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O STF (Supremo Tribunal Federal) divulgou na tarde desta sexta-feira (19) a íntegra da delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBS, controlador do frigorífico Friboi. A medida foi tomada após o ministro Edson Fachin homologar os depoimentos, firmados com a PGR (Procuradoria-Geral da República). São cerca de 2 mil páginas. As oitivas foram gravadas em vídeo. Sigilo já havia sido retirado, mas material não estava disponível; informações resultaram em movimento pelo impeachment de Temer.
– Em grampo, Gilmar Mendes promete ajudar Aécio em projeto que dificulta investigações de corrupção
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes foi flagrado em um grampo telefônico — autorizado pelo próprio Supremo — prometendo ajuda ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) para aprovar o projeto de lei que define o crime do abuso de autoridade. Relatório da Polícia Federal revela um pedido do senador ao ministro do Supremo para que converse com outro senador, Flexa Ribeiro (PSDB-PA), e o convença a seguir o voto de Aécio no referido projeto. O senador mineiro foi afastado na quinta-feira (18) de suas funções no Legislativo por determinação de Luis Edson Fachin, ministro responsável no STF pelos inquéritos da Lava Jato.
– Joesley diz que 100% do seu negócio ‘era com o presidente Michel’
O empresário Joesley Batista, dono da JBS, afirmou à Procuradoria-Geral da República que 100% dos “negócios” dele eram tratados diretamente com o presidente Michel Temer. A afirmação foi feita no contexto em que Joesley explicava a conversa que teve com o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) sobre o pagamento de propinas ao grupo do PMDB. “Quando era com o Geddel (Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo) e o Michel era bastante consolidada a ideia de que todo mundo sabia do que estava acontecendo. Rodrigo eu conheci em uma ou duas conversas. Eu tive com ele umas três vezes. 100% do meu negócio era com o presidente Michel”, afirmou.
– Pediram R$ 150 mi para comprar 30 deputados e salvar Dilma, diz Joesley
O empresário Joesley Batista afirmou que o deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) pediu a ele, na véspera da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, 16 de abril de 2016, que comprasse 30 deputados por R$ 5 milhões cada um para bloquear o afastamento da presidente. Segundo depoimento de Batista, Bacelar foi à casa dele no sábado anterior à votação, às 22h30. “Ele disse: nós precisamos comprar os deputados para bloquear o impeachment; aí me mostrou uma lista – 30 deputados, a R$ 5 milhões cada um, a gente bloqueia o impeachment”, disse Batista em seu depoimento ao Ministério Público, no dia 3 de maio de 2017. “Eu disse a ele: olha, 5 deputados por R$ 3 milhões cada, você pode comprar por minha conta…30 eu não dou conta de comprar”, continuou o empresário.
– Delator diz que Aécio recebeu R$ 80 mi para campanha e ‘continuou pedindo mais’
Relações Institucionais e de Governo da JBS, Ricardo Saud, relatou que o grupo pagou R$ 80 milhões para a campanha do então candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves. Principal braço direito de Joesley Batista, dono da JBS, nas negociações com políticos do governo ou da oposição, Saud não deu detalhes sobre a forma do repasse ao tucano, mas disse que as “questões” eram na maioria das vezes “ilícitas”. O delator contou que Joesley sempre “correu” do candidato. “Ele [Aécio] continuou pedindo mais dinheiro após a campanha”, relatou. Saud ainda contou que um homem de prenome Fred era o interlocutor de Aécio para receber o dinheiro, sempre em shopping center movimentado. O dinheiro era guardado por Fred numa mochila de cor preta. Uma pessoa próxima de Aécio conhecida por Fred é o primo dele Frederico Pacheco de Medeiros, preso no âmbito das investigações nesta quinta-feira (18).
– Temer teria recebido cerca de R$15 mi em propina da JBS
O diretor da JBS Ricardo Saud afirmou, em delação premiada, que o presidente Michel Temer recebeu aproximandamente R$ 15 milhões em propina, de acordo com inquérito contra o presidente no STF (Supremo Tribunal Federal). O inquérito investigará Temer por obstrução à Justiça e corrupção passiva. Executivos da JBS também relataram pagamento de propina a Temer e ao deputado Rocha Loures (PMDB-PR) em troca de afastamento de monopólio da Petrobras no fornecimento de gás.
