O banqueiro Daniel Vorcaro reservou no Rio de Janeiro uma mansão de R$ 250 milhões para ministro ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, no Carnaval de 2025; Newton Ramos teria tratado com a equipe responsável pela logística detalhes da hospedagem e da segurança do ministro.
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Mensagens extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, indicam que o maranhense desembargador Newton Pereira Ramos Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), pediu ao ex-controlador do Banco Master hospedagens em Salvador e no Rio de Janeiro para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques e familiares durante o Carnaval de 2025.
De acordo com Reinaldo, o pedido de acomodação ocorreu em 28 de abril de 2024 e foi registrado em conversas no aparelho de Vorcaro. O plano previa que Nunes Marques e seus familiares passariam o Carnaval de 2025 divididos entre a capital baiana e o Rio de Janeiro, com custos bancados pelo empresário. Posteriormente, o ministro teria mudado de ideia e restringido a viagem ao Rio de Janeiro.
Segundo mensagens extraídas do celular de Vorcaro e obtidas pelo site Metrópoles, a Polícia Federal revela que “KN” seria o ministro Kassio Nunes Marques. Os diálogos revelam que a hospedagem ocorreu em uma mansão no Joá, na zona oeste do Rio, pertencente ao ator Márcio Garcia.
O imóvel é avaliado em R$ 250 milhões, tem cerca de 6 mil metros quadrados, sete suítes, piscina, academia e vista para o mar. A hospedagem durante a semana do Carnaval teria custado aproximadamente R$ 1,45 milhão.
As conversas mostram que Vorcaro também organizou serviços para os convidados, incluindo chef, garçons e motoristas. Bebidas como uísque Macallan 12, Sassicaia, Chablis, Moët Chandon e Dom Pérignon estavam previstas.
Newton Ramos teria tratado com a equipe responsável pela logística detalhes da hospedagem e da segurança do ministro. Em determinado momento, ele também pediu autorização para realizar uma feijoada na mansão para cerca de 40 pessoas. Vorcaro respondeu que a realização estava autorizada.
As mensagens ainda mencionam pedidos de pulseiras para área VIP e uma forma de permitir que Nunes Marques entrasse em um camarote sem passar pelo procedimento convencional de cadastro. Procurados, Kassio Nunes Marques e Newton Ramos não se manifestaram, segundo o site.
Conversas revelam tratativas de Vorcaro para acomodar ministro em imóvel de luxo no Rio; serviço previa Macallan aos convidados.
Caminhada movimenta Grajaú com presença de Larissa DP e lideranças.
A candidata a deputada federal Larissa DP participou de uma grande caminhada pelas ruas de Grajaú, na noite de hoje (17), ao lado de importantes lideranças políticas do Maranhão. A caminhada contou com a presença da candidata ao Senado Roseana Sarney, do governador Carlos Brandão, do candidato a deputado estadual Ricardo Arruda e do candidato ao Senado Weverton Rocha.
Na mobilização de campanha, Larissa DP esteve ao lado das lideranças e de apoiadores, cumprimentando moradores e eleitores, reforçando sua presença na campanha eleitoral no município, recebendo apoio e pedindo a confiança da população.
A caminhada reuniu um grande número de participantes e movimentou as ruas de Grajaú em um momento de mobilização política. A passagem por Grajaú faz parte da agenda de campanha de Larissa DP pelo interior do Maranhão. Reforçando, também, a parceria da candidata com as demais lideranças que integram o grupo político.
A presença conjunta durante a caminhada mostra a construção de uma política alinhada em torno de um projeto para o estado, rumo a Câmara Federal.
“É muito especial estar em Grajaú, caminhar pelas ruas ao lado de tantas lideranças e, principalmente, poder estar perto das pessoas. Essa caminhada representa a força de quem acredita e está junto com a nossa campanha. Vamos continuar percorrendo o Maranhão, levando nosso nome e pedindo a confiança dos maranhenses”, afirmou Larissa DP
“Duarte da Marinha” é preso por suspeita de golpe com falso curso.
Waldenir Duarte Reis, 64 anos, conhecido popularmente como “Duarte da Marinha” foi preso nesta quinta-feira (16), no bairro Maiobão, em Paço do Lumiar, na Grande Ilha de São Luís, suspeito de aplicar golpes relacionados a um falso curso de formação para Marinheiro Mercante oferecido no município de Arari, no interior do estado.
