O ex-prefeito do município de Açailândia, ldemar Gonçalves dos Santos, retornou nesta quinta-feira (29) à sua terra natal após tratamento médico na cidade de São Paulo.
O político chegou ao Maranhão em um avião fretado da empresa Heringer Taxi Aéreo LTDA e pousou em uma pista particular localizada da “Fazenda Bola 7”, de sua propriedade situada entre os municípios de Açailândia e Itinga.
No dia 21 de dezembro de 2025, Ildemar sofreu um acidente na sua fazenda quando a silagem de soja desabou sobre ele e o peso quebrou as duas pernas (tíbia) e danificou os ombros.
Além de cirurgias, o ex-prefeito também ficou em São Paulo para diversas etapas de fisioterapia.
Atualmente, Ildemar possui dois membros da família como pré-candidatos nestas eleições, o advogado Cidônio Gonçalves, que é seu irmão disputar o Senado pelo PL e o seu filho, Ulisses Gonçalves será candidato a deputado estadual pelo mesmo partido.
Clientes da Ford Buriti em São Luís relatam dificuldades para realizar revisões e serviços na unidade localizada no São Luís Shopping. Um vídeo publicado nas redes sociais mostra um proprietário de Ford Ranger que, após ter o agendamento cancelado por “motivos técnicos” e não conseguir que a concessionária retirasse o veículo em sua residência, foi até o local e ouviu que não seria possível receber o carro porque o estabelecimento estava “sem sistema”.
O material circulou com o destaque “DESRESPEITO!” e gerou comentários de outros clientes. Um deles afirmou ter encontrado a loja fechada e ouviu que a unidade não possuía alvará de funcionamento, tendo sido fiscalizada e interditada.
• Irregularidade cadastral aponta como possível causa
Informações que circulam entre clientes e profissionais do setor automotivo indicam que a concessionária teria obtido o Alvará de Funcionamento junto à Secretaria Municipal da Fazenda (SEMFAZ), porém sem a inscrição imobiliária do imóvel no cadastro da Prefeitura de São Luís.
A inscrição imobiliária é o registro que permite o lançamento do IPTU e a emissão da Certidão Negativa de IPTU, documento normalmente exigido para a liberação ou renovação do alvará.
Sem esse cadastro, o documento de funcionamento é considerado irregular. Em casos semelhantes, a fiscalização da Blitz Urbana ou da própria SEMFAZ identifica a inconsistência e determina a interdição até a regularização.
A unidade da Buriti no São Luís Shopping iniciou as atividades no final de 2025. O período de operação coincide com o momento em que os relatos de problemas começaram a surgir.
• A justificativa operacional e a interdição
A alegação de que a loja estava “sem sistema” e, por isso, não poderia receber veículos, coincide com os relatos de interdição. Em situações de bloqueio de funcionamento por determinação da fiscalização, é comum que sistemas de agendamento, abertura de ordens de serviço e controle de oficina sejam suspensos ou fiquem indisponíveis.
Dessa forma, o que foi apresentado ao cliente como uma falha técnica ou problema operacional pode estar relacionado à restrição de funcionamento do estabelecimento.
• Atuação da fiscalização e do Ministério Público
Até o momento, não há divulgação oficial de decisão do Ministério Público do Maranhão ou de ato formal da Prefeitura confirmando a interdição da unidade. No entanto, o padrão observado em outros casos na capital envolve denúncias de irregularidade que chegam ao MP ou à fiscalização municipal, resultando em vistorias e medidas restritivas.
A Blitz Urbana, vinculada à Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (SEMURH), tem atribuição para interditar estabelecimentos que operam com documentação incompleta ou irregular.
• Situação para os clientes
Enquanto a regularização da inscrição imobiliária e a emissão de um novo alvará válido não forem confirmadas, a unidade do São Luís Shopping permanece em situação indefinida. Clientes que dependem da rede autorizada relatam cancelamentos de agendamentos e recusa de atendimento sem explicação clara sobre os motivos.
