A candidata a deputada estadual do União Brasil pelo Maranhão, Júnia Nunes, foi uma das lideranças polícias presentes no culto Dia dos Pais, de um culto na Igreja Mundial do Poder de Deus, do pastor Valdemiro Santiago, em São Paulo, realizada no domingo (09).
Júnia esteve ladeada do candidato à Presidência da República pelo PL, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e a deputada federal Dani Cunha (PL-RJ), filha dele, também estiveram no evento.
O senador se emocionou ao mencionar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e três meses em prisão domiciliar, em um condomínio em Brasília. Impedido de visitá-lo,Flávio classificou novamente a prisão do ex-presidente como uma situação de “injustiça e perseguição”.
Após o evento, Flávio Bolsonaro gravou vídeo com Júnia e reforçou apoio à candidata a deputada estadual pelo Maranhão. Antes, quem também gravou vídeo pedindo apoio dos fiéis ao nome de Júnia.
Relação dos candidatos a deputados estaduais do PL nestas eleições.
Dando prosseguimento aos prognósticos visando as eleições de 2026 na disputa por cadeira na Câmara Federal, Assembleia Legislativa e Senado, o Blog do Domingos Costa agora analisa os candidatos a deputados estaduais do PL maranhense.
A sigla registrou 23 (vinte e três) candidatos à Assembleia Legislativa na Justiça Eleitoral, desses, 08 (sete) mulheres e 15 (quinze) homens.
Separamos os candidatos entre “puxadores de votos” e “buchas”, onde puxadores de votos são aqueles com chances reais de eleição e, portanto, maior poderio eleitoral e os buchas são aqueles candidatos sem a mesma força, relativamente mais “fracos” e servem unicamente para contribuir a fim de alcançar o quociente eleitoral.
– Possível desempenho
O Maranhão possui hoje, 5.188.155 milhões de eleitores, desse total, é necessário diminuir as abstenções, votos em branco e nulos, algo que historicamente fica em torno de 25% a 30%, logo, ficamos com cerca de 3,6 milhões de votos válidos.
E para chegarmos ao “Quociente Eleitoral”, precisamos dividir esses 3,6 milhões de votos válidos pela quantidade de vagas na Assembleia Legislativa do Maranhão, o que significa dizer que para eleger um deputado estadual são necessários cerca de 86 mil votos.
De forma que para fazer uma cadeira na ALEMA é precisa obter 86 mil votos; duas cadeiras são necessários 172 mil votos; três cadeiras 258 mil votos e assim sucessivamente.
– Seis cadeiras
Diante do poderio político, somado às declarações públicas de apoio de lideranças políticas, mais a competitividade dos nomes apresentados, os “puxadores de votos” deste post somam algo em torno de 520 mil votos. Número acrescido de possíveis mais 30 mil votos dos “buchas”, totalizando 550 mil votos, portanto, em tese o partido PL deverá eleger 6 (seis) deputados estaduais nestas eleições.
Vale destacar que o ponto de vista expressado neste post do Blog do DC não tem valor cientifico, portanto, trata-se unicamente de prognóstico, logo, são palpites e não possui efeito de pesquisa eleitoral.
Relação dos candidatos a deputados estaduais do Republicanos nestas eleições.
O Blog do Domingos Costa dá inicio nesta segunda-feira a uma série de prognósticos visando as eleições de 2026 na disputa por cadeira na Câmara Federal, Assembleia Legislativa e Senado, todos os partidos políticos que registraram candidatos na Justiça Eleitoral serão analisados minuciosamente.
Neste primeiro post, vamos tratar sobre a situação do partido Republicanos. A sigla registrou 20 (vinte) candidatos à Assembleia Legislativa na Justiça Eleitoral, desses, 07 (sete) mulheres e 13 (treze) homens.
Separamos os candidatos entre “puxadores de votos” e “buchas”, onde puxadores de votos são aqueles com chances reais de eleição e, portanto, maior poderio eleitoral e os buchas são aqueles candidatos sem a mesma força, relativamente mais “fracos” e servem unicamente para contribuir a fim de alcançar o quociente eleitoral.
– Possível desempenho
O Maranhão possui hoje, 5.188.155 milhões de eleitores, desse total, é necessário diminuir as abstenções, votos em branco e nulos, algo que historicamente fica em torno de 25% a 30%, logo, ficamos com cerca de 3,6 milhões de votos válidos.