Segundo a Polícia Civil do Maranhão (PCMA), o investigado se apresentava como tenente aposentado da Marinha e teria cobrado valores entre R$ 1 mil e R$ 2 mil de dezenas de pessoas, principalmente moradores de Arari.
– Falso curso de formação
A promessa era de que os interessados participariam de um curso de formação para Marinheiro Mercante. No entanto, conforme a investigação, a formação não chegou a ser realizada.
– Investigação começou após denúncias
A Polícia Civil iniciou a apuração depois de receber denúncias sobre o suposto golpe. Durante as diligências, os investigadores reuniram elementos que apontaram para a possível prática de estelionato. Com base nas informações obtidas, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do investigado. O pedido foi autorizado pelo Poder Judiciário.
– Investigado permanece preso
Após ser localizado e preso no Maiobão, o homem foi encaminhado para uma unidade prisional, onde permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do caso e identificar a extensão dos possíveis prejuízos causados às vítimas.
Kaio Saraiva silencia diante da fala de Flávio Dino sobre venda de sentenças.
Enquanto a presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basilio se pronunciou publicamente contra uma fala do ministro Flávio Dino dita durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgava o ministro Alexandre de Moraes por afirmar que “não existe venda de sentença sem um advogado comprando”, a OAB-MA, permanece em um silêncio sepulcral sobre o caso.
O presidente da Seccional maranhense, Kaio Saraiva, que “adora” gravar vídeo em redes sociais, está evitando criticar a postura de Dino.
De outra forma, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também criticou nesta quarta-feira o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Ao questionar a mudança na relatoria do procedimento — que deixou o gabinete de André Mendonça e passou à Presidência da Corte, sob Edson Fachin —, Dino afirmou que permitir a presidentes de tribunais retirar processos de seus relatores poderia abrir espaço para distorções no Judiciário. Nesse contexto, disse que “não existe venda de sentença sem um advogado comprando”.
Em nota, a OAB afirmou que a declaração representa uma generalização sobre a categoria e lança uma “suspeita genérica e indevida” sobre advogados. A entidade sustentou que eventuais irregularidades devem ser apuradas e punidas individualmente, sem responsabilização coletiva da advocacia.
“A advocacia brasileira não pode ser responsabilizada coletivamente por condutas individuais”, afirmou a Ordem. A entidade também destacou que possui mecanismos próprios para apurar infrações éticas e aplicar sanções aos profissionais que descumprirem as regras da profissão.
e a própria Seccional, Basilio declarou repúdio à “generalização contra a advocacia” e disse ainda que a corrupção não é privilégio, nem monopólio da profissão.
Na ocasião, o ministro afirmou que “não existe venda de sentença sem um advogado comprando”.
Em nome da
O presidente da OAB/MA, Kaio Saraiva, mantém em um
O governador Carlos Brandão deu continuidade, nesta terça-feira (15), à entrega dos cartões do Passe Livre para estudantes da rede estadual. Ao todo, 60 mil alunos de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa e Imperatriz serão beneficiados com transporte gratuito de ida e volta para a escola nessa fase.
A medida busca reduzir o peso da passagem no orçamento das famílias e contribuir para a permanência dos estudantes em sala de aula. Nos municípios que não contam com bilhetagem eletrônica, o Governo do Maranhão também está firmando convênios com as prefeituras para viabilizar o transporte escolar.
As entregas de hoje foram realizadas no Iema Gonçalves Dias, em São Luís, e Iema Pleno, em São José de Ribamar. Brandão também participou também da entrega de melhorias na infraestrutura das duas unidades de ensino.
Juiz Marco Adriano Fonseca, presidente da AMMA, ainda não se pronunciar após a declaração de Flávio Dino contra o judiciário.
Enquanto diversas entidades de magistrados começaram a reagir às declarações feitas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, durante a tensa sessão de terça-feira (15/9) sobre os desdobramentos do Caso Banco Master, a Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA), fica muda, surda e cega diante da situação.
Entidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul criticaram as falas de Flávio Dino sobre corrupção no Judiciário e afirmaram que suspeitas envolvendo pessoas determinadas não podem ser estendidas a toda a magistratura.
A reação ocorre após Dino afirmar, durante o julgamento, que o país atravessa o “momento mais corrupto da história do Poder Judiciário”. A declaração foi feita enquanto o ministro criticava a possibilidade de presidentes de tribunais retirarem processos de relatores e alertava para os riscos que, na avaliação dele, esse tipo de prática poderia criar.
A Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) afirmou que declarações que atribuem ao Judiciário um quadro generalizado de corrupção acabam atingindo magistrados que não têm relação com os episódios discutidos no Supremo.
“Situações individuais não podem ser projetadas sobre toda a Magistratura na tentativa de desviar o foco de discussões e crises restritas à cúpula de Brasília”, afirmou a entidade em nota assinada pela presidente da AMC, Janiara Maldaner Corbetta.
A AMC defendeu que eventuais irregularidades sejam investigadas pelos órgãos competentes, mas pontuou que isso deve ocorrer de forma individualizada, com respeito ao devido processo legal. Segundo a associação, generalizações fragilizam a confiança nas instituições.
No Rio Grande do Sul, a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) foi ainda mais direta e declarou repudiar as afirmações de Dino. A entidade argumentou que suspeitas precisam estar vinculadas a fatos e pessoas determinados e “não autorizam extensão indiscriminada a toda a carreira”.
A Ajuris também recuperou fala de Cármen Lúcia durante o julgamento em que a ministra afirma que “o Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo”. Para a associação, o momento exige dos integrantes do Supremo ponderação e responsabilidade institucional. A entidade disse esperar que a Corte contribua para preservar a credibilidade do Judiciário.
Enquanto isso, no Maranhão, o presidente da AMMA, Marco Adriano Ramos Fonseca, mantém silêncio total sobre as acusações de Flávio Dino.
Os recursos de emendas parlamentares federais e estaduais destinados a Coroatá em 2026 passaram a ser acompanhados de perto pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA). A 1ª Promotoria de Justiça da Comarca instaurou um Procedimento Administrativo para fiscalizar a regularidade, a transparência e a rastreabilidade desses recursos públicos.
Entre as informações que deverão ser apresentadas pela Prefeitura está a relação completa das emendas recebidas ou empenhadas em 2026, com identificação do número da emenda, parlamentar responsável pela indicação, valor destinado e órgão municipal beneficiário.
O Ministério Público também quer ter acesso aos Planos de Trabalho correspondentes aos repasses e às contas bancárias utilizadas para movimentar cada recurso. A Promotoria determinou que sejam apresentados os extratos bancários completos desde a entrada do dinheiro.
– Outro ponto colocado sob fiscalização é a movimentação financeira
O MPMA quer identificar as transferências realizadas, os beneficiários finais e os credores, verificando o cumprimento das regras que impedem a utilização de “contas de passagem”, saques em espécie ou pagamentos na chamada “boca do caixa”.
– A transparência também está entre as exigências
A Prefeitura deverá informar o endereço exato do Portal da Transparência onde os dados sobre a execução dessas verbas estão disponíveis ao público, em tempo real e em formato aberto.
Para complementar o levantamento, a própria Promotoria fará uma pesquisa no Painel das Emendas Parlamentares do Tesouro Nacional, no caso dos recursos federais, e no Portal da Transparência do Estado do Maranhão, em relação às emendas estaduais.
A intenção é confrontar os valores oficialmente destinados ao município com as informações fornecidas pela administração municipal.
O procedimento considera as regras de transparência e rastreabilidade estabelecidas pela Constituição Federal e as determinações relacionadas às emendas parlamentares. O MPMA também cita decisão do Supremo Tribunal Federal na ADPF 854, sob relatoria do ministro Flávio Dino, além de orientações internas do próprio Ministério Público maranhense.
A Prefeitura de Coroatá e a Secretaria Municipal de Finanças terão 10 dias úteis para encaminhar a documentação solicitada à Promotoria.
O procedimento foi instaurado pelo promotor Lúcio Leonardo F. Gomes, titular da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Coroatá. A portaria foi disponibilizada em 15 de setembro de 2026 e publicada em 16 de setembro de 2026, no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão, edição nº 180/2026.
A contratação de uma empresa de consultoria pela Prefeitura de Cedral, com pagamento mensal de R$ 18 mil, passou a ser alvo de uma apuração mais aprofundada do Ministério Público do Maranhão (MPMA). O contrato foi firmado por meio de inexigibilidade de licitação, modalidade que dispensa a disputa entre empresas quando há, nos termos da lei, inviabilidade de competição.
O caso envolve a empresa Solicita Serviços LTDA-ME, contratada por meio da Inexigibilidade de Licitação nº 001/2025, formalizada no Contrato nº 001/2025, para prestar serviços de consultoria e assessoria técnica em licitações e contratos administrativos.