A concessionária, a Prefeitura de São Luís e o Ministério Público ainda não se pronunciaram publicamente sobre o caso.
Nicolau sempre compartilhou em suas redes sociais fotos de carinho ao lado da mãe, Jacqueline.
Morreu na manhã desta quarta-feira (29) dona Jacqueline Hiluy Nicolau, ela é mãe do ex-procurador-geral de Justiça do Maranhão, Eduardo Jorge Hiluy Nicolau.
O anúncio veio por meio das redes sociais do filho, “é com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Jacqueline Hiluy Nicolau. Agradecemos as orações e o carinho de todos neste momento de despedida.”
O velório será realizado às 13h no Salvatore, localizado ao lado do Golden Shopping Calhau em São Luís e o enterro às 16 no cemitério do Gavião, no Centro.
José Farias de Castro tentou anular condenação por improbidade administrativa, mas a Justiça Federal manteve a decisão que determina ressarcimento de mais de R$ 416 mil aos cofres públicos, além de multa e suspensão dos direitos políticos.
Ex-prefeito de Brejo, Zé Farias é aliado de Braide.
A Justiça Federal rejeitou a ação proposta pelo ex-prefeito de Brejo, José Farias de Castro, que buscava anular uma condenação por improbidade administrativa já transitada em julgado.
Na decisão, a 5ª Vara Federal da Seção Judiciária do Maranhão entendeu que o ex-gestor utilizou um instrumento jurídico inadequado para tentar desconstituir a sentença que o condenou por irregularidades na prestação de contas de recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), referentes ao exercício de 2012.
A condenação permanece em vigor e prevê o ressarcimento de R$ 416.851,07 ao erário, pagamento de multa civil no mesmo valor, suspensão dos direitos políticos por três anos e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios fiscais pelo mesmo período.
Na ação, José Farias de Castro alegava que não houve omissão na prestação de contas, sustentando que elas teriam sido apresentadas fora do prazo e aprovadas com ressalvas. Também defendeu que a responsabilidade pela prestação das contas seria do prefeito sucessor e pediu a aplicação retroativa das alterações promovidas pela nova Lei de Improbidade Administrativa.
Ao analisar o caso, o juiz concluiu que os argumentos apresentados não poderiam ser discutidos por meio da ação escolhida pela defesa, ressaltando que as alegações deveriam ter sido apresentadas durante o processo original ou, eventualmente, em ação rescisória dentro do prazo legal.
A sentença também destacou que o Supremo Tribunal Federal já definiu que as alterações trazidas pela Lei nº 14.230/2021 não podem ser aplicadas para desconstituir condenações por improbidade que já tenham transitado em julgado e estejam em fase de cumprimento.
Com isso, a Justiça indeferiu a petição inicial, extinguiu o processo sem análise do mérito e manteve integralmente os efeitos da condenação anteriormente imposta ao ex-prefeito.
Decisão liminar do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, suspende os efeitos da cassação e mantém prefeito e vice nos cargos até julgamento do recurso especial.
Confira a decisão na íntegra.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, concedeu nesta terça-feira (28) uma decisão liminar que garante o retorno do prefeito Wallas Gonçalves Rocha e da vice-prefeita Débora Heilmann Mesquita aos cargos em São Benedito do Rio Preto.
A medida suspende os efeitos do acórdão do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), que havia determinado a cassação dos diplomas da chapa eleita em 2024, até que o recurso especial seja analisado pelo relator no TSE.
Na decisão, o ministro Nunes Marques entendeu que há indícios suficientes para justificar a suspensão da cassação, especialmente diante da alegação de que o julgamento realizado pelo TRE-MA ocorreu sem a composição completa do colegiado, em possível desacordo com o artigo 28, § 4º, do Código Eleitoral, que exige a presença de todos os membros do tribunal em processos que resultem na perda de mandato.
