A senhora Ana Paula Teles utilizou as redes sociais nesta quarta-feira (02) para denunciar a loja Imperador Motors, localizada no bairro do Angelim, em São Luís.
Ana Paula conta que há cerca de quatro meses comprou uma moto no estabelecimento, mas em menos de um mês o veículo começou a apresentar defeitos constantes. Durante o período de garantia, a moto precisou retornar à assistência técnica da loja por seis vezes para a realização de reparos.
Diante da situação, ela alega que procurou a empresa na tentativa de negociar a troca do veículo por outro em condições adequadas de uso. No entanto, segundo Ana Paula, o responsável recusou o acordo e tentou estipular um valor muito abaixo do esperado, alegando falsamente que ela estaria interessada apenas em vender a moto.
Além disso, ela aponta que, em diversas ocasiões em que a moto apresentou falhas, o proprietário do estabelecimento “Fabio Imperador”, se recusava a prestar atendimento, abandonando o local sem dar explicações.
A compradora decidiu levar o veículo a uma concessionária autorizada para avaliações técnicas detalhadas. Os laudos e notas de serviço comprovaram que a moto estava totalmente comprometida estruturalmente com uma série de problemas graves.
A cliente transformou o desabafo em um alerta público. Ela aconselha outros consumidores a redobrarem a atenção, recomendando que realizem vistorias mecânicas rigorosas e independentes antes de fechar qualquer compra de veículos com a loja Imperador Motors para evitar que outras pessoas passem pelos mesmos prejuízos financeiros e emocionais.
Procurado pelo Blog do Domingos Costa o empresário afirmou que irá emitir posicionamento a respeito do caso nas próximas horas.
O lançamento foi realizado na Academia Maranhense de Letras, em São Luís.
O escritor, advogado e secretário-geral da OAB Maranhão, Daniel Blume, lançou, na noite da última quarta-feira (27), a edição bilíngue de Resposta ao Terno (An Answer to the Suit). O lançamento foi realizado na Academia Maranhense de Letras, em São Luís, e reuniu representantes da literatura, da advocacia, da cultura, familiares, amigos e admiradores da obra do autor.
Publicada pela Resistência Cultural Editora, a obra, vencedora do Prêmio Moacyr Félix, da União Brasileira de Escritores, em 2018, ganhou uma nova edição em português e inglês, ampliando seu alcance e reforçando a força da poesia produzida no Maranhão.
A nova edição contou com tradução de Marco Alexandre de Oliveira, que também assinou o texto de apresentação sobre os desafios e as escolhas envolvidos no processo de transposição para o inglês da brasilidade, do humor, do lirismo e da crítica social presentes na obra.
Durante o lançamento, Daniel Blume destacou a importância da edição bilíngue e o desafio de preservar a identidade maranhense dos poemas ao mesmo tempo em que a obra passa a dialogar com leitores de outros países.
A publicação da edição bilíngue representa, ainda, mais uma etapa na trajetória de uma obra que já recebeu reconhecimento nacional e que agora amplia suas possibilidades de circulação e de diálogo com diferentes públicos.
– Trajetória na literatura e no Direito
Nascido em São Luís, Daniel Blume é escritor, advogado e membro do PEN Clube do Brasil. Ocupa a Cadeira nº 15 da Academia Maranhense de Letras e possui uma trajetória consolidada tanto na literatura quanto no Direito.
Na poesia, publicou Inicial (2009), Penal (2015), Resposta ao Terno (2018), Delações (2020) e Cartas ao Neto: versos maquiavélicos (2024). Suas obras já foram traduzidas para espanhol, francês, italiano e inglês.
No campo jurídico, Blume atua como Procurador do Estado do Maranhão. Também integrou o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão como juiz e representou a OAB no Conselho Nacional de Justiça. Atualmente, exerce o cargo de secretário-geral da OAB Maranhão.
O lançamento da edição bilíngue de Resposta ao Terno reafirmou a presença de Daniel Blume no cenário literário maranhense e marcou um novo momento para a obra, que passou a alcançar também leitores de língua inglesa.
O Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para investigar e acompanhar possíveis falhas graves na área da saúde pública de Aldeias Altas, especialmente relacionadas à investigação de mortes maternas, infantis e fetais no município.
A medida foi adotada após uma avaliação da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES/MA) apontar um cenário considerado grave na Vigilância do Óbito do município, com investigações realizadas fora dos prazos previstos e atrasos que chegaram a centenas de dias.