A análise realizada pela assessoria técnica do Ministério Público encontrou problemas no processo de contratação. Entre os principais pontos está justamente a falta de demonstração objetiva de que não havia possibilidade de competição, condição necessária para justificar a inexigibilidade utilizada pelo município.
Também chamou atenção a ausência de uma pesquisa de preços considerada consistente e de uma justificativa considerada adequada para o valor de R$ 18 mil mensais estabelecido no contrato. Para o MPMA, esses elementos precisam ser esclarecidos para avaliar a regularidade da contratação e sua compatibilidade com os princípios da economicidade, eficiência e legalidade.
Além das falhas encontradas no procedimento, os documentos levantados pelo Ministério Público mostram que houve pagamentos à empresa. Em consulta ao Portal da Transparência de Cedral, foram localizadas ordens de pagamento, notas de empenho, notas fiscais e registros de liquidação relacionados ao contrato.
Agora, a Promotoria quer avançar justamente sobre a execução do contrato: verificar se a consultoria e a assessoria previstas foram realmente prestadas.
A confirmação dos pagamentos, por si só, não significa que tenha ocorrido irregularidade na execução. O que o MPMA pretende esclarecer é se os serviços correspondentes aos valores pagos foram efetivamente realizados e se houve adequada contraprestação ao município.
A apuração estava registrada inicialmente como Notícia de Fato nº 03/2026-PJCED, SIMP nº 000373-025/2025. Como o prazo desse procedimento chegou ao fim e ainda havia necessidade de reunir novos documentos e informações, a promotora Linda Luz Matos Carvalho determinou a conversão do caso em Procedimento Administrativo.
Com a mudança de procedimento, o Ministério Público poderá dar continuidade às diligências para esclarecer as circunstâncias da contratação, os pagamentos realizados e a efetiva execução dos serviços.
A Portaria nº 18/2026-PJCED foi disponibilizada em 15 de setembro de 2026 e publicada em 16 de setembro de 2026, no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão, edição nº 180/2026.
A disputa terá dois nomes à presidência: Beto Castro que até o momento possui 21 votos e o Vereador Marquinhos com cinco votos; outros cinco vereadores ainda não se posicionaram.
Placar parcial até esta data, 15 de setembro de 2026.
Faltando apenas duas semanas para o dia da eleição que definirá os novos comandantes da Mesa Diretora de São Luís visando o biênio 2027-2028, o Blog do Domingos Costa fez a apuração do resultado parcial dessa disputa que acontecerá no próximo dia 1º de outubro, pontualmente as 9h.
Até agora, são dois candidatos a presidente da Câmara: Beto Castro (Avante) e Marquinhos (União).
Beto soma 21 declarações de apoio públicos: Wendell Martins (Podemos), Octávio Soeiro (PSB), Thyago Freitas (PRD), Paulo Victor (PSB), Romeo Amim (PRD), Daniel Oliveira (PSD), Cleber Verde Filho (MDB), Fábio Macedo Filho (Podemos), Marlon Botão (PSB), Marcelo Poeta (PSB), Raimundo Penha (PDT), Andrey Monteiro (PV), Édson Gaguinho (PP), , Antônio Garcês (PP), Coletivo Nós (PT), Marcos Castro (PSD), Raimundo Júnior (Podemos), Astro de Ogum (PCdoB) e Rosana da Saúde (Republicanos) e Concita Pinto (PSB).
Marquinhos tem até agora quatro votos: Clara Gomes (PSD), Aldir Júnior (PL), Thay Evangelista (UP) e Professora Magnólia (UP).
Outros cinco vereadores ainda não se posicionaram, são eles, Douglas Pinto (PSD), Nato Júnior (PDT), Dr. Joel (PSD), André Campos (UP) e Flávia Bertiher (PL).
Há um movimento visando levar esses cinco “indecisos” para Marquinhos, caso acontece, o placar ficará 21×10. Mas, por hora, o placar é 21×05.
R$ 621 MILHÕES: Os alvos foram identificados pelos nomes de “Janus”, que é dentista – filho do Cichão contador; “Nilsinho” que é Pecuarista e, também, o empresário “Dourado” que também atua no ramo da Pecuária; e, por último, “Carlinho da Garagem”, todos conhecidos agiotas com atuação na Região Tocantina.
Carros de luxo apreendidos durante a Operação Faenerator em Imperatriz.