O magistrado também destacou que a permanência dos efeitos da decisão regional poderia causar prejuízos de difícil reparação, como o afastamento dos gestores eleitos, a convocação de novas eleições e a interrupção da continuidade administrativa do município, caso o recurso seja posteriormente acolhido pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Ao deferir a liminar, o ministro Nunes Marques concedeu efeito suspensivo ao recurso especial, determinando que Wallas Rocha e Débora Heilmann Mesquita permaneçam no exercício dos cargos de prefeito e vice-prefeita de São Benedito do Rio Preto até nova manifestação da Corte.
A decisão representa uma reviravolta no processo eleitoral do município e garante a permanência da atual gestão enquanto o mérito do recurso será apreciado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Nesta segunda-feira (27), começou a circular na internet um áudio de gravação feita pelo dono do falido jornal Itaqui Bacanga, César Cutrim, durante uma ligação telefônica com o ex-deputado estadual Raimundo Cutrim, que é seu parente de terceiro grau.
César é pai do criminoso condenado Gilbson César Cutrim Soares, funcionário de Felipe Camarão na SEDUC, que na tarde de 19 de agosto de 2022, assassinou à luz do dia, João Bosco Sobrinho Pereira, na porta do edifício Tech Office, na Avenida dos Holandeses, bairro Ponta D’Areia, em São Luís.
No trecho mais impactante da gravação, Cutrim revela que a esposa do criminoso Gilbson Cutrim, a senhora Lorena Cutrim, recebeu dos deputados estaduais de oposição ao governo Brandão, a quantia de 300 mil reais para que, assim, o seu marido fizesse uma delação premiada objetivando incriminar familiares e pessoas ligadas ao Governador Carlos Brandão.
No áudio da ligação, segundo Raimundo Cutrim, os políticos fizeram uma espécie de “vaquinha” para arrecadar dinheiro e entregar à Lorena Cutrim em nome do marido, essa foi a condicionante para que a delação premiada fosse feita por Gilbson contra os Brandãos.
“Na primeira eles deram R$ 300 mil, essa eu tenho absoluta certeza, pensei que era 500 mil, mas investiguei, investiguei e confirmei. Quem deu foi o Othelino, só um entregou, mas quem participou foi Othelino, Leandro Bello, Carlos Lula, Rodrigo Lago e Julinho (se referindo a Júlio Mendonça), sei que foi cinco que deu o dinheiro”, afirma Cutrim.
O diálogo segue entre César Cutrim e Raimundo Cutrim sobre o caso…
Médico explica como lipo HD, lipoescultura e cirurgias mamárias estão cada vez mais focadas em resultados naturais e individualizados
Dr. Alexandre Augusto Gomes Alves.
Durante décadas, os procedimentos estéticos cirúrgicos esteve associados à busca por padrões de beleza muitas vezes inspirados por celebridades, modelos e influenciadores. Fotos de referência levadas ao consultório eram comuns e, em muitos casos, os pacientes desejavam reproduzir características físicas de outras pessoas. Hoje, porém, esse cenário vem mudando.
A chamada “era da personalização” tem transformado a relação dos pacientes com a estética. Em vez de perseguir um padrão único de beleza, cresce a procura por resultados que valorizem a individualidade, respeitem as características anatômicas e estejam alinhados ao estilo de vida de cada pessoa.
A tendência acompanha um movimento global de valorização da naturalidade e da autenticidade.
O Brasil permanece entre os países que mais realizam procedimentos estéticos no mundo. Segundo uma matéria da Folha de S.Paulo que trouxe dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o país lidera o ranking global de procedimentos cirúrgicos estéticos, com mais de 2,3 milhões de cirurgias realizadas em 2024.
Dentre os procedimentos mais procurados estão lipoaspiração, cirurgias mamárias, blefaroplastia e abdominoplastia.
Para o médico com formação internacional em cirurgia estética, Dr. Alexandre Augusto Gomes Alves, a mudança mais significativa está justamente no perfil dos pacientes.
“Quando comecei a atuar na área estética, era muito comum o paciente chegar com uma foto de uma celebridade e querer reproduzir exatamente aquele resultado. Hoje vejo uma mudança importante. A maioria das pessoas quer melhorar a aparência, mas sem perder suas características. Existe uma preocupação maior em manter a identidade, respeitando o próprio corpo, a idade e o estilo de vida”, explica.