De acordo com o documento que deu origem ao procedimento, foram identificados atrasos expressivos na apuração de óbitos infantis, com registros de 261 e 323 dias de demora. Também foram apontados problemas na investigação de mortes fetais, sendo que apenas dois casos foram encerrados dentro do prazo, enquanto outros apresentaram atrasos que variaram entre 14 e 400 dias.
A situação também atingiu as investigações de mortes de Mulheres em Idade Fértil (MIF), que apresentaram atrasos entre 16 e 385 dias, segundo as informações encaminhadas pela Secretaria de Estado da Saúde ao Ministério Público. Além dos atrasos, a avaliação apontou fragilidades na estrutura da Vigilância do Óbito em Aldeias Altas.
Entre os problemas identificados estão a insuficiência de profissionais responsáveis pelas investigações, apurações domiciliares realizadas fora do prazo ou de forma incompleta e registros de óbitos fetais com causa não especificada, classificados pelo código P95.
Para o Ministério Público, essas falhas podem comprometer a identificação das causas e das circunstâncias que levaram às mortes, dificultando a adoção de medidas para prevenir novos casos e reduzir a mortalidade materna, infantil e fetal no município.
O procedimento foi instaurado pelo promotor de Justiça Rodrigo de Vasconcelos Ferro, titular da 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Caxias, e tem como objetivo fiscalizar a implementação das políticas públicas de saúde materna, infantil e fetal em Aldeias Altas, dentro das diretrizes da Rede Alyne.
A Secretaria Municipal de Saúde de Aldeias Altas deverá apresentar ao Ministério Público um Plano de Ação para Regularização das Investigações de Óbito, contendo informações sobre todos os casos ainda pendentes, as medidas que serão adotadas para eliminar o passivo e um cronograma para a conclusão das investigações.
O MP também requisitou informações sobre a quantidade de profissionais que atuam na Vigilância do Óbito, os vínculos e a carga horária dos servidores, possíveis vagas existentes e as providências que estão sendo adotadas para garantir uma equipe suficiente para atender à demanda.
Outro ponto que será acompanhado é a situação dos óbitos fetais registrados com causa não especificada. A Secretaria Municipal de Saúde deverá informar quais medidas foram tomadas para melhorar as investigações, incluindo apurações hospitalares, ambulatoriais e domiciliares e, quando necessário, a revisão das causas das mortes.
O Ministério Público ainda determinou que o município comprove o funcionamento do Comitê ou Comissão Municipal de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal, apresentando documentos sobre sua composição, reuniões realizadas nos últimos 12 meses e o cronograma de novos encontros.
A Prefeitura também deverá informar como funciona a comunicação e o fluxo de atendimento entre a Atenção Primária à Saúde, a Vigilância Epidemiológica, hospitais e os demais serviços envolvidos na investigação e prevenção das mortes.
Com a abertura do Procedimento Administrativo nº 057/2026 – 5ª PJCX, o Ministério Público passará a acompanhar diretamente as providências adotadas pelo município. O procedimento terá inicialmente prazo de um ano e poderá ser prorrogado.
A investigação foi formalizada em publicação do Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão de 2 de setembro de 2026.
À esquerda, o atual prefeito de Lago dos Rodrigues, Raimundo Alves Carvalho (conhecido como Didi Moita) e à direita o ex-prefeito Valdemar Sousa Araújo (conhecido como Valdemar da Serraria)
O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) analisa uma representação que aponta irregularidades na contratação direta de empresas para o fornecimento de combustíveis destinados à frota da Prefeitura de Lago dos Rodrigues.
A representação envolve o atual prefeito, Raimundo Alves Carvalho, o ex-prefeito Valdemar Sousa Araújo e a secretária municipal de Administração, Paola Paglicia Paulino Nunes. O caso está relacionado à Dispensa de Licitação nº 001/2025, por meio da qual as empresas GEANE S. BEZERRA e POSTO ELLISON LTDA – ME foram contratadas diretamente para fornecer combustíveis ao município.
Após a fase inicial de apuração, o Tribunal de Contas determinou a citação da secretária Paola Paglicia Paulino Nunes para que apresentasse defesa sobre os fatos investigados. A citação foi recebida em 8 de julho de 2026, com prazo inicial de 30 dias para manifestação.