E para chegarmos ao “Quociente Eleitoral”, precisamos dividir esses 3,6 milhões de votos válidos pela quantidade de vagas na Assembleia Legislativa do Maranhão, o que significa dizer que para eleger um deputado estadual são necessários cerca de 86 mil votos.
De forma que para fazer uma cadeira na ALEMA é precisa obter 86 mil votos; duas cadeiras são necessários 172 mil votos; três cadeiras 258 mil votos e assim sucessivamente.
– Cinco cadeiras
Diante do poderio político, somado às declarações públicas de apoio de lideranças políticas, mais a competitividade dos nomes apresentados, os “puxadores de votos” deste post somam algo em torno de 430 mil votos. Número acrescido de possíveis mais 20 mil votos dos “buchas”, totalizando 450 mil votos, portanto, em tese o partido Republicanos deverá eleger 5 (cinco) deputados estaduais nestas eleições.
Vale destacar que o ponto de vista expressado neste post do Blog do DC não tem valor cientifico, portanto, trata-se unicamente de prognóstico, logo, são palpites e não possui efeito de pesquisa eleitoral.
Filiado ao Republicanos, André Campos será o candidato oficial a deputado estadual do prefeito Vinicius em Barreirinhas.
O vereador por São Luís, André Campos (Republicanos), projeta obter na cidade de Barreirinhas, pelo menos, 10 mil votos e chegar até a 15 mil ao abrir das urnas destas eleições. O município possui 52 mil eleitorais aptos a votar neste pleito.
O motivo para uma boa projeção é o fato de que o bem avaliado prefeito Vinius Vale irá votar com André para a Assembleia Legislativa. O anúncio veio esta semana após reunir o seu grupo político, liderado pela sua mãe, Iracema Vale, presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão e pré-candidata a deputada federal pelo MDB.
Pelas redes sociais Campos falou sobre o apoio do prefeito de Barreirinhas, cidade de 65 mil habitantes. “Em Barreirinhas, seguimos ao lado do prefeito Vinícius Vale, contando com seu apoio à nossa caminhada e reafirmando também o nosso apoio a Iracema Vale para deputada federal, Roseana Sarney e Weverton Rocha para o Senado, e Orleans Brandão para o Governo do Maranhão. Seguimos firmes também na nossa caminhada para deputado estadual. É uma união de forças em torno de um propósito comum: trabalhar por Barreirinhas, São Luís e por todo o Maranhão.”Escreveu.
Para além de Barreirinhas, com esse mesmo grupo político, André possui bases em Tutóia, Morros, Paulino Neves, região de Bacabal, São Luís Gonzaga, Pio XII, São Luís, São José de Ribamar e em mais de 15 cidades maranhenses e deve superar 40 mil votos nestas eleições pelo Republicanos.
Vereador é preso suspeito de vingar morte do irmão mandando matar acusado.
O vereador Hélio Sousa Neto, conhecido como “Hélio Tiví” (União Brasil), e seu assessor parlamentar, Raimundo Nonato Lira de Sousa, foram presos preventivamente na manhã desta segunda-feira (10), em Balsas. A dupla é suspeita de envolvimento no assassinato de Luís Carlos do Nascimento, ocorrido em outubro de 2025, na cidade de Santa Filomena (PI).
A ação foi executada pela Polícia Civil do Piauí, por meio de equipes da CORE e das delegacias de Gilbués, Corrente e Uruçuí. Segundo o delegado Janilson Coutinho, a prisão preventiva foi decretada após o surgimento de novas provas no inquérito. O conteúdo dos novos elementos segue sob sigilo.
– Motivação por vingança
De acordo com as investigações, a execução de Luís Carlos teria sido motivada por vingança pelo homicídio de Antônio Sousa Neto — irmão do vereador —, morto em 2024, em Riachão (MA). A vítima chegou a ser presa pelo crime contra o irmão do parlamentar, mas aguardava o processo em liberdade quando foi morta a tiros na porta de casa.
A Polícia Civil identificou que o carro usado pelos executores foi alugado em uma locadora em Balsas e estava vinculado ao vereador Hélio Tiví.