– A naturalidade como novo objetivo dos pacientes
A busca por resultados discretos e harmônicos deixou de ser uma preferência isolada para se tornar uma das principais tendências de procedimentos estéticos cirúrgicos.
“Hoje a palavra que mais escuto no consultório é “naturalidade”. Os pacientes querem parecer descansados, mais jovens ou com um contorno corporal melhor, mas sem que as pessoas percebam claramente que fizeram uma cirurgia. Isso faz com que o planejamento seja cada vez mais individualizado, buscando equilíbrio e harmonia, e não exageros”, afirma o médico.
Essa mudança também reflete um amadurecimento do próprio mercado estético. Se em outros momentos procedimentos mais evidentes dominavam as redes sociais, atualmente cresce a valorização de resultados mais sutis, capazes de realçar atributos pessoais sem descaracterizar a aparência do paciente.
Procedimentos corporais como lipo HD, lipoescultura, lipoenxertia e abdominoplastia estão entre os que mais se beneficiam desse novo conceito de personalização, tendo um olhar ainda mais cuidadoso na hora de alinhar as expectativas
De acordo com o médico, o Dr. Alexandre Augusto Gomes Alves, o planejamento moderno vai muito além da simples retirada de gordura, o que compreende o processo como um todo, desde o procedimento até o paciente.
“Essas técnicas nos permitem tratar o corpo de forma mais artística e personalizada. Não se trata apenas de retirar gordura, mas de entender as proporções de cada paciente.”, comenta sobre.
O médico com RQE em Cirurgia Geral e atuação na área estética ainda ressalta que através dessa personalização e de técnicas avançadas é possível, por exemplo, em alguns casos, remover gordura de uma determinada região e reaproveitá-la em outra área. “Isso gera resultados mais naturais e mais adequados à anatomia de cada pessoa.”, afirma.
Justamente por tratar desses procedimentos de forma muito mais personalizada, é possível falarmos sobre “o fim da estética padronizada”, já que para o próprio médico, um dos maiores avanços da cirurgia estética atual está justamente no entendimento de que não existe um único modelo de beleza.
“Eu considero isso fundamental. Não existem dois pacientes iguais. Cada pessoa tem uma estrutura corporal diferente, uma qualidade de pele diferente e expectativas próprias. O sucesso de uma cirurgia depende muito desse entendimento. O objetivo não é transformar alguém em outra pessoa, mas valorizar suas melhores características com segurança e bom senso.”
Esse conceito tem influenciado também outro segmento do ramo: as cirurgias mamárias. Hoje, a escolha do volume, formato e projeção das mamas leva em consideração fatores como biotipo, proporções corporais, rotina, prática de atividades físicas e expectativas individuais, substituindo decisões baseadas apenas em tendências do momento.
– O futuro dos procedimentos estéticos cirúrgicos
Não muito distante do que já vivemos, a personalização continuará sendo o principal caminho da especialidade nos próximos anos.
“Acredito que a personalização continuará sendo a principal tendência. Vejo uma procura crescente por resultados mais naturais, proporcionais e compatíveis com o estilo de vida de cada paciente. Também teremos avanços importantes em tecnologias que auxiliam o planejamento cirúrgico, a recuperação pós-operatória e a previsibilidade dos resultados.”, pontua o médico.
A expectativa é que recursos tecnológicos cada vez mais avançados permitam simulações mais precisas, planejamentos individualizados e uma experiência ainda mais segura para os pacientes.
Apesar da evolução das técnicas e da crescente busca por resultados personalizados, o médico com formação internacional na área da estética reforça que a decisão por uma cirurgia plástica deve sempre ser tomada com muita responsabilidade.
“Minha principal orientação é que o paciente faça uma consulta detalhada, tire todas as dúvidas e tenha expectativas realistas. Um procedimento estético pode trazer benefícios importantes para autoestima e qualidade de vida, mas ela deve ser encarada com responsabilidade. Segurança, planejamento e uma boa relação médico-paciente são tão importantes quanto o resultado final.”, conclui o médico.
