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Sessão desta quinta-feira (16) reuniu processos das competições de base e feminina da FMF e caso do torneio society da advocacia, numa cooperação inédita entre as Justiças Desportivas do futebol e da advocacia maranhense

O Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado do Maranhão (TJD-MA) realizou nesta quinta-feira (16), no plenário do Palácio dos Esportes, em São Luís, sessão de instrução e julgamento da 1ª Comissão Disciplinar que marcou um momento novo na relação entre a Justiça Desportiva estadual e a advocacia maranhense.
Pela primeira vez, a Corte apreciou processo oriundo do XVII Campeonato Estadual Society da Advocacia Maranhense – Taça Dr. Roque Macatrão, promovido pela OAB/MA e pela Caixa de Assistência dos Advogados do Maranhão (CAAMA).
A atuação decorre de proposta formal de cooperação técnica e institucional encaminhada ao TJD-MA, em agosto, pela OAB/MA, pela CAAMA e pelo TJD CAAMA/OAB-MA, órgão que há anos julga as questões disciplinares das competições esportivas da classe.
O objetivo declarado das entidades é fortalecer a independência, a imparcialidade e a especialização técnica dos julgamentos, além de separar com clareza quem organiza o campeonato de quem julga as infrações nele ocorridas. A iniciativa não substitui nem extingue o tribunal da advocacia, que segue integrado ao modelo, compartilhando experiência e participando da adequação dos regulamentos.
Na mesma pauta, o TJD-MA apreciou processos das competições oficiais da Federação Maranhense de Futebol, entre eles o caso do Campeonato Maranhense Sub-17, além de denúncias relativas ao Maranhense Feminino e ao Sub-13, demonstrando que a cooperação com a advocacia se soma ao trabalho regular da Corte sem prejuízo do calendário do futebol estadual.
Para o presidente do TJD-MA, Thiago Brhanner, a parceria reconhece a maturidade alcançada pelas competições da advocacia. “As competições da advocacia cresceram e passaram a exigir uma estrutura de julgamento à altura. Nosso papel é contribuir com a experiência técnica da Justiça Desportiva, respeitando a autonomia de cada instituição e garantindo a quem é julgado o contraditório, a ampla defesa e decisões fundamentadas”, afirmou.
O modelo proposto prevê aplicação inicial ao campeonato estadual, com possibilidade de adesão futura das competições realizadas pelas Subseções da OAB/MA, mediante concordância das instituições envolvidas e adequação dos respectivos regulamentos.








