Neste final de semana, o vereador Flamarion Amaral, do PV, sofreu um acidente em uma rodovia na região do Complexo Turístico Pedra Caída, localizado no sul do estado do Maranhão, município de Carolina.
Imagens gravadas por um morador, mostram o momento que o irmão do prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, já no meio do matagal, desce do carro – da cor cinza, após ter sofrido o acidente.
Nesse instante, diversos curiosos já estava no local e conseguiram reconhecer o parlamentar. Chama atenção que um outro carro, que parecer ser um Chevrolet Blazer, chega no local para dar suporte a Flamarion.
Pessoas que testemunharam o acidente alegam que uma “mulher misteriosa” estava acompanhando Flamarion Amaral no momento do acidente, e dão certeza que não era a esposa dele. A mulher de identicidade até agora não revelada, após o acidente, entrou no outro carro a pedido de Amaral.
Exumação do corpo de uma mulher indígena do povo Canela, na Aldeia Porquinhos, em Fernando Falcão/MA.
A Polícia Civil do Estado do Maranhão realizou, nesta terça-feira (08/09/2026), a exumação do corpo de uma mulher indígena do povo Canela, na Aldeia Porquinhos, em Fernando Falcão/MA. A medida integra o inquérito policial que apura as circunstâncias da morte da vítima e a possível ocorrência, em tese, dos crimes de estupro coletivo e feminicídio.
A diligência foi realizada por equipe da 15ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Barra do Corda, com participação da Perícia Oficial, por meio do Instituto Médico Legal (IML) de Imperatriz, e acompanhamento da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI).
Durante o procedimento, os peritos buscaram identificar e documentar possíveis lesões, fraturas, traumatismos e outros vestígios que possam contribuir para esclarecer a causa da morte, a dinâmica das agressões e eventual ocorrência de violência sexual. A Polícia Civil ressalta que a exumação, isoladamente, não permite antecipar conclusões, devendo os achados periciais ser analisados em conjunto com os demais elementos reunidos na investigação.
O inquérito já apresenta avanços. Até o momento, dois indígenas investigados permanecem presos temporariamente, enquanto novas diligências são realizadas para verificar a eventual participação de outras pessoas e esclarecer completamente as circunstâncias do crime.
A investigação também reforça a atuação da Polícia Civil na proteção da vida, da dignidade e dos direitos das mulheres indígenas, especialmente em casos envolvendo violência sexual e mortes violentas em territórios tradicionais.
As investigações são conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil de Fernando Falcão, no âmbito da 15ª Delegacia Regional de Barra do Corda, e seguem em andamento para a completa elucidação dos fatos.
Em um movimento de quase duas décadas, o Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA) deflagra greve sempre dias após o primeiro turno das eleições, e neste ano de 2026, não poderia ser diferente.
A pauta das paralizações sempre são as mesmas: reajuste salarial.
Este ano, no site da entidade um post justifica a greve. “Em Assembleia Geral realizada pelo SEEB-MA, bancários de instituições públicas e privadas rejeitaram as propostas dos bancos e decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (08/09) no Maranhão. A categoria reage ao fechamento de agências, à falta de funcionários, às demissões, à sobrecarga, ao adoecimento e à retirada dos guichês de caixa nas unidades. Esses ataques dos banqueiros também atingem os clientes e usuários, com mais filas, demora e dificuldades de atendimento.”
Diante da situação, ficam indagações: O Sindicato dos Bancários só consegue enxergar a pauta salarial perto do dia das eleições? Em todos os outros meses dos anos, a entidade deixa de existir? Qual a lógica do SEEB-MA visar unicamente as eleições?
Inquérito Civil apura irregularidades em pagamentos, notas fiscais e aquisição de camas hospitalares para o município
Rildo Amaral, prefeito de Imperatriz, na trend dos anos 80 publicada em suas redes sociais.
O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou Inquérito Civil Público para apurar possível desvio de recursos públicos no município de Imperatriz. A investigação teve origem em uma representação encaminhada pelo Juízo da 2ª Vara da Fazenda Pública de Imperatriz, que comunicou ao Ministério Público a existência de possíveis irregularidades e abusos em pagamentos realizados no processo judicial nº 0807280-10.2023.8.10.0040, conhecido como “Gabinete de Crise”.