Antes do fim do prazo, em 6 de agosto de 2026, a secretária solicitou mais tempo para apresentar sua defesa. O pedido foi aceito pelo relator do caso, conselheiro Marcelo Tavares Silva, que concedeu uma prorrogação de mais 30 dias.
O despacho foi assinado eletronicamente pelo conselheiro em 28 de agosto de 2026 e publicado no Diário Oficial Eletrônico do TCE-MA em 31 de agosto de 2026.
Com a prorrogação, a responsável terá um novo prazo para apresentar sua versão e documentos ao Tribunal de Contas. A representação, no entanto, continua em tramitação e apura as denúncias relacionadas à contratação das empresas para o abastecimento da frota municipal.
O processo ainda está em fase de análise, e as supostas irregularidades precisam ser apuradas pelo Tribunal de Contas, garantindo o direito de defesa dos envolvidos antes de qualquer conclusão definitiva.
Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA).
O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) decidiu tornar sem efeito uma decisão que havia reconhecido a prescrição intercorrente e encerrado o processo que trata da prestação de contas dos gestores do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de Matinha, referente ao exercício de 2012.
O processo tem como responsável Emanoel Rodrigues Travassos e voltou a tramitar depois que o próprio Tribunal identificou que a decisão que reconheceu a prescrição não deveria ter sido aplicada ao caso.
A situação chama atenção pela sequência de decisões envolvendo um processo que trata da prestação de contas de recursos destinados à educação pública.
De acordo com a decisão do TCE-MA, o processo já havia sido apreciado pela 1ª Câmara do Tribunal durante sessão realizada em 3 de dezembro de 2024. Após o julgamento, os autos foram encaminhados para a elaboração e assinatura do voto, sendo inclusive numerada a Decisão CP-TCE/MA nº 4316/2024.
No entanto, enquanto essa decisão ainda aguardava publicação, foi proferida, em 13 de maio de 2025, uma decisão monocrática reconhecendo a chamada prescrição intercorrente no processo. A decisão foi publicada no mesmo dia e chegou a ter o trânsito em julgado registrado em 29 de maio de 2025.
Na prática, a decisão de prescrição significava que o processo poderia ser encerrado sem o prosseguimento normal da análise das contas.
Porém, posteriormente, o TCE-MA constatou que o processo já havia sido deliberado pela 1ª Câmara antes da decisão monocrática que reconheceu a prescrição. O voto referente à sessão de dezembro de 2024 foi assinado em 29 de julho de 2025.
Diante dessa situação, o Tribunal concluiu que foi indevida a apreciação posterior do processo por meio de decisão monocrática de prescrição, uma vez que o caso já tinha sido submetido à análise da 1ª Câmara.
Com isso, o conselheiro João Jorge Jinkings Pavão, relator do processo, determinou que fosse tornada sem efeito a Decisão Monocrática pela Prescrição Intercorrente nº 08/2025/GCONS2/JJJP exclusivamente em relação ao Processo nº 3143/2013.
A decisão também anulou o trânsito em julgado que havia sido registrado no processo, determinando a reabertura da instrução processual e a continuidade da tramitação do caso.
Agora, o processo deverá seguir com a publicação da Decisão CP-TCE/MA nº 4316/2024 e a realização dos atos posteriores previstos na tramitação normal do Tribunal de Contas.
A decisão deverá ser publicada no Diário Oficial Eletrônico do TCE-MA para que produza os efeitos legais, incluindo a notificação dos responsáveis envolvidos no processo.
O caso evidencia uma mudança importante no andamento de um processo que trata da prestação de contas de recursos do Fundeb de Matinha referentes ao ano de 2012. Depois de uma decisão que reconheceu a prescrição e levou ao encerramento do processo, o próprio Tribunal de Contas voltou atrás, anulou a decisão anterior e determinou a retomada da análise do caso.
A decisão consta no Diário Oficial Eletrônico do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, edição nº 3083/2026, publicada em 31 de agosto de 2026.
Besaliel Freitas Albuquerque, prefeito de Mata Roma.
O Ministério Público do Maranhão instaurou um Inquérito Civil para investigar uma denúncia de irregularidade na aplicação dos recursos do FUNDEB pelo Município de Mata Roma, referentes ao exercício de 2025.
A investigação foi aberta após uma representação apresentada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mata Roma (SINPSEMA), que apontou possível descumprimento da regra que determina a aplicação de, no mínimo, 70% dos recursos anuais do FUNDEB na remuneração dos profissionais da educação básica que estão em efetivo exercício.