– Histórico do caso
Hélio Tiví já havia sido preso temporariamente em fevereiro deste ano, após se apresentar na Delegacia de Gilbués acompanhado de um advogado. Na ocasião, ele negou qualquer ligação com o crime, alegando ser inocente e sugerindo que o ato poderia ter sido cometido por outro membro da família.
Com os novos desdobramentos, a Justiça atendeu ao pedido da polícia e converteu a medida em prisão preventiva para o vereador e o assessor, que seguem à disposição do Judiciário.
MPMA investiga suspeitas de fracionamento de despesas, contratação de 365 mil litros de combustíveis e possível incompatibilidade com a capacidade de consumo da frota municipal; contratos investigados somam R$ 2,33 milhões
Sebastião Costa, prefeito de Fortuna.
O Ministério Público do Estado do Maranhão instaurou um Inquérito Civil para investigar suspeitas de irregularidades na contratação de combustíveis pela Prefeitura de Fortuna/MA. A apuração envolve os Pregões Eletrônicos nº 030/2025 e nº 031/2025, cujos valores somados chegam a R$ 2.335.850,00.
A investigação foi aberta a partir de uma representação apresentada por Juvêncio Lustosa de Farias Júnior, que levou ao conhecimento do Ministério Público possíveis problemas nas contratações realizadas pelo município.
Entre os pontos que serão apurados estão indícios de fracionamento indevido de despesas e a possível incompatibilidade entre o volume de combustível contratado e a capacidade real de consumo da frota municipal.
De acordo com a portaria publicada pelo Ministério Público, os dois pregões preveem, em conjunto, a contratação de aproximadamente 365 mil litros de combustíveis. Diante disso, o MPMA pretende verificar se o volume contratado é compatível com a quantidade de veículos, máquinas e demais equipamentos pertencentes ou utilizados pela administração municipal.
A investigação também vai apurar se houve eventual dano aos cofres públicos e se as irregularidades apontadas podem resultar em responsabilização dos envolvidos.
Durante a fase preliminar da apuração, o Ministério Público informou ter solicitado documentos e esclarecimentos à Prefeitura de Fortuna, às Secretarias Municipais de Administração e Saúde e à empresa R. Gomes de Oliveira Junior Ltda.
Segundo a portaria, apesar de regularmente cientificados, os destinatários não apresentaram as informações e os documentos requisitados dentro do procedimento preliminar.
A ausência de resposta, de acordo com o MPMA, impediu a conclusão da investigação inicial e levou à necessidade de aprofundamento da apuração por meio de Inquérito Civil.
Com a instauração do inquérito, o Ministério Público determinou a reiteração das requisições feitas anteriormente ao prefeito de Fortuna, às Secretarias de Administração e Saúde e à empresa envolvida.
Foi estabelecido prazo de 15 dias para apresentação das respostas e documentos solicitados.
A portaria também registra que a persistência na omissão poderá, em tese, configurar o crime previsto no artigo 10 da Lei nº 7.347/1985, relacionado à recusa ou omissão no fornecimento de dados técnicos requisitados pelo Ministério Público, além de possíveis consequências no âmbito da legislação de improbidade administrativa.
– O que será investigado
O Inquérito Civil nº 000757-509/2026 (SIMP) terá como finalidade verificar:
1- se houve fracionamento indevido de despesas nas contratações;
2- se os 365 mil litros de combustíveis são compatíveis com a frota e a demanda real do município;
3- se os valores contratados correspondem às necessidades efetivas da administração;
4- se houve eventual dano ao erário;
5- e se existem elementos que possam indicar a prática de atos de improbidade administrativa.
O procedimento está sob responsabilidade da Promotoria de Justiça da Comarca de São Domingos do Maranhão, tendo como titular o promotor Rodrigo Ronaldo Martins Rebelo da Silva.
A instauração do inquérito não significa que as irregularidades tenham sido definitivamente comprovadas. O objetivo da investigação é justamente reunir documentos, informações e demais elementos que permitam ao Ministério Público esclarecer os fatos e decidir quais medidas deverão ser adotadas.
A portaria foi assinada em 5 de agosto de 2026 e publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão, com disponibilização em 7 de agosto e publicação prevista para 12 de agosto de 2026.
Trata-se de Écilla Ahuad Miranda, moradora da cidade de Balsas, servidora do Ministério Público do Maranhão e filha do empresário Miranda Neto, dona da empresa “JR4000 Transportes”, a mulher acusada de agredir violentamente a influencer cearense Léa Reis, na noite deste sábado (08) dentro do Agrobar.