– Temer e Aécio serão investigados por três crimes no Supremo
O presidente da República, Michel Temer (PMDB), será investigado no STF (Supremo Tribunal Federal) por suspeita de três crimes: corrupção passiva, obstrução à investigação de organização criminosa e participação em organização criminosa. Um quarto crime descrito no pedido de abertura de inquérito é o de corrupção ativa, mas, neste caso, a conduta é atribuída pela PGR apenas a Joesley Batista, pelo pagamento de R$ 2 milhões acertada para Aécio Neves para pessoas de confiança do senador. Joesley, no entanto, não consta como investigado neste inquérito e sim num outro que também foi autorizado por Fachin, em conjunto com o procurador-eleitoral Angelo Goulart Vilela e o advogado Willer Tomaz.
– JBS ajudou a financiar campanhas de 1.829 candidatos de 28 partidos
Apostando em um futuro bom relacionamento com prováveis candidatos que fossem eleitos em 2014, a J&F (holding controladora do grupo JBS) destinou mais de R$ 500 milhões para ajudar a eleger governadores, deputados estaduais, federais e senadores de todo o País, segundo os delatores. Em um dos depoimentos que prestou ao MPF (Ministério Público Federal), com quem firmou acordo de delação premiada já homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o diretor de Relações Institucionais e Governo da J&F, Ricardo Saud, entregou um levantamento detalhado em que aponta todos os candidatos financiados pela empresa. De acordo com Saud, o total em dinheiro repassado por meio de “pagamentos dissimulados” alimentou as campanhas de 1.829 candidatos. Destes, 179 se elegeram deputados estaduais em 23 unidades da federação e 167, deputados federais por 19 partidos.
– Serra recebeu R$ 6,4 milhões da JBS via caixa 2 em 2010, diz delator
O empresário Joesley Batista afirmou em sua delação premiada que pagou R$ 20 milhões a José Serra em 2010. Os repasses foram feitos via caixa dois. Em visita à sede da JBS, em São Paulo, o senador pediu ajuda para a campanha, segundo Joesley. Naquele ano, Serra disputou a presidência da República com Dilma Rousseff, mas perdeu no segundo turno. De acordo com Joesley, do valor total, R$ 6 milhões foram repassados por meio de notas fiscais frias para a empresa LRC Eventos e promoções. O empresário afirma que a transação envolveu a “falsa venda” de camarote no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Já a outra parcela, de R$ 420 mil, foi feita para a empresa APPM Analista e Pesquisa, também com notas fiscais frias, segundo detalhou ele em sua delação.
– Lula e Dilma tinham US$ 150 mi em ‘conta’ de propina da JBS, diz Joesley
O termo de colaboração 1 do empresário Joesley Batista, do Grupo JBS, descreve o fluxo de duas ‘contas-correntes’ de propina no exterior, cujos beneficiários seriam os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O empresário informou à Procuradoria-Geral da República que o saldo das duas contas bateu em US$ 150 milhões em 2014. Ele disse que o ex-ministro Guido Mantega (Fazenda/Governos Lula e Dilma) operava as contas. O delator informou que em 2009 destinou uma conta a Lula e no ano seguinte, outra para Dilma. Joesley revelou que em dezembro de 2009, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) adquiriu de debêntures da JBS, convertidas em ações, no valor de US$ 2 bilhões, “para apoio do plano de expansão” naquele ano.
– Kassab recebeu R$ 36 milhões de propina da JBS e do PT, diz o delator
Em depoimento de delação premiada, o empresário Wesley Batista, do grupo JBS, declarou que a empresa pagou R$ 29,4 milhões em propina para o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações Gilberto Kassab. Mensalmente, Kassab recebia R$ 350 mil, pagos pela empresa na expectativa de um dia utilizar a influência política do ministro. (TUDO SOBRE A “REPÚBLICA GRAMPEADA”). No relato, Wesley conta que quando a JBS comprou o setor de frigoríficos do grupo Bertin herdou um contrato entre Kassab e Natalino Bertin. A empresa usava caminhões comprados pelo ministro para transportar contêineres por um valor mensal de R$ 300 mil, que posteriormente subiu para R$ 400 mil.