A apuração está formalizada na Portaria nº 10/2026 – 6ªPJESPITZ, assinada digitalmente pelo promotor de Justiça Eduardo André de Aguiar Lopes, conforme consta no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão.
O documento foi disponibilizado em 4 de setembro de 2026 e publicado em 9 de setembro de 2026, na edição nº 173/2026, ISSN 2764-8060. No cabeçalho do ato consta ainda que Lindomar Luiz Della Libera, Promotor de Justiça, respondendo, assinou eletronicamente em 2 de setembro de 2026, às 8h48.
De acordo com a portaria, diligências realizadas pelo Ministério Público identificaram que teria ocorrido uma tentativa de pagamento, por duas vezes, da mesma nota fiscal apresentada no processo judicial.
Além disso, a investigação aponta uma possível omissão na entrega de bens descritos nas notas fiscais.
Outro ponto que chamou a atenção do Ministério Público foi a situação dos bens adquiridos pelo município. Segundo a portaria, foram identificados equipamentos que não foram devidamente tombados, além da existência de outros equipamentos com características semelhantes recebidos no Hospital Municipal de Imperatriz (HMI) sem a devida identificação.
Para o Ministério Público, essa situação dificulta o controle e a confirmação dos bens adquiridos por meio de compras diretas.
Entre as providências determinadas está a cobrança de esclarecimentos à Secretaria Municipal de Saúde sobre a ausência de tombamento de camas adquiridas pelo Município de Imperatriz/HMI nos anos de 2025 e 2026.
O secretário municipal de Saúde deverá apresentar, no prazo de 10 dias, informações sobre a ausência de tombamento e encaminhar cópias de contratos, termos de doação e notas fiscais relacionados à aquisição de camas tipo Fawler pelo município, Fundo Municipal de Saúde ou Hospital Municipal de Imperatriz – Socorrão.
O Ministério Público também determinou que a Secretaria de Estado da Fazenda encaminhe informações fiscais referentes à aquisição desses equipamentos no período de 2025 e 2026.
A portaria registra que as condutas investigadas podem configurar, em tese, atos de improbidade administrativa, previstos no artigo 10, incisos I e VIII, da Lei de Improbidade Administrativa, sem prejuízo de outras irregularidades que eventualmente sejam identificadas durante a investigação.
O Ministério Público determinou ainda o encaminhamento de cópia integral do procedimento ao Procurador-Geral do Município de Imperatriz, para ciência.
A abertura do Inquérito Civil permitirá ao MPMA aprofundar a análise dos pagamentos, documentos fiscais, aquisição e entrega dos equipamentos, além de verificar a correta identificação e incorporação dos bens ao patrimônio público.
A investigação ainda está em curso e deverá reunir documentos e informações dos órgãos envolvidos antes de qualquer conclusão sobre eventual responsabilidade administrativa, civil ou por dano ao erário.
Ao lado de Orleans Brandão e Edivaldo Holanda Junior, governador passou pelo Coroadinho, Litorânea, Ilhinha, São Francisco, Centro Histórico e encerrou agenda com manifestações religiosas
Ao lado de Orleans e Edivaldo, Brandão percorre bairros e pontos históricos de São Luís.
O governador Carlos Brandão cumpriu, nesta terça-feira (8), uma extensa agenda em São Luís durante as comemorações pelos 414 anos da capital. Ao longo do dia, percorreu bairros e pontos tradicionais da cidade, participou de caminhadas, carreatas e motocada, visitou o Mercado do Coroadinho e o Mercado das Tulhas e acompanhou manifestações religiosas, ao lado de Orleans Brandão e Edivaldo Holanda Junior.
A programação começou pela manhã no Mercado do Coroadinho, onde Brandão tomou café e conversou com comerciantes e moradores. Durante a passagem pelo bairro, o governador relembrou ações realizadas na região, entre elas a entrega recente das praças Burro Brabo e Mestre Felipe, além do Restaurante Popular, pavimentação de vias urbanas, reforma de escola e intervenções na delegacia.
