilha.
Prejuízo eleitoral para Lula em ter Camarão como candidato é gigantesco.
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com forte atuação no Palácio do Planalto estão sentido forte desconforto na candidatura de Felipe Camarão (PT) ao governo do Maranhão nestas eleições.
O entorno do Planalto entende que o desempenho pífio de Camarão que possui menos de dois dígitos em todas as pesquisas, somado a seu fraco poder de mobilização nas ruas, acabam afetando Lula. No Maranhão, o presidente da República caiu muito nos últimos levantamentos eleitorais realizados por diversos institutos.
Segundo relatos ouvidos pelo Blog do Domingos Costa de interlocutores que pediram reservas em relação às suas identidades, Lula está bastante magoado por ter sua presença “proibida” neste primeiro turno da campanha no Maranhão.
“O Presidente Lula sempre teve uma votação extraordinária no Maranhão, então, agora não pode ir em São Luís porque teve um pedido superior, e mesmo que fosse, o candidato do PT, o Camarão, não possui poder de mobilização para realizar um grande ato político. A preocupação da coordenação de campanha é que a perda no Maranhão acaba por afetar o resultado geral de Lula no Brasil, já que estamos falando de uma eleição muito apertada”.afirmou a fonte do Blog do DC em Brasília.
E o apoio de Lula a Camarão no Maranhão para o governo do Estado poderá resultar em um fato histórico: ao abrir das urnas, a depender do resultado, Felipe poderá ser o pior nome apoiado por Luiz Inácio em toda história das eleições maranhenses.
O deputado estadual Yglesio Moyses utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira (03) para esclarecer a circulação de um vídeo em que aparece desacordado. Segundo ele, as imagens foram gravadas em 2016, quando ainda não era parlamentar.
O vídeo, que mostra Yglesio em um momento de fragilidade, voltou a circular nas redes sociais. Em seu pronunciamento, o deputado apresentou uma conversa que, segundo ele, seria com o vice-governador Felipe Camarão, do PT, e afirmou que estaria sendo ameaçado pelo hoje candidato ao Governo do Maranhão após fazer declarações sobre ele na tribuna da Assembleia Legislativa.
“Esse vídeo já estava de posse de Felipe Camarão. Ele enviou para mim numa clara tentativa de me ameaçar”, afirmou.
Yglesio atribuiu os ataques pessoais ao fato de ser relator da CPI do ‘Felipix’ que investiga denúncias de possíveis irregularidades envolvendo a Vice-Governadoria e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), entre elas suspeitas de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. A comissão foi criada a partir de uma investigação do Ministério Público do Maranhão que reúne, entre outros elementos, relatórios de inteligência financeira do Coaf.
Segundo documentos que embasaram a investigação, foram identificadas movimentações financeiras consideradas atípicas que, somadas, chegam a cerca de R$ 39,5 milhões. Desse total, R$ 19,93 milhões são atribuídos a Felipe Camarão.
Desmatamento ocorreu na Fazenda Califórnia e resultou em multa de R$ 595 mil aplicada pelo Ibama; Ministério Público busca responsabilização e reparação do dano ambiental
Imagem ilustrativa.
O Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para apurar a responsabilidade civil ambiental pela destruição de 118,45 hectares de floresta nativa do bioma Amazônico na Fazenda Califórnia, imóvel parcialmente localizado nos municípios de São Pedro da Água Branca e Vila Nova dos Martírios.
A investigação tem como base uma autuação realizada pelo Ibama em 9 de julho de 2024, contra Giselle Cristina Gonçalves Oliveira. Segundo o documento do MPMA, o órgão ambiental identificou a destruição da vegetação nativa sem autorização ou licença da autoridade ambiental competente.
Pela infração, o Ibama aplicou multa administrativa de R$ 595 mil e determinou o embargo da área.
De acordo com o Ministério Público, o desmatamento foi identificado por meio de análise multitemporal de imagens de satélite Sentinel-2, considerando imagens do período entre julho de 2019 e outubro de 2023. O relatório de fiscalização do Ibama classificou a conduta como intencional, com potencial de consequências para o meio ambiente e para a saúde pública.
O MPMA destaca que a extensão da área destruída afasta qualquer possibilidade de considerar o caso de pequena relevância e afirma que ainda é necessário aprofundar a apuração sobre a extensão exata do dano, a situação atual da propriedade, a capacidade econômica da responsável e quais medidas poderão ser adotadas para a recuperação da área.
Além da esfera administrativa, o Ministério Público pretende avaliar medidas nas esferas civil e criminal, buscando a reparação integral do dano ambiental e a responsabilização dos envolvidos, conforme os elementos que forem identificados durante a investigação.
A apuração tramita por meio da Notícia de Fato nº 005286-509/2024, que foi convertida na Portaria nº 19/2026-PJSPB, publicada no Diário Eletrônico do MPMA em 4 de setembro de 2026.