Dr. Alexandre Augusto Gomes Alves é médico, especialista em Cirurgia Geral (RQE), com formação complementar internacional na área de cirurgia estética e plástica, incluindo fellowship em Milão (Itália) e aperfeiçoamentos nos Estados Unidos. Cursos de aperfeiçoamento nos Estados Unidos e pós-graduação em Cirurgia Plástica reconhecida pelo MEC. Atua há mais de 25 anos na área cirúrgica e estética.
Um verdadeiro escândalo, sem precedentes, no Tribunal de Justiça do Maranhão envolvendo um Desembargador e um advogado das fraudes do Banco Master.
Sede do Tribunal de Justiça do Maranhão.
Um ex-prefeito de um município maranhense, condenado a 10 anos de prisão, em primeira e segunda instância, por estuprar uma menina menor de idade está muito perto de conseguir limpar sua ficha graças a uma manobra feita no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA).
O pedófilo condenado por estupro, contratou um advogado “milagreiro”, conhecido pelo envolvimento na fraude milionária do Banco Master.
Dada a influência e proximidade desse advogado junto a um “certo” Desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão, a condenação do ex-prefeito está prestes a ser anulada.
E, acredite, a razão para tanta pressa em favor do pedófilo é que ele pretende disputar as eleições de outubro como candidato a deputado federal pelo PDT.
Isto é, um condenado por estupro de uma menor de idade, que deveria está cumprindo pena na Penitenciária de Pedrinhas, está sendo beneficiado por uma manobra dentro do TJ-MA para disputar as eleições e virar representante do povo em Brasília.
O mais curioso é que, do nada, o processo envolvendo esse caso ganhou sigilo absoluto no sistema do TJ-MA e nem mesmo os servidores do Palácio Clóvis Bevilácqua conseguem ter acesso aos autos. De quem partiu essa ordem de “sigilo total” nesse processo?
Vale destacar, que na eleição municipal de 2024, esse mesmo político não conseguiu disputar o pleito porque possui condenação criminal de estupro de vulnerável e está inelegível, mas agora, estão “operando” tornar o ficha suja em ficha limpa.
E, detalhe, o nome do pedófilo condenado por estupro já consta na nominata do PDT enviada em ata à justiça eleitoral, aprovado na convenção realizada este final de semana para disputar estas eleições.
O que o senador Weverton pensa sobre um pedófilo condenado por estupro de uma menina de 12 anos nos quadros do seu partido para disputa de vaga na Câmara Federal?
O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA) instaurou um Procedimento Administrativo para investigar uma grave denúncia envolvendo o sistema de saneamento básico de Carolina, após surgirem indícios de colapso da rede de esgotamento sanitário, paralisação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), descarte irregular de esgoto sem tratamento e possível contaminação da água distribuída à população.
A investigação foi oficializada por meio da Portaria nº 27/2026, publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público em 27 de julho de 2026, e é conduzida pelo promotor de Justiça Marco Túlio Rodrigues Lopes, titular da Comarca de Carolina.
Segundo o Ministério Público, a apuração teve início após um ofício encaminhado pela vereadora Yara Soares Araújo, relatando o colapso do sistema de esgotamento sanitário do município, a inoperância da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e fortes indícios de que efluentes estariam sendo descartados sem qualquer tratamento, colocando em risco a saúde da população e o meio ambiente.
Durante as diligências preliminares, a Promotoria afirma que o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) confirmou oficialmente a paralisação do sistema.
Além disso, um relatório técnico assinado pelo engenheiro Leidivalter Costa Novais apontou que o sistema de coleta e tratamento de esgoto está totalmente inoperante, com bombas e reatores desmontados e enviados para oficinas fora do município, deixando Carolina sem funcionamento adequado da estrutura de saneamento.
Outro ponto considerado grave pelo Ministério Público envolve denúncias apresentadas por moradores dos bairros Brejinho e Pé na Cova, que encaminharam fotografias e vídeos relatando a existência de possível contaminação cruzada entre a rede de abastecimento de água potável e os efluentes sanitários, situação que poderá representar risco direto à saúde pública.