Ao lado de Edivaldo Holanda Junior e Orleans Brandão, o governador destacou a continuidade das ações na capital.
“Eu e Edivaldo fizemos muito, mas Orleans vai fazer muito mais”, afirmou o governador durante a passagem pelo Coroadinho.
A agenda seguiu para a Avenida Litorânea, onde Brandão participou de caminhada e destacou as intervenções em andamento na orla. Na sequência, o grupo seguiu em carreata da Litorânea até a Ilhinha e, depois, participou de caminhada no São Francisco.
Durante a movimentação no São Francisco, Orleans Brandão fez uma defesa do legado de obras e ações realizadas nos últimos anos em São Luís, citando intervenções como a Avenida Litorânea, a Avenida Metropolitana, o Hospital da Ilha, a ampliação dos Restaurantes Populares e programas sociais estaduais.
“E a gente tem andado de cabeça erguida em todo o estado do Maranhão e também dentro de São Luís, falando de um legado e de um trabalho”, afirmou Orleans.
– Centro Histórico, tradição e identidade ludovicense
A programação seguiu para o Centro Histórico, onde Brandão participou de uma motocada pela Praia Grande. Em seguida, almoçou no Mercado das Tulhas, um dos espaços mais tradicionais da região, conhecido pela presença da cultura, da gastronomia e do comércio local.
A agenda no Centro Histórico reforçou o caráter simbólico das comemorações pelos 414 anos de São Luís, unindo presença popular, patrimônio e referências da identidade cultural da capital.
No fim da tarde, Brandão recebeu, em frente ao Palácio dos Leões, a Procissão dos Orixás, manifestação tradicional que integra as celebrações do aniversário da cidade e reúne comunidades de terreiro, representantes de religiões de matriz africana e outros grupos culturais.
Realizada há mais de seis décadas, a Procissão dos Orixás é uma das manifestações públicas mais tradicionais das religiões de matriz africana em São Luís e simboliza fé, ancestralidade, resistência cultural e respeito à diversidade religiosa.
Fé e encerramento da programação
Depois da Procissão dos Orixás, Brandão participou de uma grande carreata com saída do Vinhais e destino à Praça dos Pescadores, na Avenida Litorânea.
A programação foi encerrada com um momento de oração ao lado de pastores de São Luís, na Praça dos Pescadores.
Ao longo de todo o dia, a agenda combinou atividades populares, manifestações culturais e religiosas e passagem por diferentes regiões da capital, com destaque para ações e obras realizadas nos últimos anos em São Luís.
Durante as agendas, Brandão reforçou o discurso de continuidade dos investimentos e destacou a presença do Governo do Estado em áreas como mobilidade, infraestrutura urbana, saúde, segurança, assistência social e lazer.
A mobilização reuniu motociclistas, apoiadores e lideranças locais em um percurso pelas principais ruas da cidade.
Capinzal do Norte viveu um domingo de intensa mobilização política e participação popular, com a realização da Grande Motocada do deputado estadual Davi Brandão. O ato aconteceu no dia 6 de setembro e reuniu motociclistas, apoiadores e lideranças locais em um percurso pelas principais ruas da cidade.
A mobilização contou com a participação da liderança Kleiton Mororó, que acompanhou Davi Brandão durante a programação. A presença do grupo levou movimento às ruas e marcou mais um momento de aproximação do parlamentar com a população do município.
O encontro também evidenciou a articulação construída por Davi Brandão junto a lideranças de diferentes regiões do Maranhão. A participação expressiva de apoiadores reforçou a presença política do deputado e a força das alianças que vêm sendo estabelecidas ao longo de sua atuação.
Com clima de confraternização e demonstração de apoio, a Motocada transformou as ruas de Capinzal do Norte em cenário de uma grande mobilização, fortalecendo a parceria entre Davi Brandão e as lideranças que integram seu grupo político no município.
Apuração envolve suspeitas de fraude metrológica, irregularidades consumeristas e possíveis crimes contra as relações de consumo
Imagem ilustrativa.
O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar e fiscalizar as apurações relacionadas a graves irregularidades consumeristas e estruturais identificadas em três postos de combustíveis no município de Caxias (MA).