O procedimento foi instaurado pelo promotor de Justiça Thiago Cândido Ribeiro, que responde pela Promotoria de Justiça da Comarca de São Pedro da Água Branca.
O Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar e fiscalizar a regularização do quadro de pessoal da Câmara Municipal de Carolina. A medida teve origem em uma Notícia de Fato que apontou a existência de apenas quatro servidores concursados diante de nove vínculos comissionados ou temporários.
Segundo o MPMA, a Câmara Municipal já havia manifestado interesse na realização de concurso público. No entanto, proposta apresentada anteriormente para viabilizar o certame foi rejeitada pela maioria dos vereadores.
A Recomendação nº 3/2026-PJCAR, expedida pelo Ministério Público, determinou a elaboração de estudo técnico, a realização de concurso para os cargos efetivos e a criação de um cronograma para a substituição gradual dos vínculos considerados precários.
Embora a Câmara tenha apresentado um Plano de Transição Administrativa e Regularização Funcional, o Ministério Público apontou que não foi apresentado cronograma vinculante com data certa para publicação do edital. Por esse motivo, foi determinada a elaboração de minuta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
O procedimento instaurado pelo MPMA terá como foco acompanhar a realização do concurso público, a redução gradual dos vínculos comissionados e temporários incompatíveis com funções permanentes e o cumprimento das medidas que venham a ser pactuadas.
O cronograma apresentado pela Câmara prevê convocação, nomeação e posse dos aprovados entre fevereiro e maio de 2027.
A portaria foi assinada pelo promotor de Justiça Marco Túlio Rodrigues Lopes, titular da Promotoria de Justiça da Comarca de Carolina.
A Portaria nº 32/2026-PJCAR foi disponibilizada em 3 de setembro de 2026 e publicada em 4 de setembro de 2026, na Edição nº 172/2026 do Diário Eletrônico do Ministério Público do Estado do Maranhão.
A senhora Ana Paula Teles utilizou as redes sociais nesta quarta-feira (02) para denunciar a loja Imperador Motors, localizada no bairro do Angelim, em São Luís.
Ana Paula conta que há cerca de quatro meses comprou uma moto no estabelecimento, mas em menos de um mês o veículo começou a apresentar defeitos constantes. Durante o período de garantia, a moto precisou retornar à assistência técnica da loja por seis vezes para a realização de reparos.
Diante da situação, ela alega que procurou a empresa na tentativa de negociar a troca do veículo por outro em condições adequadas de uso. No entanto, segundo Ana Paula, o responsável recusou o acordo e tentou estipular um valor muito abaixo do esperado, alegando falsamente que ela estaria interessada apenas em vender a moto.
Além disso, ela aponta que, em diversas ocasiões em que a moto apresentou falhas, o proprietário do estabelecimento “Fabio Imperador”, se recusava a prestar atendimento, abandonando o local sem dar explicações.
A compradora decidiu levar o veículo a uma concessionária autorizada para avaliações técnicas detalhadas. Os laudos e notas de serviço comprovaram que a moto estava totalmente comprometida estruturalmente com uma série de problemas graves.
A cliente transformou o desabafo em um alerta público. Ela aconselha outros consumidores a redobrarem a atenção, recomendando que realizem vistorias mecânicas rigorosas e independentes antes de fechar qualquer compra de veículos com a loja Imperador Motors para evitar que outras pessoas passem pelos mesmos prejuízos financeiros e emocionais.
Procurado pelo Blog do Domingos Costa o empresário afirmou que irá emitir posicionamento a respeito do caso nas próximas horas.
O lançamento foi realizado na Academia Maranhense de Letras, em São Luís.
O escritor, advogado e secretário-geral da OAB Maranhão, Daniel Blume, lançou, na noite da última quarta-feira (27), a edição bilíngue de Resposta ao Terno (An Answer to the Suit). O lançamento foi realizado na Academia Maranhense de Letras, em São Luís, e reuniu representantes da literatura, da advocacia, da cultura, familiares, amigos e admiradores da obra do autor.
Publicada pela Resistência Cultural Editora, a obra, vencedora do Prêmio Moacyr Félix, da União Brasileira de Escritores, em 2018, ganhou uma nova edição em português e inglês, ampliando seu alcance e reforçando a força da poesia produzida no Maranhão.
A nova edição contou com tradução de Marco Alexandre de Oliveira, que também assinou o texto de apresentação sobre os desafios e as escolhas envolvidos no processo de transposição para o inglês da brasilidade, do humor, do lirismo e da crítica social presentes na obra.
Durante o lançamento, Daniel Blume destacou a importância da edição bilíngue e o desafio de preservar a identidade maranhense dos poemas ao mesmo tempo em que a obra passa a dialogar com leitores de outros países.