– Não há ilegalidade em áudios gravados por Joesley, diz Fachin
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin, relator da operação Lava-Jato, apontou no despacho de abertura do inquérito que tem entre os investigados o presidente Michel Temer que não há ilegalidade nos áudios gravados pelo empresário Joesley Batista, do Grupo JBS. O ministro aponta ainda que as conversas gravadas foram “ratificadas e elucidadas” por Joesley em depoimento ao Ministério Público. “Convém registrar, ainda e por pertinência, que a Corte Suprema, no âmbito de Repercussão Geral, deliberou que ‘é lícita a prova consistente em gravação ambiental realizada por um dos interlocutores sem conhecimento do outro’. Desse modo, não há ilegalidade na consideração das quatro gravações em áudios efetuadas pelo possível colaborador Joesley Mendonça Batista, as quais foram ratificadas e elucidadas em depoimento prestado perante o Ministério Público (em vídeo e por escrito), quando o referido interessado se fez, inclusive, acompanhado de seu defensor”, escreveu Fachin no seu despacho
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Deputado Fabio Braga…
Diz o ditado popular que notícia ruim dá ibope e notícia boa dá inveja. E o Brasil dos últimos anos tem sido muito mais pródigo e efervescente em produzir e propagar as más notícias do que as boas, sobretudo porque as ruins costumam se espalhar como um rastilho de pólvora, queimando tudo que encontram pela sua frente, principalmente uma boa notícia.
O país da “Lava Jato” a gente tem que admitir, não está criando tantas notícias boas quanto deveria e quanto precisaria criar, porque a política não ajuda a economia. Uma trabalha e constrói de dia, e a outra ataca e destrói à noite. É raro a gente acordar sem que os noticiários estejam mostrando uma operação policial em algum recanto do país, com mandatos para cumprir.
Entretanto, como o país é muito surpreendente, aqui acolá surge uma notícia boa e a gente tem que correr para divulgar, senão ela carboniza no fogo do rastilho.
Possivelmente pensando nisso, o deputado Fabio Braga – Solidariedade, subiu à tribuna da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira, 18, e revelou que “tinha preparado um discurso sobre um assunto que chamaria atenção pelas boas notícias no País, notícias essas vindas do campo; do agronegócio; da agricultura familiar, boas chuvas no campo mesmo que elas tenham sido ofuscadas pelos relâmpagos e raios das péssimas notícias provocadas pela política, na noite anterior”.
O deputado, contudo, não se ofuscou e deu seu recado: “o crescimento da produção de grãos na safra 2016/2017, chegará aos 227 milhões de toneladas, superando em 22% a produção da safra anterior, o que mostra a força do campo porque o país está em recessão há dois anos” – comemorou.
Mostrou que o Brasil “estava estabilizando a moeda frente ao dólar; estava tendo um crescimento nas vendas; estava melhorando sua escala de produção, e lamentou porque as notícias ruins ainda vão dominar o noticiário por algum tempo, dando pouca divulgação ao bom desempenho, por exemplo, do setor agrícola” – disse.
Lembrou, também, que “ao produzir mais, o Brasil barateia o consumo de alimentos básicos, como a soja, que está presente no leite, na manteiga, no óleo de cozinha; o arroz, que é alimento obrigatório na dieta do brasileiro; o milho, que é uma commodity rica em vitaminas e sais minerais usados principalmente na culinária nordestina, e o trigo, utilizado na produção de ração animal, pães e massas, permitindo com essa produção, que o alimento chegue mais fácil e mais barato à mesa do consumidor”.
E concluiu sua fala dizendo: “existem notícias que são espantosas para qualquer cidadão brasileiro, porque o que se vê diariamente são políticos indiciados, investigados ou presos, e informações desse tipo é que alimentam e dominam o noticiário brasileiro e maranhense, enquanto as notícias boas vão ficando esquecidas. Por isso eu lamento muito essa situação, porque a gente acaba se acostumando com ela e não valoriza aquilo que está dando certo na nação, como é o caso da agricultura brasileira, por exemplo” – finalizou.
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Contrato com um Galpão de Arquivos levanta suspeitas, sobretudo pelo alto valor…
Atrás do Mix Mateus do bairro do São Cristóvão, em São Luís. Essa é a localização da
A empresa ganhou sem licitação nada menos que R$ 721.180,00 (setecentos e vinte e um mil cento e oitenta reais) na prefeitura de Paço do Lumiar. A contratação é assinada pela secretária de Administração, Finanças, Fazenda e Articulação Governamental –, Neusilene Nubia Feitosa Dutra, a advogada Núbia Dutra.