A instauração foi determinada pela 7ª Promotoria de Justiça de Caxias, sob responsabilidade da promotora de Justiça Cristiane Carvalho de Melo Monteiro, por meio da Portaria de Instauração nº 24/2026 – 7ª PJCAX, referente ao Procedimento Administrativo nº 020/2026 – 7ª PJCX, vinculado ao SIMP nº 056331-500/2025.
O ato foi assinado eletronicamente pela promotora em 3 de setembro de 2026, às 9h32, e consta no Diário Oficial do Ministério Público do Maranhão, com disponibilização em 4 de setembro de 2026 e publicação em 9 de setembro de 2026, na edição nº 173/2026, ISSN 2764-8060.
– Operação Verus
De acordo com a portaria, o procedimento teve origem em documentos encaminhados à Promotoria de Justiça após fiscalizações realizadas durante a Operação Verus, em 25 de novembro de 2025, em três estabelecimentos de Caxias:
1-Posto Mais TD Ltda.
2- Posto Hidrolândia Ltda. / Posto Mais Caxias
3- Auto Posto Baruc Ltda. / Rede Cacique
Entre as ocorrências apontadas pelo Ministério Público está uma grave irregularidade metrológica identificada no Posto Mais TD Ltda.
Segundo o documento, uma bomba medidora apresentava o chamado “pulse cortado”, mecanismo que, conforme descrito na portaria, permitiria a realização de calibração sem o rompimento do lacre do equipamento.
A irregularidade teria sido constatada em Demonstrativo de Inspeção do INMETRO datado de 26 de agosto de 2025.
A Promotoria considera que a conduta descrita pode configurar, em tese, crime contra as relações de consumo, previsto no artigo 7º, inciso IX, da Lei nº 8.137/90.
Diante disso, a 7ª Promotoria de Justiça informou ter requisitado a instauração de Inquérito Policial perante a Delegacia de Polícia de Caxias, por meio dos Ofícios nº 240/2026 e 241/2026.
O novo procedimento administrativo terá justamente a função de acompanhar o andamento das investigações policiais e administrativas, além de permitir que o Ministério Público adote outras providências consideradas necessárias.
A portaria também registra a possibilidade de adoção de medidas extrajudiciais e judiciais para a regularização das atividades e proteção dos consumidores.
Entre as providências que poderão ser avaliadas estão a expedição de requisições, recomendações, celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e, se necessário, o ajuizamento de Ação Civil Pública (ACP).
O objetivo definido pelo Ministério Público é acompanhar as apurações relacionadas às irregularidades identificadas na Operação Verus, buscando a regularização dos estabelecimentos, a proteção da ordem econômica e dos consumidores e a produção das provas necessárias para subsidiar as investigações.
O Procedimento Administrativo foi instaurado pelo prazo de um ano, sem prejuízo de eventual prorrogação, conforme as normas do Conselho Nacional do Ministério Público.
Capacitação realizada em Miami integra a busca permanente do médico por aperfeiçoamento técnico e atualização científica
Dr. Alexandre Augusto Alves busca atualização internacional.
A busca por conhecimento e aperfeiçoamento profissional faz parte da trajetória do Dr. Alexandre Augusto Alves, que esteve em Miami, nos Estados Unidos, nos dias 29 e 30 de agosto, para participar de uma formação internacional na área de cirurgia abdominal.
O médico integrou o curso “Master in Safe Abdominoplasty with or without Liposuction”, uma capacitação voltada ao aprimoramento de conhecimentos em abdominoplastia e procedimentos de contorno corporal, com atenção a aspectos anatômicos, técnicas cirúrgicas e segurança.
Para o Dr. Alexandre, a experiência profissional precisa estar acompanhada de estudo e atualização permanente. “Experiência é fundamental, mas precisa caminhar sempre ao lado do estudo e da atualização científica”, destaca.
A participação em uma formação internacional representa mais uma etapa de sua educação continuada e a oportunidade de acompanhar discussões, conhecimentos e abordagens que fazem parte da evolução da cirurgia abdominal.