Os donos do estabelecimento onde ocorreu a agressão ainda não se pronunciaram e não disponibilizaram as câmeras de vigilância interna do Agrobar.
Por meio de nota, a defesa de Ecilla admite a agressão e justifica que o marido dela foi vítima de importunação sexual.
“Contudo, na data de ontem, enquanto participava de um momento de comemoração acompanhada do meu esposo, estes foram vítimas de um crime de importunação sexual. O ato foi praticado por uma pessoa bem vestida e arrumada, a quem, no momento, identificava-se visualmente como mulher. Diante da grave violação à integridade e intimidade do casal, a Declarante reagiu de forma imediata ao crime do qual foram vítimas.”Diz trecho da nota.
O Blog do Domingos Costa encontrou uma contradição na nota de Écilla Ahuad, no trecho que afirma que ela não possui redes sociais, na verdade, após a agressão ela desativou o perfil no Instagram.
Tentamos contato com a própria servidora do MP-MA para falar sobre o caso, mas o pai dela, o empresário Miranda Neto disse que a filha está incomunicável. “Minha filha está arrasada com essa situação, ela se afastou da cidade e está incomunicável”.
A mãe e os irmãos do ex-deputado estadual Raimundo Cutrim reuniram neste sábado, dia 08, para gravar um vídeo e criticar o fato da prisão domiciliar do ex-político que continua em segredo de justiça.
A família conta que não consegue ter acesso a Cutrim e nem mesmo os advogados conseguem acesso ao processo judicial que decretou a prisão dele.
A prisão domiciliar de Cutrim foi decretado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que mantém as informações em segredo de justiça.
Rui Oliveira de Castro Vieira, da Vara do Trabalho de Balsas, a 800 quilômetros de São Luís, montou aparato clandestino com sete dispositivos espalhados no prédio; magistrado alegou que medida visava o monitoramento da unidade, “de forma a garantir a sua segurança, dos servidores e dos próprios jurisdicionados.”
O TRT-16 pediu o afastamento cautelar de Castro Vieira.
O juiz do Trabalho Rui Oliveira de Castro Vieira foi afastado das funções sob suspeita de haver instalado em seu gabinete, na sala de audiências e corredores do fórum um sofisticado sistema de câmeras de vídeo e equipamentos de captação de áudio.
A ordem que tirou Castro Vieira da atividade, em caráter liminar, foi dada no âmbito de uma reclamação disciplinar pelo ministro Vieira de Mello Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho.
O magistrado atua na Vara do Trabalho de Balsas, município com cerca de 100 mil habitantes situado no extremo sul do Maranhão, a 800 quilômetros da capital São Luís.
O procedimento que investiga Castro Vieira tem origem em correição ordinária no fórum quando foi identificada a instalação irregular e não autorizada dos dispositivos eletrônicos.
A informação sobre o afastamento do juiz foi divulgada pelo advogado Alex Ferreira Borralho, que mantém o site Direito e Ordem , e confirmada pelo Estadão.
Segundo o relatório da equipe de segurança institucional do TST, os equipamentos encontravam-se instalados em ambientes sensíveis e de intensa circulação de pessoas – secretaria, sala de audiências, gabinete do juiz, sala de espera e refeitório – e possuíam captação de imagens em 360º, gravação de áudio e transmissão remota, via internet, para receptor externo.
Questionado, Castro Vieira confirmou ter adquirido e instalado, há alguns anos, sete dispositivos nas dependências da Vara, alegando que a medida visava o monitoramento da unidade, de forma a garantir a sua segurança, dos servidores e dos próprios jurisdicionados. Ele sustentou, ainda, que a existência do aparato era “pública e facilmente identificável“.
A suspeição do magistrado foi levantada pelo corregedor do Tribunal Regional do Trabalho no Maranhão (TRT-16), desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho, “Diante dos indícios de autoria e materialidade”.
No último dia 9, a Presidência do TRT-16 encaminhou ofício ao TST e ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho “demonstrando preocupação com a manutenção do magistrado na titularidade da Vara do Trabalho de Balsas, em razão de suas condutas e do expressivo número de processos disciplinares instaurados em seu desfavor”.