No termo de ratificação, a Inexigibilidade publicada no Diário Oficial do último dia 05 de abril de 2017, não está expresso a finalidade para o pagamento astronômico, tampouco, a vigência do contrato.
À vista disso, um trabalho ser desvendado pelos atuantes vereadores luminenses…
Intrigado com as peculiaridades do contrato, o blog foi conferir de perto o endereço de registro da empresa na Rua Elizabeth Kerth, nº07 – Quadra 66. [também conhecida como Rua Dr Antônio Dino].
No local, um grande galpão que serve apenas para guardar arquivos empilhados em pratilheiras gigantes, como revelam as imagem abaixo:

Empresa ‘Arquivar’ é, na verdade, um grande galpão de guardar arquivos, no bairro do São Cristóvão…
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Protesto aconteceu na sede dos três poderes cururupuenses…
Na manhã desta sexta-feira (19), servidores públicos municipais demitidos da prefeitura de Cururupu queimaram pneus em via pública e foram para a porta do Fórum de Justiça, Câmara de Vereadores e sede do Executivo como força de protestar pelo ato, segundo eles, abusivo e arbitrário da prefeita Rosaria de Fátima Chaves, a Rosinha.
De acordo com uma “Carta Manifesto” lançada pelo grupo, 206 funcionários públicos foram afastados pela portaria 129/2017 expedida pela atual prefeita. Na portaria, o artigo primeiro reza “que ficam afastados preventivamente das suas funções, sem prejuízo dos vencimentos durante 30 dias ou o prazo que durar o Processo Administrativo nº 001/2017, não ultrapassando 60 dias”. Contudo, o processo administrativo ultrapassou o prazo estabelecido e somente no dia 15 de março a gestão municipal começou notificar os funcionários, isto é, estrategicamente após o prazo.
Prejudicados, os ex-funcionários cobram da prefeita uma solução. “Até agora não recebemos os vencimentos, a prefeita não conseguiu atender a necessidade daquilo que ela propôs: nos pagar sem perca de vencimentos. “, diz a carta do manifesto.
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Respondendo a mais dez processos por estelionato, acusado é investigado desde 2007 por aplicar diversos golpes em grandes empresas, políticos e em repartições públicas.

Desta vez, a vítima de Prado era o Ministro Gilmart Mendes…
O estelionatário Carlos Roberto Melo (conhecido por Prado Carioca) reaparece novamente na mídia, segundo post do Blog do Gilberto Leda, o empresário famoso na prática de golpes, desta vez utilizou o nome do empresário Fernando Sarney, dono da Sistema Mirante de Comunicação, para tentar obter verbas de patrocínio junto ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A primeira ligação de Prado ao ministro aconteceu no dia 24 de abril deste ano. Em contato com a secretária do ministro, Prado (se apresentando como Fernando Sarney) pede que Gilmar Mendes o receba, o estelionatário ainda falou que queria falar com Mendes sobre “negócios”, sem revelar quais assuntos seriam estes.
Prado não conseguiu o seu objetivo, que era o de falar pessoalmente com o ministro Gilmar Mendes. Após o primeiro contato, a assessoria do ministro Gilmar Mendes então ligou para a diretoria do Grupo Mirante e revelou o fato. De acordo com os auxiliares de Mendes, o número usado por Prado para fazer os contatos com o ministro era oriundo do Distrito Federal.
Se passando por Cafeteira
Em dezembro de 2009, o famoso estelionatário Prado Carioca, voltou à cena. E de forma ainda mais ousada. Dessa vez, ele tentou extorquir dinheiro da Petrobras se passando pelo senador Epitácio Cafeteira (PTB). A estatal descobriu o golpe e agora quer processar o criminoso. Prado Carioca tentou aplicar o golpe enviando um ofício com a assinatura falsificada de Cafeteira à Diretoria de Petróleo e Gás da Petrobras, no Rio de Janeiro. No documento, datado de 14 de dezembro, ele pedia patrocínio a um festival de bumba-meu-boi que seria promovido pela empresa G.O. Prado Produção.
Histórico de estelionato

Estelionatário se passava por Fernando Sarney para pegar dinheiro com ministro Gilmar Mendes.