Em sua decisão, Mendonça determina a abertura imediata de procedimentos investigativos criminais e administrativo-disciplinares contra Rodrigues na Corregedoria da PF.
Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF.
Segundo o ministro, ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias, vinham sendo submetidos a um “monitoramento sistemático” por parte da inteligência policial que seria ilegal.
André Mendonça também pediu, na mesma decisão, o afastamento do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa.
O ministro solicitou a convocação de uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF para referendar a decisão ainda nesta terça-feira.
No despacho da última quinta-feira (03/09), Moraes usa relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) que, segundo ele, indicariam irregularidades como improbidade administrativa, abuso de autoridade e crimes de responsabilidade na condução do caso do Banco Master e do INSS (Institutos Nacional do Seguro Social).
Em sua decisão desta terça, Mendonça afirma que Andrei Rodrigues, como diretor da PF, encaminhou a Moraes ao menos seis “relatórios de inteligência” produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026.
Segundo o ministro, teria havido “superlativa gravidade e ilicitude na produção dos ‘relatórios de inteligência” publicizados pelo Ministro Alexandre de Moraes”.
O magistrado aponta ainda um monitoramento irregular por parte da inteligência policial “ao menos há mais de 30 dias”.
“Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação”, diz o magistrado no documento.
Mendonça chega a comparar o cenário vivido com o criado pelo escritor George Orwell em sua obra 1984, um romance que retrata uma sociedade sob controle totalitário absoluto, vigilância em massa e manipulação mental.
“De fato, é premente a adoção de medidas voltadas à efetiva salvaguarda das garantias institucionais asseguradas pela Constituição Federal em favor da magistratura, da advocacia-pública e das carreiras policiais, diante das graves e danosas consequências que a manutenção da produção desses “relatórios”, elaborados de forma reiterada e durante período alongado de tempo dentro da Polícia Federal, representam para o exercício regular de todas essas funções, essenciais à administração da justiça”, escreveu Mendonça na decisão.
Outro ponto considerado de extrema gravidade pelo ministro foi o vazamento de informações sigilosas decorrente da publicação dos relatórios da polícia.
O material continha detalhes sobre investigações em andamento e pendentes de decisão judicial envolvendo os políticos Antonio Rueda e ACM Neto.
Mendonça enfatizou que a divulgação prévia revelou as potenciais medidas cautelares aos alvos, “frustrando completamente a sua eficácia e prejudicando efetivamente as investigações”.
Segundo o magistrado, como diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues tinha “pleno conhecimento” sobre a produção e o teor dos relatórios e, por isso, deve ser afastado preventivamente do cargo.
O magistrado também determinou também a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a analisar a atuação funcional de magistrados, da advocacia pública ou da atividade de polícia judiciária.
Além de Mendonça, o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, também foi alvo de monitoramento e de “coleta dirigida” de informações, segundo a decisão de Mendonça.
Os relatórios elucubravam que a atuação de Messias em não recorrer de decisões judiciais nas operações “Sem Desconto” e “Compliance Zero” visava preservar “relação política com o relator”.
O documento da PF classificava a confiança daquela análise de cenário como “baixa”, mas justificava que o caso “autoriza monitoramento e coleta dirigida”.
– Críticas aos relatórios da PF
Em sua decisão, Mendonça também faz duras críticas ao conteúdo dos relatórios produzidos pela PF sobre sua atuação nas operações Compliance Zero (Banco Master) e Sem Desconto (INSS).
Segundo o ministro, os documentos continham o que qualificou como “escancarada realização de juízo correicional” sobre as decisões jurisdicionais do STF, sobre o mérito técnico da AGU e até mesmo sobre o trabalho investigativo de outros delegados e agentes da própria Polícia Federal.
Ele aponta ainda a fragilidade técnica dos relatórios como “autoevidente” e ressalta que os relatórios eram apócrifos, não tinham timbre, brasão, assinatura ou numeração, o que os tornava um “nada jurídico” que descumpria a Doutrina Nacional de Inteligência de Segurança Pública (DNISP).
Mendonça também rejeita a ideia presente nos documentos da PF de que suas decisões nas operações tenham tido motivação política ou pessoal.