O TRT-16 pediu o afastamento cautelar de Castro Vieira. Em sua decisão, o ministro Vieira de Mello Filho destaca que os equipamentos particulares de captação de imagem e áudio foram instalados de forma aparentemente clandestina.
Embora o magistrado sustente que os equipamentos eram de conhecimento “amplo e público”, relatório da Polícia Judiciária registra que os servidores, advogados e jurisdicionados desconheciam a sua existência, “inexistindo qualquer aviso visível a respeito do monitoramento ambiental”.
A inspeção verificou que os dispositivos estavam ocultos no interior de lâmpadas, impossibilitando sua imediata identificação, “evidenciando, ao menos em tese, sistema de captação ambiental não autorizado”.
A gravidade dos fatos, na avaliação do ministro, é acentuada pela localização dos equipamentos em ambientes especialmente sensíveis do fórum – inclusive na sala de audiências, no gabinete do magistrado, na secretaria e no refeitório, locais em que circulam magistrados, servidores, advogados, membros do Ministério Público, testemunhas e jurisdicionados, “configurando, assim, uma inescusável afronta à dignidade, à privacidade, à intimidade e à imagem de todos que circulam naquele ambiente institucional”.
“A instalação e utilização de equipamentos particulares para captação de imagem e áudio em dependências do Poder Judiciário, sem autorização institucional e com transmissão remota dos dados para receptor externo, configura uma agressão desmedida aos deveres de legalidade, transparência, segurança institucional e de proteção de dados pessoais”, adverte o ministro.
Para ele, “a integridade, que compõe os pilares éticos estabelecidos pela Carta de Princípios de Conduta Judicial de Bangalore, constitui valor essencial e inarredável da magistratura, sendo pressuposto indispensável da confiança pública no Poder Judiciário”– segundo dispõe o artigo 15 do Código de Ética da Magistratura Nacional.
O presidente do TST e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho pondera que o magistrado exerce parcela da função estatal, “por isso desfruta de garantias como a vitaliciedade, a inamovibilidade e a irredutibilidade de subsídios”.
– Ministro diz que conduta coloca em xeque confiança pública
“Em contrapartida, exige-se dele conduta íntegra, irrepreensível na vida pública e particular, pautada pela legalidade, transparência, serenidade, prudência e elevados padrões éticos e morais, sob pena de comprometimento da credibilidade institucional”, sustenta o ministro.
Para ele, “quando a conduta do magistrado coloca em xeque a confiança pública na Justiça, há um dano irreparável a exigir medidas urgentes de contenção”. “É o que se assiste no caso presente. O que aponta a apuração realizada pela Corregedoria Regional do TRT-16 é uma verdadeira afronta cometida pelo magistrado reclamado aos deveres legais e éticos estabelecidos pela Lei Orgânica Nacional da Magistratura e pelo Código de Ética da Magistratura Nacional.”
O ministro destaca que o sistema de vídeo e escuta instalado no fórum de Balsas não é um episódio isolado. Segundo ele, já tramitam perante o Conselho Superior da Justiça do Trabalho três processos administrativos disciplinares instaurados em desfavor de Rui Oliveira de Castro Vieira – um desses processos apura a utilização de arma de fogo com o suposto objetivo de intimidar a equipe correicional durante inspeção na Vara do Trabalho.
Em outra reclamação disciplinar em curso na Corregedoria-Geral é atribuído ao magistrado suposto descumprimento de determinação da Corregedoria quanto à realização de audiências no formato presencial.
“Como se vê, carrega o magistrado um histórico recheado de acusações de infrações disciplinares, de potencial gravidade, que compromete a imagem do judiciário trabalhista perante a comunidade local de Balsas”, assinala o ministro.
Ele aborda trecho da manifestação da Presidência do TRT-16 a respeito da situação da Vara de Balsas “emdecorrência das condutas infracionais do magistrado reclamado.”
– Presidência do tribunal alerta para padrão de conduta
“Independentemente do mérito de cada um dos procedimentos, o que preocupa esta presidência é o efeito cumulativo desses episódios sobre o funcionamento da Vara do Trabalho de Balsas e sobre a própria imagem da Justiça do Trabalho na região. Não se trata de fatos isolados a serem apreciados isoladamente, mas de um padrão de conduta que remonta a 2024, como demonstram os precedentes, e que já produz consequências concretas e mensuráveis sobre a unidade.”