O Ministério Público do Estado do Maranhão deflagrou, nesta terça-feira, 15, a Operação Faenerator, que cumpriu mandados e buscas e apreensão contra investigados pela prática de agiotagem, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra a Administração Pública. As diligências foram realizadas em Imperatriz, João Lisboa e Buritirana, incluindo residências, sedes de empresas e propriedades rurais relacionadas aos investigados.
Além das buscas e apreensões, decisão judicial autorizou bloqueio e indisponibilidade de bens e valores de até R$ 621.455.220,00.
Conforme apuração do Blog do Domingos Costa, os alvos foram identificados pelos nomes de “Janus”, que é dentista – filho do Cichão contador; “Nilsinho” que é Pecuarista e, ainda, o empresário “Dourado” que também atua no ramo da Pecuária; e, por último, “Carlinho da Garagem”, todos conhecidos agiotas com atuação na Região Tocantina.
A ação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do MPMA (Gaeco) – Núcleo Regional de Imperatriz, com apoio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil (Seic), da Polícia Militar e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei) do MPMA. A atividade é respaldada em decisão da Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados.
Quanto aos bloqueios patrimoniais, incluem-se ativos financeiros, imóveis, veículos, aeronaves, embarcações e outros bens, bem como autorização para extração e análise de dados dos dispositivos eletrônicos apreendidos.
Sobre a operação
A Operação Faenerator é resultado do aprofundamento e do cruzamento de elementos reunidos com as operações Regalo, Timoneiro e Pavimentum, realizadas anteriormente pelo Gaeco para apurar irregularidades envolvendo recursos públicos e empresas contratadas no âmbito da Secretaria Municipal de Infraestrutura de Imperatriz (Sinfra).
Os alvos fazem parte de um núcleo financeiro suspeito de atuar no financiamento de empresas envolvidas em contratos e obras públicas no Município de Imperatriz, inclusive empreiteiras anteriormente investigadas por desvios de recursos da Sinfra. Elementos indicam que a prática dos delitos acontece, pelo menos, desde 2017.
De acordo com as investigações, o grupo fornecia recursos aos empresários por meio de empréstimos com cobrança de juros e, paralelamente, utilizava pessoas físicas, empresas e diferentes operações financeiras e patrimoniais para ocultar e dissimular a origem e a circulação dos valores.
Os dados e provas colhidas apontam que o grupo, além de fornecer de forma sistemática capital a empreiteiros locais por meio da agiotagem, também participava de mecanismos destinados à ocultação e lavagem de recursos de origem ilícita.
– Método utilizado
Empreiteiras procuravam o grupo quando necessitavam de disponibilidade imediata de recursos para iniciar obras, manter o fluxo de caixa ou cumprir compromissos financeiros. O capital era concedido sem garantias formalmente constituídas, mediante cobrança de juros que variavam entre 3,5% e 4% ao mês, além de encargos calculados em caso de atraso. Como garantia, eram utilizados cheques e notas promissórias que permaneciam fora do sistema bancário e funcionavam como instrumentos físicos de controle das dívidas.
A investigação identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade econômica declarada por algumas das empresas relacionadas ao grupo. Em um dos casos, uma clínica odontológica declarou faturamento médio mensal de aproximadamente R$ 13 mil; no entanto, movimentou R$ 143,8 milhões entre 2019 e 2024.
Dentre os mecanismos destinados a dificultar o rastreamento dos recursos, estão a utilização de transferências bancárias, PIX, depósitos fracionados, contas de passagem, pessoas interpostas e saques em espécie.
A lavagem de dinheiro também inclui a reinserção de valores na economia formal com a aquisição e comercialização de bens móveis, incluindo carros de luxo e veículos pesados, aeronaves, helicópteros, embarcações e imóveis rurais. As apurações também apontam pagamentos de obrigações de natureza pessoal relacionadas a agentes públicos e Pessoas Expostas Politicamente (PEPs).
– Bloqueio
O mandado judicial deferiu medidas de bloqueio e indisponibilidade de bens com o valor limite de R$ 621.455.220,00. A medida faz parte da estratégia de descapitalização da estrutura investigada e de preservação patrimonial. O Gaeco está apurando o montante de bens apreendidos e outras diligências.
O nome da operação deriva do termo latino faenerator, que significa “agiota” ou “usurário”, em referência à pessoa que empresta dinheiro mediante a cobrança de juros.