O magistrado descreve como “surreal” e “abjeta” a acusação de que a sua conduta e do advogado-geral da União de não acatar solicitações da PF poderia ser explicada pelo fato de possuírem “matriz religiosa comum” e terem tido apoio de igrejas evangélicas em suas candidaturas ao STF.
“Tamanha é a surrealidade do ‘documento’, que avança inclusive em análises sobre juízo discricionário a ser exercido, de modo exclusivo e soberano, até mesmo pelo Presidente da República”, diz ainda Mendonça.
– As mensagens atribuídas a Vorcaro e Moraes
O caso veio à tona na última semana, depois que o ministro André Mendonça, relator do inquérito do Banco Master no STF, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reunia informações sobre as interações entre Vorcaro e Moraes.
Os diálogos mostram que o banqueiro cobrava atenção especial aos pagamentos do contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.
A partir da análise dos metadados do arquivo do contrato entre o escritório Barci de Moraes e o Master, as investigações apontaram que o documento foi editado pelo ministro do STF.
Em nota, o escritório Barci de Moraes confirmou que, diante da abrangência do pedido de contratação de serviços advocatícios feito pelo Banco Master, seu setor de compliance consultou Alexandre de Moraes sobre a eventual existência de impedimentos legais para a celebração do contrato.
As mensagens obtidas pela investigação também indicam que Vorcaro teria pedido a Moraes que interferisse em seu favor junto ao diretor da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de sua prisão pela operação Compliance Zero, o banqueiro teria perguntado a Moraes via mensagem de celular: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”
Com base no material, Mendonça pediu a Fachin que levasse ao plenário um pedido de investigação sobre a relação entre o ministro e o ex-controlador do banco, apontando possíveis irregularidades.
Já a Procuradoria-Geral da República (PGR), instada por Mendonça a se manifestar, pediu a nulidade da investigação da PF e criticou os procedimentos adotados pelo ministro.
– A escalada da crise entre os ministros
A tensão entre os dois ministros do STF escalou na quinta-feira (3/9), dois dias depois da manifestação de Mendonça.
Em despacho no âmbito do Inquérito das Fake News, do qual é relator, Moraes apresentou relatórios de inteligência da PF que, segundo ele, indicariam que Mendonça teria cometido, “em tese”, improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade, além de ter comprometido a “imparcialidade judicial” e favorecido “determinados grupos políticos” ao atuar como relator de casos envolvendo o escândalo do INSS e o Banco Master.
Entre as situações, o despacho acusa Mendonça de ter ordenado “diligência investigatória policial para a produção ilegal de provas contra o ministro Alexandre de Moraes”.
Diante disso, Fachin solicitou formalmente esclarecimentos a Moraes e Mendonça, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O presidente do STF deu prazo de cinco dias para que os envolvidos se manifestassem sobre a crise.
Quem está se programando para a Expoema 2026 acabou de ganhar um novo acesso: a Avenida Metropolitana já chegou à Avenida Guajajaras. A obra está na terceira etapa e faz parte de um corredor viário que vai ligar 50 bairros e beneficiar mais de 1 milhão de moradores da Grande Ilha.
Com quase 4 km entre o Parque Independência e a Avenida Guajajaras, o trecho está recebendo uma força-tarefa para melhorar o acesso à Expoema e criar uma alternativa importante para o trânsito da região, mesmo depois do evento.
A via é formada por diferentes etapas. A primeira sai da BR-135, do Funil até o bairro São Raimundo. A segunda parte sai do São Raimundo, passa pela Expoema e chega até a Uema. Essas duas primeiras fases já foram entregues.
A terceira etapa chega à Avenida Guajajaras, e a quarta e quinta etapas já foram iniciadas. A quarta vai da Uema até a Estrada de São José de Ribamar, chegando à Estrada da Maioba. Já a quinta parte vai do Viaduto Neiva Moreira até o Posto Maracajá, na Estrada de São José de Ribamar, fazendo a ligação com a Nova Litorânea.
Com a conclusão do projeto, a Metropolitana terá mais de 30 km de vias, formando um amplo corredor de mobilidade na Grande Ilha.