A publicação da edição bilíngue representa, ainda, mais uma etapa na trajetória de uma obra que já recebeu reconhecimento nacional e que agora amplia suas possibilidades de circulação e de diálogo com diferentes públicos.
– Trajetória na literatura e no Direito
Nascido em São Luís, Daniel Blume é escritor, advogado e membro do PEN Clube do Brasil. Ocupa a Cadeira nº 15 da Academia Maranhense de Letras e possui uma trajetória consolidada tanto na literatura quanto no Direito.
Na poesia, publicou Inicial (2009), Penal (2015), Resposta ao Terno (2018), Delações (2020) e Cartas ao Neto: versos maquiavélicos (2024). Suas obras já foram traduzidas para espanhol, francês, italiano e inglês.
No campo jurídico, Blume atua como Procurador do Estado do Maranhão. Também integrou o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão como juiz e representou a OAB no Conselho Nacional de Justiça. Atualmente, exerce o cargo de secretário-geral da OAB Maranhão.
O lançamento da edição bilíngue de Resposta ao Terno reafirmou a presença de Daniel Blume no cenário literário maranhense e marcou um novo momento para a obra, que passou a alcançar também leitores de língua inglesa.
O Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para investigar e acompanhar possíveis falhas graves na área da saúde pública de Aldeias Altas, especialmente relacionadas à investigação de mortes maternas, infantis e fetais no município.
A medida foi adotada após uma avaliação da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES/MA) apontar um cenário considerado grave na Vigilância do Óbito do município, com investigações realizadas fora dos prazos previstos e atrasos que chegaram a centenas de dias.
De acordo com o documento que deu origem ao procedimento, foram identificados atrasos expressivos na apuração de óbitos infantis, com registros de 261 e 323 dias de demora. Também foram apontados problemas na investigação de mortes fetais, sendo que apenas dois casos foram encerrados dentro do prazo, enquanto outros apresentaram atrasos que variaram entre 14 e 400 dias.
A situação também atingiu as investigações de mortes de Mulheres em Idade Fértil (MIF), que apresentaram atrasos entre 16 e 385 dias, segundo as informações encaminhadas pela Secretaria de Estado da Saúde ao Ministério Público. Além dos atrasos, a avaliação apontou fragilidades na estrutura da Vigilância do Óbito em Aldeias Altas.
Entre os problemas identificados estão a insuficiência de profissionais responsáveis pelas investigações, apurações domiciliares realizadas fora do prazo ou de forma incompleta e registros de óbitos fetais com causa não especificada, classificados pelo código P95.
Para o Ministério Público, essas falhas podem comprometer a identificação das causas e das circunstâncias que levaram às mortes, dificultando a adoção de medidas para prevenir novos casos e reduzir a mortalidade materna, infantil e fetal no município.
O procedimento foi instaurado pelo promotor de Justiça Rodrigo de Vasconcelos Ferro, titular da 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Caxias, e tem como objetivo fiscalizar a implementação das políticas públicas de saúde materna, infantil e fetal em Aldeias Altas, dentro das diretrizes da Rede Alyne.
A Secretaria Municipal de Saúde de Aldeias Altas deverá apresentar ao Ministério Público um Plano de Ação para Regularização das Investigações de Óbito, contendo informações sobre todos os casos ainda pendentes, as medidas que serão adotadas para eliminar o passivo e um cronograma para a conclusão das investigações.
O MP também requisitou informações sobre a quantidade de profissionais que atuam na Vigilância do Óbito, os vínculos e a carga horária dos servidores, possíveis vagas existentes e as providências que estão sendo adotadas para garantir uma equipe suficiente para atender à demanda.
Outro ponto que será acompanhado é a situação dos óbitos fetais registrados com causa não especificada. A Secretaria Municipal de Saúde deverá informar quais medidas foram tomadas para melhorar as investigações, incluindo apurações hospitalares, ambulatoriais e domiciliares e, quando necessário, a revisão das causas das mortes.
O Ministério Público ainda determinou que o município comprove o funcionamento do Comitê ou Comissão Municipal de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal, apresentando documentos sobre sua composição, reuniões realizadas nos últimos 12 meses e o cronograma de novos encontros.
A Prefeitura também deverá informar como funciona a comunicação e o fluxo de atendimento entre a Atenção Primária à Saúde, a Vigilância Epidemiológica, hospitais e os demais serviços envolvidos na investigação e prevenção das mortes.
Com a abertura do Procedimento Administrativo nº 057/2026 – 5ª PJCX, o Ministério Público passará a acompanhar diretamente as providências adotadas pelo município. O procedimento terá inicialmente prazo de um ano e poderá ser prorrogado.
A investigação foi formalizada em publicação do Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão de 2 de setembro de 2026.