Carlos Roberto é investigado desde 2007 acusado de aplicar diversos golpes em grandes empresas e em repartições públicas em outros estados. Contra ele existem mais dez processos, na Seic e na Delegacia de Defraudações, todos por estelionato. No ano de 2003, Prado foi preso no 8º Distrito Policial, também por estelionato.
As investigações dão conta de que o acusado já aplicou golpe em empresas grandes nos estados do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e ainda nas empresas Vale, Acor, Banco HSBC, entre outras. Também aplicou golpe na empresa Gerisat, de Fortaleza-CE, da qual teria se beneficiado com a quantia de R$ 30 mil, depositado na conta bancária da empresa GO Prado Produções, que pertence a ele.
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O advogado Francisco Zavascki questionou se o acidente de avião que matou ex-ministro do STF teria sido proposital. Postagem foi apagada minutos após.
O escândalo envolvendo delações de empresários do grupo JBS, que teriam gravado Michel Temer (PMDB) e Aécio Neves (PSDB) negociando propina, fez com que o filho de Teori Zavascki – ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que era responsável pelos processos da Operação Lava-Jato, e morreu na queda de um avião em janeiro – desabafasse nas redes sobre as investigações contra corrupção e o momento político do país. No final do texto, Francisco Zavascki afirma: “Desculpem o desabafo, mas não tenho como não pensar que não mandaram matar o meu pai!”.
Em seu texto, Francisco diz que o PMDB estava aproveitando o governo do PT até que começou a Operação Lava Jato. “A ordem sempre foi a de parar a Operação (isto está gravado nas palavras dos seus líderes). Todavia, ao que parece, até para isso o PT era incompetente e, ao que tenho notícia, de fato, o PT nunca tentou nada para barrar a Lava Jato (ao menos o pai sempre me disse que nunca tinham tentado nada com ele), o que sempre gerou fortes críticas de membros do PMDB”, afirma ele.
Francisco segue questionando o que pode vir a seguir, depois do impeachment de Dilma e com as investigações se aproximando de líderes do partido. “O problema é que as investigações começaram a ficar mais e mais perto e os líderes do PMDB viram como única saída, realmente, brecar a Operação a qualquer custo. Para isso, precisava do poder. Derrubaram a Dilma e assumiu o Temer. Do que eles são capazes? Será que só pagar pelo silêncio alheio? Ou será que derrubar avião também está valendo?”, questiona.

Enterro do ministro Teori Zavascki (foto: Divulgação/STF)
Ele ainda diz que Teori, morto na queda de um avião, em Angra dos Reis, em janeiro deste ano, às vésperas de homologar as delações do grupo Odebrecht, “estava aflito com o ano de 2017”. “Aflito ao ponto de me confidenciar que havia consultado informalmente as Forças Armadas e que tinha obtido a resposta de que iriam sustentar o Supremo até o fim! Não tem coisa que me embrulha mais o estômago do que lembrar que, no dia do velório do meu pai, diante de tanta dor, ainda tive que cumprimentar os membros daquele que foi apelidado naquele mesmo dia de o “cortejo dos delatados”. Impeachment já!”, segue Francisco.
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Carta de demissão de Roberto Freire, Ministro da Cultura…
Apesar de ter feito um pronunciamento há pouco na televisão, anunciando que não vai renunciar ao mandato, o presidente Temer vê seu governo ilegítimo “derreter” perante a opinião pública, diante das denúncias comprovadas de que o peemedebista comprou o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, preso por corrupção.
Três ministros pernambucanos tiveram mas vergonha que Michel Temer e pediram demissão do cargo. Foram eles: Bruno Araújo (PSDB), Roberto Freire e Raul Jungmann, os dois do PPS.
E mais…
O ministro das Relações Exteriores também estaria com a carta de demissão pronta. O PSB também pediu que o ministro de Minas e Energia Fernando Coelho Filho deixe o governo, por considerar que Temer perdeu a legitimidade.
No Supremo Tribunal Federal o ministro Luiz Edson, relator da Lava Jato no STF aceitou pedido do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot e vai abrir inquérito de investigação do presidente da República por obstrução da Justiça.
O ex-presidente Fernando Henrique, uma das poucas personagens do PSDB que ainda tem um pouco de respeito, apesar das privatizações imorais do seu governo, acha que Temer não tem mais condições de administrar o país e defendeu a sua renúncia.