O procedimento foi convertido em Inquérito Civil pelo promotor de Justiça Rodrigo Alves Cantanhede, titular da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapadinha.
De acordo com os documentos apresentados pelo próprio Município, foram informados gastos de R$ 45.332.019,57 com a remuneração dos profissionais da educação. O valor corresponderia a 70,65% da base de cálculo de R$ 64.162.605,72, ficando R$ 418.195,57 acima do percentual mínimo exigido pela legislação.
No entanto, durante a análise da documentação, surgiram pontos que precisam ser esclarecidos. Entre eles está a inclusão de onze lançamentos identificados como “FOPAG – FUNDEB 30% – CONTRATADOS”, que juntos somam R$ 4.116.714,40.
O Ministério Público quer saber se esses valores poderiam, de fato, ter sido considerados para comprovar o cumprimento da obrigação legal de aplicar pelo menos 70% dos recursos do FUNDEB na remuneração dos profissionais da educação básica em efetivo exercício.
A investigação também vai analisar a situação das contratações temporárias realizadas pelo Município. A Câmara Municipal de Mata Roma informou que a contratação de pessoal por tempo determinado estaria baseada na Lei Municipal nº 271, de 6 de janeiro de 1997, sem alterações posteriores.
Com a instauração do Inquérito Civil, o Ministério Público determinou que o Município de Mata Roma apresente esclarecimentos documentados sobre os onze lançamentos que somam mais de R$ 4,1 milhões e explique a inclusão desses valores na prestação de contas relacionada ao cumprimento do percentual mínimo de 70% do FUNDEB.
O procedimento também prevê a análise da documentação por técnicos da Procuradoria-Geral de Justiça, que deverão verificar a regularidade dos dados contábeis apresentados pelo Município.
O sindicato que apresentou a denúncia também receberá cópias das informações encaminhadas pelos órgãos municipais para que possa se manifestar durante a investigação.
A instauração do Inquérito Civil não significa que irregularidades já tenham sido comprovadas. A investigação foi aberta justamente para esclarecer se os recursos do FUNDEB foram aplicados corretamente e se os valores apresentados pelo Município realmente podem ser considerados para o cumprimento da exigência legal.
O Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar e fiscalizar a situação das calçadas da Rua 13 de Maio, no bairro Laranjeiras, em Açailândia, após uma denúncia apontar que obras de drenagem realizadas pelo Município teriam deixado moradores e pedestres expostos a riscos.
A situação chegou ao conhecimento do Ministério Público por meio de uma denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria-Geral. Segundo as informações apuradas, o Município realizou obras públicas de drenagem na Rua 13 de Maio e, durante os serviços, calçadas teriam sido demolidas sem que fossem devidamente reconstruídas.
A denúncia aponta que a situação deixou os passeios públicos em condições precárias, criando obstáculos para a circulação de pedestres e aumentando o risco de acidentes, especialmente para idosos, pessoas com deficiência e moradores que precisam utilizar diariamente a via.
O caso foi formalizado por meio da Portaria nº 7/2026, assinada pelo promotor de Justiça Fábio Santos de Oliveira, titular da 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia. A portaria foi publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026, após disponibilização no dia 31 de agosto.
De acordo com o próprio Ministério Público, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Urbanismo informou anteriormente que havia programado o início da recuperação das calçadas danificadas até o dia 3 de agosto de 2026, no trecho da Rua 13 de Maio, esquina com a Rua Bahia. O prazo informado pela Prefeitura para a conclusão dos serviços era de 20 dias corridos.
Mesmo após o prazo estabelecido pelo próprio Município, o Ministério Público decidiu dar continuidade à fiscalização para verificar se as obras foram realmente concluídas e, principalmente, se as calçadas foram reconstruídas de forma adequada.
Agora, o caso será acompanhado oficialmente por meio de um Procedimento Administrativo. Técnicos do Ministério Público deverão realizar uma inspeção no local para verificar a situação atual da via.
Durante a fiscalização, serão feitos registros fotográficos, medições básicas e também poderão ser colhidos depoimentos de pessoas que passam pelo local.
A inspeção deverá verificar se as calçadas foram efetivamente reconstruídas, se os passeios estão livres de obstáculos e se os riscos apontados na denúncia foram realmente resolvidos.