No plano processual, a Vara do Trabalho conduzida por Castro Vieira registra, em 2026, a maior taxa de congestionamento entre todas do TRT-16 (76,72%). Ela ostenta o pior resultado” da parte 1 da Meta 2 – processos antigos.
A presidência do TRT-16 informou o Conselho Superior do Justiça do Trabalho que no plano humano e administrativo, servidores subordinados ao magistrado vêm relatando, de forma consistente, ambiente de assédio moral, marcado por conduta agressiva, humilhações e temor, inclusive quanto à própria integridade física.
Esse ambiente já produziu consequência concreta, segundo relatório oficial. O próprio diretor de Secretaria da unidade, servidor de confiança incumbido da gestão cotidiana da Vara, viu-se compelido a pedir exoneração do cargo “em razão da convivência insustentável com o magistrado.”
A esse quadro soma-se um dado especialmente preocupante no plano da própria magistratura, segundo a presidência do TRT-16 – juízes substitutos vêm manifestando receio de atuar na Vara do Trabalho de Balsas em razão das circunstâncias envolvendo Castro Vieira. “Esse temor compromete a própria possibilidade de substituição regular do titular em casos de impedimento, férias, licença ou afastamento, ampliando o risco de paralisação ou de prestaçãojurisdicional deficitária na unidade”, diz a presidência do TRT-16.
“Portanto, está- se diante de um cenário grave que exige a intervenção imediata da Corregedoria- Geral da Justiça do Trabalho, de modo que se possa restabelecer a normalidade no âmbito da Vara de Balsas e garantir o bom andamento da jurisdição.”
O afastamento cautelar do juiz de sua função “mostra-se igualmente necessário para preservar a regularidade da instrução disciplinar, evitando possível influência sobre servidores diretamente subordinados ao reclamado, resguardando-se a espontaneidade da prova testemunhal, bem como a higidez de toda a instruçãoprobatória”.
“A permanência do magistrado na titularidade da unidade jurisdicional tende a comprometer a confiança dos jurisdicionados e dos próprios servidores na imparcialidade, transparência e segurança institucional do Poder Judiciário, especialmente diante da natureza dos fatos investigados”, adverte a presidência do tribunal.
Em sessão plenária realizada nesta quinta-feira, 06 de agosto de 2026, o Tribunal de Justiça Desportiva do Estado do Maranhão (TJD-MA) deu mais um passo na estruturação de seus órgãos para o biênio 2026-2028, com a instalação da 2ª Comissão Disciplinar e a posse de novo integrante da 1ª Comissão Disciplinar.
A 2ª Comissão Disciplinar, órgão novo dentro da estrutura do tribunal, foi instalada com a posse de Aurélio de J. S. Lima, Marcelo Eduardo Costa Everton, Luís Henrique Terças de Almeida, Raimundo Nonato Assunção Lemos Filho e Urbano Aguiar Pontes Júnior. Logo após a posse, em votação interna, os membros elegeram Aurélio de J. S. Lima presidente e Marcelo Eduardo Costa Everton vice-presidente do colegiado.
A sessão também formalizou a posse de João Alexandre Leite Ericeira Tanaka como novo membro da 1ª Comissão Disciplinar, que segue presidida por José dos Santos F. Sobrinho, com Acrenelson Sousa Espíndola na vice-presidência, e conta ainda com Thales Dyego de Andrade e Francisco Braga de Carvalho.
O Tribunal Pleno do TJD-MA é presidido por Thiago Brhanner Garcês Costa, tendo João Francisco G. Gomes como vice-presidente, e é composto ainda pelos auditores Antônio Pontes de Aguiar Filho, Mariana Costa Heluy, Wallace Lago Serra, Bruno Leonardo M. Diaz, Liana Kelly Matos N. Santos, George Cabral Cardoso e Edno Pereira Marques, com Regina Célia Silva Carvalho na secretaria geral.
O TJD-MA é responsável pelo julgamento de infrações disciplinares no âmbito do futebol profissional e amador do estado, atuando em conformidade com as normas da Confederação Brasileira de Futebol e da Federação Maranhense de Futebol.
Com as posses de hoje, a nova gestão avança na consolidação de sua estrutura, reafirmando o compromisso com a ética, a transparência e a justiça desportiva maranhense.