Em todas as capitais e grandes cidades do Brasil estão sendo marcadas manifestações contra os escândalos dos políticos e a saída de Temer do poder.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nesta quinta-feira as gravações feitas pelo empresário Joesley Batistas, um dos donos da JBS, e apresentadas como parte da sua delação premiada. Os aqrquivos de áudio foram enviados ao presidente Michel Temer e depois divulgados para a imprensa. Em uma das gravações, o presidente aparece dando aval para o pagamento de propina ao deputado cassado Eduardo Cunha em troca do silêncio dele. Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley.
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Roseana Sarney, Roberto Rocha e Sarney Filho estão escondidos…
Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) gravaram vídeos na madrugada desta quinta-feira (18) para defender o presidente Michel Temer (assista AQUI ). O senador Romero Jucá (PMDB-RR) também participou das filmagens. A iniciativa é decorrente da gravação feita por um dos donos do grupo JeF, proprietário do frigorífico JBS, segundo a qual Temer teria compactuado e incentivado a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
No Estado do Maranhão, a “renca ” de aliados do ainda presidente da República não tiveram a mesma coragem nesse momento de crise. A ex-governador Roseana Sarney até agora nada declarou; Mesmo caminho do senador Roberto Rocha (PSB), que também se mantém em silêncio total. Pior ainda é o deputado Sarney Filho (PV), embora seja Ministro do Meio Ambiente, o maranhense se escondeu desde ontem (17), quando veio a público a delação dos donos da JBS.
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Presidente afirmou que não teme delação. Segundo ‘O Globo’, empresário entregou à PGR gravação de conversa com Temer sobre a compra do silêncio de Eduardo Cunha.
O presidente Michel Temer afirmou na tarde desta quinta-feira (18) no Palácio do Planalto que não teme delação e que não renunciará. Ele fez um pronunciamento motivado pela delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS. As delações já foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal. Nesta quinta, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente.
– Íntegra do pronunciamento
Leia abaixo a íntegra do pronunciamento de Michel Temer:
Olha, ao cumprimentá-los, eu quero fazer uma declaração à imprensa brasileira e uma declaração ao País. E, desde logo, ressalto que só falo agora – os fatos se deram ontem – porque eu tentei conhecer, primeiramente, o conteúdo de gravações que me citam. Solicitei, aliás, oficialmente, ao Supremo Tribunal Federal, acesso a esses documentos. Mas até o presente momento não o consegui.
Quero deixar muito claro, dizendo que o meu governo viveu, nesta semana, seu melhor e seu pior momento. Os indicadores de queda da inflação, os números de retorno ao crescimento da economia e os dados de geração de empregos, criaram esperança de dias melhores. O otimismo retornava e as reformas avançavam, no Congresso Nacional. Ontem, contudo, a revelação de conversa gravada clandestinamente trouxe volta o fantasma de crise política de proporção ainda não dimensionada.
Portanto, todo um imenso esforço de retirar o País de sua maior recessão pode se tornar inútil. E nós não podemos jogar no lixo da história tanto trabalho feito em prol do País. Houve, realmente, o relato de um empresário que, por ter relações com um ex-deputado, auxiliava a família do ex-parlamentar. Não solicitei que isso acontecesse. E somente tive conhecimento desse fato nessa conversa pedida pelo empresário.
Repito e ressalto: em nenhum momento autorizei que pagassem a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém. Por uma razão singelíssima: exata e precisamente porque não temo nenhuma delação, não preciso de cargo público nem de foro especial. Nada tenho a esconder, sempre honrei meu nome, na universidade, na vida pública, na vida profissional, nos meus escritos, nos meus trabalhos. E nunca autorizei, por isso mesmo, que utilizassem o meu nome indevidamente.
E por isso quero registrar enfaticamente: a investigação pedida pelo Supremo Tribunal Federal será território, onde surgirão todas as explicações. E no Supremo, demonstrarei não ter nenhum envolvimento com esses fatos.
Não renunciarei, repito, não renunciarei! Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida, para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Esta situação de dubiedade ou de dúvida não pode persistir por muito tempo. Se foram rápidas nas gravações clandestinas, não podem tardar nas investigações e na solução respeitantemente a estas investigações.
Tanto esforço e dificuldades superadas, meu único compromisso, meus senhores e minhas senhoras, é com o Brasil. E é só este compromisso que me guiará.
Muito obrigado. Muito boa tarde a todos.