O Ministério Público do Maranhão instaurou um Inquérito Civil para investigar a possível omissão do poder público na implantação de abrigos nas paradas de ônibus do bairro Itapera, na zona rural de São Luís. A apuração busca esclarecer a situação enfrentada diariamente por moradores que utilizam o transporte coletivo sem estrutura adequada de proteção contra sol, chuva e outras condições climáticas.
A investigação foi formalizada a partir de uma manifestação apresentada por moradores durante uma Escuta Social realizada no dia 15 de abril de 2026, na Associação de Moradores do bairro Itapera, localizada na Avenida Principal.
Segundo a portaria, a população relatou a necessidade de instalação de abrigos nos pontos de parada de ônibus. A ausência dessas estruturas, conforme o Ministério Público, pode expor diariamente os usuários do transporte coletivo às adversidades climáticas e comprometer condições básicas de segurança, conforto e acessibilidade.
O Inquérito Civil foi instaurado para apurar uma eventual omissão do Município de São Luís e da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) em relação à implantação dos abrigos nas paradas localizadas ao longo do bairro.
Como primeira medida, o Ministério Público determinou o envio de ofícios à Prefeitura de São Luís e à SMTT. Os órgãos terão 15 dias para informar quais providências já foram adotadas ou estão planejadas para a instalação dos abrigos.
A Prefeitura e a SMTT também deverão encaminhar, caso existam, documentos como cronograma de execução, estudos técnicos, projetos e outras informações relacionadas à implantação das estruturas.
A investigação tem origem na Notícia de Fato nº 016656-500/2026. Segundo o documento, o prazo inicial de apuração foi encerrado sem que fosse possível concluir o caso ou verificar se o poder público havia tomado as providências necessárias, o que levou o Ministério Público a aprofundar as investigações por meio de um Inquérito Civil.
A portaria foi assinada pelo promotor de Justiça Albert Lages Mendes no dia 28 de agosto de 2026 e publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público do Estado do Maranhão nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026, após disponibilização em 31 de agosto.
Com a abertura da investigação, o Ministério Público passa a cobrar oficialmente explicações sobre a falta de abrigos nas paradas de ônibus do Itapera e acompanhar quais medidas serão adotadas pela Prefeitura de São Luís e pela SMTT para resolver a situação denunciada pelos moradores.
Investigação apura indícios de atuação de grupo criminoso envolvido na interceptação de correspondências
Desvio de cartões bancários é alvo de operação da PF.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (2/9), a Operação Selo Corrompido, no âmbito de investigação que apura a atuação de grupo criminoso voltado ao desvio de cartões bancário com objetivo de obter vantagens indevidas mediante movimentação fraudulenta de contas bancárias de terceiros e benefícios previdenciários.
A ação cumpre cinco mandados de busca e apreensão no município de Bacabal/MA.
As investigações tiveram início a partir de comunicação formulada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT), que identificou indícios de desvios de correspondências contendo cartões bancários nas dependências da agência dos Correios, com possível participação de empregado da empresa pública.
Segundo os elementos reunidos até o momento, o esquema consistiria na interceptação de cartões bancários que possuíam saldo em conta. A apuração identificou, ainda, indícios de atuação entre investigados, incluindo tentativas de retirada de correspondências contendo cartões bancários e utilização de documentos falsos.
Médico mostra por que profissionais bem remunerados podem chegar ao auge da carreira sem patrimônio proporcional
Médico Alexandre Augusto Gomes Alves.
A medicina é uma profissão associada à alta qualificação técnica e, em muitos casos, à elevada capacidade de geração de renda. Mas ganhar bem não significa, necessariamente, construir patrimônio. Esse é um paradoxo que o médico Alexandre Augusto Gomes Alves identificou ao longo de 31 anos de carreira.
Com mais de duas décadas dedicadas à estética e ao contorno corporal, o médico acompanhou a trajetória de centenas de colegas e percebeu que profissionais tecnicamente bem-sucedidos muitas vezes encontravam dificuldades para transformar a renda do trabalho em patrimônio sólido e duradouro.
O cenário ganha dimensão diante do tamanho da categoria. O Brasil já soma cerca de 635 mil médicos ativos, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM). Para Gomes, entretanto, a educação financeira ainda não acompanha a formação técnica desses profissionais.
“Existe uma diferença fundamental entre ganhar muito dinheiro e construir riqueza. Uma renda elevada cria oportunidades, mas não garante independência financeira.”, afirma.