A investigação também apura possíveis falhas na execução e no recebimento das obras do sistema de saneamento implantadas pelo Consórcio CESTE, por meio do Acordo nº 1022/2016, além da inexistência de licença ambiental de operação atualizada expedida pelos órgãos competentes.
Segundo o Ministério Público, há indícios de que o município não possui planejamento efetivo para cumprir as metas previstas no novo marco legal do saneamento básico, que determina a universalização dos serviços de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto até 2033.
A Promotoria destaca que também não foram identificados cronograma de investimentos, metas progressivas, indicadores de desempenho ou mecanismos de fiscalização capazes de garantir a melhoria dos serviços.
Na avaliação do órgão ministerial, os fatos investigados podem caracterizar infrações ambientais e sanitárias, além de possível violação da Lei Nacional do Saneamento Básico, da Resolução CONAMA nº 357/2005 e, em tese, até atos de improbidade administrativa, caso sejam comprovadas irregularidades na gestão do sistema.
Com a conversão da Notícia de Fato em Procedimento Administrativo, o Ministério Público acompanhará a regularização do sistema de coleta e tratamento de esgoto, investigará os danos ambientais e os riscos à saúde pública e buscará identificar os responsáveis pelas irregularidades.
Caso as ilegalidades sejam confirmadas durante a investigação, poderão ser adotadas medidas extrajudiciais e judiciais para responsabilização dos envolvidos, recuperação dos danos ambientais e adoção das providências necessárias para restabelecer os serviços essenciais de saneamento em Carolina.
Materiais hospitalares incinerados no lixão do Pavão em Alcântara.
Uma denúncia sobre o suposto descarte irregular de resíduos hospitalares no Lixão do Pavão, em Alcântara, levou o Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA) a ampliar as investigações para apurar crime ambiental e riscos à saúde pública.
A apuração foi convertida em Procedimento Administrativo, diante da necessidade de aprofundar as diligências e identificar os responsáveis pelo caso.
A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 8/2026, publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público em 27 de julho de 2026, e é conduzida pelo promotor de Justiça Raimundo Nonato Leite Filho.
De acordo com o Ministério Público, a investigação teve início após uma denúncia encaminhada por e-mail à Promotoria de Justiça de Alcântara, relatando que resíduos hospitalares estariam sendo descartados de forma irregular no Lixão do Pavão, situação que, em tese, pode configurar crime ambiental e representar sérios riscos à população e ao meio ambiente.
Segundo a portaria, o material descartado inadequadamente pode contaminar o solo, atingir lençóis freáticos, favorecer a proliferação de doenças e expor trabalhadores, catadores e moradores da região ao contato com resíduos potencialmente infectantes.
O Ministério Público destaca que a legislação brasileira determina tratamento e destinação específicos para resíduos provenientes de unidades de saúde, justamente por apresentarem potencial risco biológico e ambiental. O descarte desse tipo de material em lixões comuns pode caracterizar infração à legislação ambiental e sanitária.
Como o prazo da Notícia de Fato chegou ao fim sem que todas as diligências fossem concluídas, a Promotoria decidiu converter o procedimento em Procedimento Administrativo, permitindo a continuidade da investigação.
Com a nova fase da apuração, o Ministério Público pretende realizar novas diligências, acompanhar as providências adotadas pelos órgãos competentes, identificar quem são os responsáveis pelo descarte irregular e verificar se houve violação das normas ambientais e sanitárias.
A Promotoria também busca reunir elementos que possam fundamentar futuras medidas extrajudiciais ou judiciais, caso sejam confirmadas irregularidades relacionadas ao despejo de resíduos hospitalares no lixão.
A investigação seguirá com a coleta de novas provas e o acompanhamento das providências administrativas, podendo resultar na responsabilização civil, administrativa e até criminal dos envolvidos, caso fique comprovado que houve descarte irregular de resíduos de serviços de saúde no município de Alcântara.