A aproximação do médico com as finanças começou pela administração do próprio patrimônio. O interesse evoluiu para uma formação acadêmica, com pós-graduação em Finanças, Internet e Banking pela PUCRS.
A experiência profissional entre Brasil e Estados Unidos também ampliou sua visão sobre investimentos, moedas, sistemas tributários e diversificação patrimonial.
Para ele, a questão central está em entender que a carreira é responsável pela geração de renda, mas não deve ser a única fonte de segurança financeira.
“A carreira médica é o maior ativo do médico, mas o patrimônio é o que proporciona liberdade. A profissão gera renda; o patrimônio gera independência.”, diz.
Na avaliação do especialista, um dos principais problemas está na chamada inflação do estilo de vida. À medida que a renda cresce, despesas e padrão de consumo também aumentam.
Entre os erros mais comuns estão assumir compromissos financeiros sem planejamento de fluxo de caixa, concentrar patrimônio em poucos ativos, manter recursos excessivamente dependentes de uma única moeda e direcionar grande parte da renda para bens que sofrem rápida depreciação.
“Existe uma enorme diferença entre aparentar riqueza e efetivamente construir riqueza.”, afirma.
O problema pode se tornar mais evidente entre os 40 e 50 anos, quando alguns profissionais percebem que décadas de alta renda não resultaram em um patrimônio compatível com sua trajetória.
– A previdência também é um ponto de atenção
Em 2026, o teto do Regime Geral de Previdência Social está em R$ 8.475,55, segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para profissionais cuja renda supera esse limite, o planejamento previdenciário e patrimonial ganha ainda mais importância.
O médico defende que a construção de patrimônio seja tratada como uma obrigação financeira recorrente, e não como aquilo que sobra no fim do mês.
“Uma parcela da renda deve ser destinada sistematicamente à construção patrimonial antes de ser absorvida pelo aumento do padrão de vida.” explica.
O especialista também destaca a diferença entre investir e planejar. Enquanto o investimento está relacionado à alocação dos recursos, o planejamento envolve objetivos, gestão de riscos, eficiência tributária, proteção e sucessão.
“Assim como acompanhamos indicadores clínicos dos nossos pacientes, devemos acompanhar regularmente os indicadores financeiros do nosso patrimônio.”, diz.
A atuação entre Brasil e Estados Unidos também levou Gomes a defender a diversificação internacional como parte de uma estratégia patrimonial, sempre de acordo com o perfil e os objetivos de cada investidor.
Como exemplo de sua própria estratégia, e sem tratar a composição como recomendação, ele afirma manter cerca de 35% da carteira em renda fixa, 35% em ativos dolarizados, 20% em ações brasileiras e 10% em ativos alternativos.
O médico ressalta que a diversificação internacional exige atenção também às regras tributárias brasileiras, especialmente após as mudanças promovidas pela Lei n° 14.754/2023, que estabeleceu novas regras para aplicações financeiras no exterior.
Para Alexandre, o objetivo final do planejamento financeiro não é ostentação, mas liberdade de escolha. No caso dos médicos, isso pode significar trabalhar menos, dedicar mais tempo à família ou continuar exercendo a profissão por escolha, e não por necessidade.
“Patrimônio não nasce de um investimento extraordinário, mas da disciplina de investir de forma consistente durante muitos anos.”, conta.
Depois de três décadas na medicina, o especialista resume sua mudança de perspectiva:
“A medicina me ensinou a construir uma carreira. As finanças me ensinaram a proteger tudo aquilo que essa carreira foi capaz de construir.”, finaliza.
Dr. Alexandre Augusto Gomes Alves é médico formado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) há 31 anos, especialista em Cirurgia Geral (RQE), Mestre pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e PhD em Health Science pela Emil Brunner University, em Miami, Estados Unidos.
Possui formação complementar internacional em cirurgia plástica, com fellowships realizados em Milão, na Itália, e em Miami, nos Estados Unidos, além de pós-graduação em Cirurgia Plástica reconhecida pelo MEC.
Com mais de três décadas de atuação médica e mais de duas décadas dedicadas à estética e ao contorno corporal, atua entre Brasil e Estados Unidos, integrando experiência clínica, planejamento patrimonial, investimentos e educação financeira voltada aos médicos. É também pós-graduado em Finanças, Internet e Banking pela PUCRS.